domingo, 24 de novembro de 2013

Apocalipse Zumbi


Apocalipse zumbi

É impressionante como as coisas mudam, mesmo que sejam tão complexas ou mudáveis, elas simplesmente mudam... Para ser sincero com vocês, nunca imaginei que este mundo tinha como mudar, digo mudar em alguma coisa mesmo que seja mínima, esse mundo estava evoluindo em muitas coisas, mais na medida em que o mundo tecnológico e científico mudava, evoluía, crescia, os sentimentos das pessoas simplesmente diminuíam até desaparecer... A gente sabe que já vinha sendo dito isto na bíblia, que um dia o amor das pessoas se apagaria de seus corações, como um vento apaga a chama de uma vela, eu até acreditava que realmente um dia isto aconteceria, mais não imaginava que seria tão breve esse dia... Dois meses depois... Percebi que não adiantaríamos continuar o trajeto, todos nós estávamos muito cansados principalmente Luísa, que estava com uma ferida na perna, ela estava com uma febre impressionante como se estivesse sido mordida. Ela com seus olhos azuis e inocentes e seus lindos cabelos curtos e negros, gemia dentro do carro, e todos nós não podíamos fazer nada, éramos quatro pessoas, sobreviventes de um grupo de oito, Maria a mais fresca de nós, ela é do tipo patricinha ainda não sei como ela está viva até agora, sua aparência é de parar o trânsito com olhos verdes e longos cabelos loiros, Márcio que é o mais jovem 15 anos apenas, o mais traumatizado, sempre chorando sozinho, sua aparência é normal como um rapaz CDF do colegial, cabelos arrepiados e negros, e olhos da cor castanha escura, e Luísa da qual falei antes. Nós estávamos fugindo da cidade do Recife era lá que nós morávamos depois de tanto sofrimento estamos chegando à cidade de Petrolina para entrarmos no Estado da Bahia, já consigo ver logo ao longe a placa dizendo - Bem Vindo a Petrolina, verde com arranhões e muito ferrugem, a estrada mais seca do que sempre foi, realmente o mundo acabou...
- Ali vocês estão vendo?  - Disse Márcio com um sorriso longo no rosto.
Quando olhei pro lado percebi que havia um carro em movimento, ou seja, mais sobreviventes deste terrível apocalipse. Paramos e o carro também parou, era uma hilux preta fechada, de lá saíram apenas quatro pessoas três garotos e uma garota, sai do carro com Márcio e disse pras meninas ficarem no carro, eles estavam armados como fuzis, todos os quatro inclusive a garota, peguei minha pequena calibre 38, e Márcio sua 32, e saímos empunhando elas. Pararam e um deles nos perguntou
 - Olá de onde vêm vocês? O que me perguntou tinha um sotaque diferente, percebi que ele não era do nordeste, cabelos arrepiados, alto, olhos que pareciam carregar muita dor.
- Viemos de Recife.  - Respondi com um tom forte pra causar certa intimidação. Coisa que não funcionou.
- Vou avisar logo a vocês não á como sairmos do Pernambuco, é impossível os zumbis tomarem conta da ponte, das encostas do rio São Francisco - Disse a menina bem aparentada de olhos castanhos, seu rosto me chamou atenção, ela estava com seus cabelos negros voando ao vento, aquilo ficou na minha cabeça.
De repente escutamos as vegetações ao lado se mexerem, rapidamente apontou para lá as armas, foi muito rápido, a menina de qual falei foi agarrada num salto impressionante de uma daquelas coisas, eles são rápidos demais e muito fortes, fiquei tão arrepiado com aquela garota que eu simplesmente atirei e acertei os miolos do zumbi, coisa que nem eu acreditei, eu poderia ter acabado acertando ela, e o pior perdi um das minhas ultimas 15 balas. Claro todos ficaram impressionados, mais o grande problema nem era esse, o barulho os atrai... Então o garoto que me fez a pergunta, o que realmente parecia ser o líder dos quatro disse,
- Sigam nosso carro eles virão para cá sejam rápidos. - Simplesmente os seguimos.
 No fim das contas chegamos ao shopping da cidade, eram bem reforçadas as portas, não havia nenhum zumbi por perto, era o lugar perfeito para Luísa que estava muito mal poder descansar. Um mês depois No final de tudo nós nos tornamos amigos, pois é, Marcos que era o menino calado do grupo, era o que me fez as perguntas antes, Iviny era o cabeludo com cara de nerd, e bem baixinho Jessé era o tímido, moreno alto e que sentia enorme prazer em matar os zumbis, e ela é claro, a menina que salvei, ela era muito calada, muito sozinha, não sei dizer muito o porquê, tentei me aproximar dela mais ela sempre retrucava, tão bela com longos cabelos negros e olhos brilhantes castanhos. Hoje depois de um mês, estamos ainda neste shopping, claro continua tudo calmamente, mais os suprimentos da cidade estão acabando e estragados, precisamos sair daqui, o pior é que não da para voltarmos para o Recife, lá estava um caos, teremos que tentar algo.

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