Dentes de sangue
Eu estava em uma casa em chamas, alguém estava
segurando minha mão enquanto estávamos na casa em chamas. Eu não conseguia ver
sua face, não conseguia ver a face de ninguém, todos estavam pretos, e fora da
casa, guerreiros e arqueiros estavam a nossa espera, não sabia se queriam nos
matar. Mais antes que os homens entrassem na casa, a pessoa que estava comigo
me segurou me levantando me segurou em seus braços fortes e músculos, e a
pessoa correu tão rápido que parecia a velocidade de dez guepardos velozes. E a
força como derrubava os guerreiros e arqueiros era surreal. Tinha a força de
vinte homens. “Ele” me levava para longe me protegendo, eu estava com medo e
também estava me sentindo protegida por ele. Oh meu Deus. O que esse homem irá
fazer comigo? Socorro.
Todos os sábados e domingos eu sonhava com o mesmo
sonho, eu tentava interpretá-lo, mais eu nunca conseguia. Chamas ardentes em
uma casa velha, em que estou nessa casa, uma pessoa me salva e me leva para
longe, eu nunca consigo ver o rosto da pessoa que estava comigo, arqueiros e
guerreiros querendo nos matar. Eu não sabia o que fazer. Levantei-me de minha
cama já arrumando meu quarto e me vestindo para descer á sala.
Eu morava em um castelo, meu pai era o dono e o rei
da aldeia de Tzimisce, meu pai era o famoso rei Michael Ventrue. Meu
pai tinha muitos guerreiros e arqueiros para protegê-lo, eu era muito conhecida
na cidade, alias a filha do rei, mais conhecida como “a princesa Ventrue” era
muito popular. Eu era a única filha de minha mãe Elizabeth Ventrue, uma mulher
fantástica e maravilhosa.
Meu pai sempre dizia que eu sempre deferia andar na
linha, pois um dia tudo aquilo seria meu, como treinamentos que eu fazia na
floresta negra, eu odiava matar lobos de mentira, mais queria matar lobisomens
de verdade. Mais de um lado eles
mereciam porque já atacaram a nossa aldeia e tiraram a vida de muitos. Mais de
outro lado, eles eram apenas animais. Os lobisomens são fortes e velozes, mais
eles não podem se transformar em homens novamente. Em noites de lua cheia, os
lobisomens ficavam mais fortes e mais rápidos. Com a velocidade de cinco onças
pintadas. Os lobos são assustadores e negros como a noite assassina. Mais tem
uma coisa boa nisto tudo... O sangue de um lobisomem pode salvar uma vida,
mesmo que a pessoa esteja com os pés em seu sepulcro.
Estava descendo as escadas onde estavam na mesa para o
café da manha, meu pai, minha mãe, minhas primas que eu odiava Natalie e Ella,
meu tio Antony e minha tia Melissa. E os serviçais servindo a todos e se
despedindo com licenças.
Assentei-me na cadeira ao lado de minha mãe e sorri
para todos da mesa. Os serviçais me serviram com pães feitos na hora, ovos
mexidos, e um pedaço de bolo de laranja. Todos estavam comendo a mesma coisa.
Meu pai me olhava enquanto mastigava o alimento, nossos olhares se encontravam
ele sorriu e continuou comendo.
- Você está comendo muito Alice. Você pode engordar
desse jeito - disse meu pai olhando nos meus olhos e partindo o alimento para
come-lo - Você sabia disso não é princesa?
- Desculpe pai. Se quiser eu... - Disse eu com a cabeça
baixa, as minhas primas estavam caindo em gargalhadas, principalmente Natalie,
mais que eu odiava. -Eu posso comer menos, não quero engordar.
- Estou brincando princesa. Pode comer - Disse ele
acabando com o seu café da manha e se levantando da sala de jantar.
Meu pai sempre me chamava de princesa. Eu sempre fui a princesa dele eu adorava quando ele me tratava
com uma princesa de verdade. Nossa! Como eu posso esquecer, o meu nome é Alice,
tinha cabelos loiros longos ate minha cintura, como minha mãe e minhas primas.
Meu pai e meus tios tinham cabelos negros.
A maioria de nossos ancestrais tinha cabelos negros,
eles detestavam todo aquele que tinha cabelos ruivos. Eu não sabia o pôr que...
Depois do café da manha, todos saíram da mesa e foram
para seus quartos, mais eu e minhas primas teriam que ir ate a sala de musica
para continuarmos a nossa aula com instrumentos. Eu tocava pianos, e muito bem.
Minhas primas tocavam harpas mais não
tocavam muito bem, e eu me glorificava disso para ir de suas caras. Elas
ficavam furiosas.
- Muito bem Alice. Deixe jeito você vai ser uma
pianista profissional disso eu não tenho duvidas. - disse Sr. Alexander, o
nosso professor enquanto anotava meus pontos no boletim. - Já vocês Natalie e
Ella, vocês são horríveis, aprendam a tocar a harpa. Um instrumento tão fácil
como este. Mais animo meninas.
Estava querendo ir á meu quarto para pegar meus livros
e cadernos de musica que tinha esquecido, perguntei ao professor Alexander se
poderia me deixar sair, e ele me liberou sem alarmes.
Passando sobre os corredores de minha casa indo em
direção ao meu quarto. Um dos guardas de meu pai se esbarrou comigo tão forte
que nos dois caímos ao chão. Ele me levantou do chão e ajoelhou-se em minha
frente.
- Por favor, princesa. Perdoe-me, não foi minha
intenção machucá-la.
- Tudo bem senhor. Pode se levantar. - Eu o ajudei a se
levantar, olhando em meus olhos o guarda se retirou pedindo licença e
agradecendo por eu o ter o levantado.
Ele corria muito rápido, estava ofegante também. Mais
aonde ele iria?
Decide segui-lo. E o guarda estava indo em direção ao
escritório de meu pai. Fiquei escondida entre as paredes para que não me visem.
O guarda bateu forte na porta de meu pai. Que atendeu na mesmo estante.
- O que deseja guarda? Mais problemas? – Meu pai estava
nervoso. Queria saber o que estava acontecendo.
- Não senhor, os... Os “sangues sugas”... Eles... Eles
voltaram senhor. Voltaram! Estão na floresta dentes de sangue. O que faremos
senhor? - O guarda estava muito ofegante. Parecia que seus pulmões iriam se
explodir. Meu pai ficou com medo, quando o guarda disse dos sangues sugas.
Olhava para um lado e para o outro sem saber o que fazer. Mais quem são esses
sangues sugas afinal?
- Reúna as tropas guarda. Reúna todos os guerreiros e
arqueiros. Peguem quantos crucifixos que conseguirem. Vão á igreja e consigam
muita água benta. Eu não posso deixar que eles ataquem e matem meu povo como
aconteceu quando eu era criança. - Meu pai estava nervoso. Eu nunca o vi assim.
– Você ouviu o que eu disse?
- Sim senhor. Tudo.
- E porque ainda continua aqui criatura? - Meu pai gritou tão alto com o guarda de
nervosismo que ate os pássaros que estavam em nosso telhado ouviram e saíram a
bater de assas.
- Sim senhor. Ate.
O guarda passou por mim tão rápido que o vendo de sua
velocidade levantava meus cabelos. Meu pai trancou a porta de seu escritório e
permaneceu lá por horas.
Eu tinha que saber quem são os sangues sugas. Quando
meu pai disse em água benta, crucifixos, e reunir os guardas. Minha mente
pensou que fossem vampiros.
Mais acho que não. Vampiros não existem. Se existem nos
livros. Ou será que existem?...
Estava com muitas duvidas na cabeça, eu não poderia
voltar à aula com tantas coisas em minha mente. Eu queria saber o que estava
acontecendo. Então fui aos aposentos de minha mãe para perguntá-la.
- Mãe... Eu ouvi o papai conversando com um dos
guardas. Que os “sangues sugas” tinha voltado. Quem são eles? - Disse eu
enquanto tomava um chã com minha mãe em seus aposentos. Ela me olhou fixamente
com medo em seus olhos. Suas mãos tremiam e ela deixou seu chã de ervas cair ao
chão. A xícara se quebrou em pedaços. Mais minha mão não se importou.
- Mãe a xícara! - Disse eu gritando enquanto recolhia
os cacos de vidro da xícara. - Mãe porque você derramou a xícara? Ela é
caríssima.
- Me desculpe... Filha, você pode ir chamar o seu pai
pra mim.
- Claro mais... Você esta bem mãe?
- Estou ótima filha. Vã logo chamar seu pai.
Eu me retirei do quarto com duvidas, o que esta
acontecendo com a aldeia Tzimisce? Tinha
alguma coisa acontecendo que eu não estava sabendo. Mais o que?
Fui ao encontro de meu pai em seu escritório, eu bate
na porta umas três vezes e só quando eu chamei o seu nome ele abriu a porta
para me receber.
- Pai... Porque demorou a abrir a porta?
- Nada. Eu estava... O que você quer? - Meu pai estava
pálido e com suas mãos trêmulas - Diga o que foi? O que aconteceu?
- Nada de mais, a mamãe esta chamando pelo senhor nos
aposentos dela. – assim que dei a noticia, meu pai foi correndo para ver o que
se tratava. Eu também fui porque eu queria definitivamente saber o que estava
ocorrendo.
Mais ele não me deixou entrar, eu só vi minha mãe
chorando muito. Sentada em sua cama. Eles conversaram por duas horas sobre o
assunto em questão.
Eu não estava mais tão preocupada. Afinal de contas eu
iria saber mais cedo ou mais tarde.
Eu retornei ao meu quarto, e para me destra ir, ouvi um
pouco de musica e li um livro de romance. Mais de tanto ler, e ouvir musica, a
duvida ainda não saia de minha mente.
O que esta acontecendo?
Todos estão estranhos.
Ao dia seguinte, eu acordei de manha mais não arrumei
meu quarto, me arrumei para o café e desce as escadas de encontro com a
família.
Assentei-me, falei com todos e comi meu café da manha.
Meu pai deu umas três batidas no copo de vinho para falar a família, e que
todos escutassem-no.
- Atenção... Infelizmente a nossa aldeia não está...
Muito boa como era antes. Ella e Natalie. Obedeçam aos seus pais. O que eles
disserem será uma ordem e quero que façam. Isso também servira para você Alice.
Seus treinamentos iram continuar mais eu quero que fique em casa e não saia
mais para lugar nenhum. – meu pai estava rigoroso e estava bravo. Eu nunca
tinha o vi do assim – você me ouviu, ok Alice?
- O senhor esta me prendendo é isso? – eu não queria
ficar presa naquela casa o resto de minha vida, eu já tinha dezessete anos. Ok
eu não era uma adulta. Mais eu odiava quando meu pai tentava me prender ou
quiser que eu seja uma replica dele – eu sou jovem pai. Eu devo viver a minha
vida.
- Escuta bem o que eu vou ti dizer... Você morra na
minha casa e comi da minha comida e enquanto estiver fazendo isso quem manda em
você sou eu!
Eu não acreditei no que eu ouvi. Onde esta a princesa?
A filhinha preferida de todo o mundo? Nós realmente conhecemos e vimos quem é
Michael Ventrue. Bom pelo menos eu o vi.
- Você pode ate querer, mais não vai me abrigar a fazer
as coisas que eu não quero. – sai da mesa e subi para o meu quarto correndo. Meu
pai ainda me chamava para descer mais eu não queria dar ouvidos.
Fui direto para o meu quarto. Deitei na cama e fiquei
pensando no que tinha ocorrido. Eu queria muito me derramar em prantos. Mais eu
me contive. Eu não sou mais criança para ficar chorando.
Fiquei em meu quarto a manha inteira, e à tarde perto
das três e meia eu almocei com todos. Meu pai odiava quando eu almoçava depois
das duas horas. Mais eu não estava ligando.
Às nove da noite
eu deixei minha casa com os guerreiros e arqueiros para casarmos lobisomens.
Era lua cheia e é uma hora boa ate de mais para pegarmos o sangue deles. Como
eu já disse. Poderão curar muitos na aldeia.
Meu primo Jonathan estava conosco. Ele morava longe e
meu pai mandou chamá-lo para cuidar de mim. Eu não sei a causa. Não preciso de
ajuda e nem muito menos de uma baba.
Eu estava usando uma camisa de botões preta e branca.
Com uma meia calça preta com detalhes floridos em que minhas pernas apareceriam
facilmente. Também estava usando um, sobretudo preto que ira ate a minha coça,
um palmo acima de meu joelho. Era soltinho e um pouco aberto como um vertido.
Usava botas pretas e meu cabelo estava preço com um rabo de cavalo e deixava
minhas franjas tomarem conta de minha testa.
Jonathan também estava muito elegante. Estavam
praticamente iguais as nossas vestes. Sem a meia calça, a bota. Estava usando
uma calça escura e lisa e estava de sapatos. Mais com um lindo, sobretudo azul
escuro.
Os guerreiros e arqueiros estavam usando as vestes da
realeza de meu pai. Calças, sobretudos, botas, e as armas.
Eu também estava com minha espada, uma katana de trinta
centímetros em minha bota, e uma pistola de armas de prata. E uma besta em
minhas costas. “nunca se sabe não
é”
Continuamos andando pela a floresta negra mais não
achamos nenhuns lobisomens.
- Vamos continuar andando, uma hora ou outra eles vão
aparecer.
-É melhor que não separemos para procurarmos. – disse
Jonathan olhando nos meus olhos enquanto tirava a besta de suas costas.
- Tem razão Jonathan. Guerreiros vocês vão com o
Jonathan, arqueiros vocês iram por ali pelo lago e eu irei sozinha. – cada um
seguiu de acordo com o plano, menos Jonathan que veio na minha direção para
dizer que não concorda com isto.
- O que você esta fazendo? Peça que um ou três deles vã com você Alice.
- Jonathan eu conheço essa floresta como se fosse à
palma de minha mão. Vã logo com os guerreiros eu vi firo muito bem sozinha.
- Ok mais mesmo assim eu não concordo com a idéia. Eu
déia ir com você com te proteger Alice.
Eu o olhei com odeio fixo. Queria lançar uma resposta
das boas na cara dele, por mais que ele era apaixonado por mim. Não fazia nada
me conquistar. Eu pensava que eu não sabia. Mais eu seu de tudo.
- Quem você pensa que é Jonathan? Só porque está aqui não significa que você será
a minha baba. Eu não preciso de ajuda e nunca precisei. Continue andando e faça
a sua missão que da minha eu cuido ok.
Dei as costas a Jonathan e sai em busca dos lobisomens.
Ele permaneceu os seus olhos em mim enquanto eu andava. Ele seguiu o seu caminho
com os guerreiros e acho que finalmente vai me deixar em paz.
Continue andando ate encontrar os lobisomens. Eu
infelizmente não achei nenhum. Mais não encontrei. Eu ia desistir tão fácil.
Depois da briga que tive com meu pai, almoçar fora da mesa e descontar toda a
minha raiva no Jonathan eu tinha que provar que eu era forte.
Enquanto estava andando, com a noite escura e a lua
cheia iluminado a floresta. Os ruídos dos uivos dos lobos ressoavam pela
floresta. Eu estava com sorte. Quantos lobos eu poderia matar?
Continue andando. E avistei pegadas no chão. Pegadas de
lobisomens. Eu ouvi os rosnados de lobos atrás de mim. Eram altos e eu estava
de costas para eles. Tirei a minha katana de minha bota e armei os punhos para atacá-los. Mais eu tive uma surpresa.
Três lobos estavam se aproximando de mim lentamente. Eu dei passos para trás e
outro lodo estava a trás de mim. Era eu, contra quatro. O que farei?
Rapidamente usei minha pistola com balas de prata para
dando dois tiros no lobo que estava atrás de mim. Ele caiu ao chão e eu corri
para sobre viver e escapar dos outros três lobos que me perseguiam.
Tentei atirar neles mais não pude atirar e correr ao
mesmo tempo. Agora eu entendia o sentido do ditado... “se correr o pica pega se
ficar o bicho come”.
Corre mais rápido que pude os lobos já estavam me
alcançando, quando menos esperei. Estava em frente a um precipício, quase que
eu passava dessa para melhor.
Os lobos estavam a minha frente, se só tinha duas
saídas, ou eu morria afogada, ou eu morria mordida pelos lobos.
Um dos lobos veio em minha direção para me empurrar do
precipício. Mais eu estava com tanto medo que tropecei e cai ao precipício.
Quando estava prestes a cair uma mão tocou em minhas costas e me levantou para
cima do precipício. Um homem lutou contra os dois lobisomens. Eu estava
abismada com o tamanho da força que ele tinha. O outro lobisomem veio atrás de
mm para me matar, mais o homem que tinha matado os dois lobisomens ao mesmo
tempo conseguiu matar o terceiro.
Depois da luta ele ficou ofegante, mais não quis olhar
em meus olhos, era forte, musculoso e robusto, tinha cabelos lisos curtos e um
pouco de franjas na testa usava uma camisa preta social ate os cotovelos
manchadas de sangue. Usava também uma calça preta e sapatos.
-... Obrigado por me salvar. Obrigado mesmo. Eu posso
saber o seu nome?
Ele se virou para mim e sorriu, era branco como a neve.
Muito mais branco que eu. Tinha olhos azuis e era lindo... Muito lindo.
Ele não disse nada. E simplesmente saiu correndo rápido
com a velocidade de dez guepardos. Eu não entendo o que aconteceu... Mais eu
iria saber de qualquer maneira.
Quanto retornei a minha casa pensando no menino que
estava comigo. Eu voltei sorrindo e estava feliz. Estava carregando três
garrafas de sangue de lobos.
Assim que cheguei em casa, todos estavam a minha
espera, eu estava muito suada e cansada, mais deu para eu chegar a tempo antes
do jantar.
- Você chegou muito atrasada Alice. Todos estavam ti
procurando. - disse minha mãe enquanto estávamos na sala de jantar com toda a
família. Menos o papai.
- Desculpe mamãe. Eu... Tive um imprevisto ótimo.
- É mesmo? E o que era?
Espero que seja alguma coisa boa. – Disse Natalie olhando e rindo de mim
com Ella.
-Cale-se Natalie. Eu não perguntei nada a você.
- Meninas, por favor. Natalie é melhor você parar esta
me ouvindo? - disse minha tia Melissa
olhando fixamente nos olhos de Natalie com um olhar reprovador.
- Diga o que ouve filha, alguém ti machucou? – disse
minha mãe colocando suas mãos em minha perna enquanto estava sentada no sofá e
eu ao braço do sofá. – O que ouvi filha?
- No jantar eu conto tudo. Onde está o Jonathan?
- Ele esta no quarto, subir de cabeça baixa e não quis
falar com ninguém. Afinal ele estava tão alegre que fosse caçar lobos com você
e logo após, voltou desse jeito... Não sabemos o que aconteceu – Disse meu tio
Anthony, olhando fixamente nos meus olhos meio decepcionado com Jonathan.
- Eu... Irei lá pra cima para falar com ele.
Despedi-me de todos e sobe para falar com Jonathan.
Assim que cheguei à porta de seu quarto, fiquei parada
por alguns segundo e bate na porta... Ele demorou para abrir e depois da
terceira batida ele abriu a porta.
- Oi Alice. O que você quer?
- Eu... Posso entrar?
- Claro.
Entrei ao quarto me sentei ao lado dele na cama, ele
não olhou nos meus olhos mais esperava alguma coisa de mim.
- Me desculpe Jonathan. Eu... Eu não queria gritar com
você daquele jeito. É que eu estava com muitos problemas sabe. E hoje que
discute com o meu pai e... Por favor, me desculpa.
- Tudo bem Alice. – ele se levantou da cama e ficou de
pé dando as costas para mim. – você sabe que eu sempre fui apaixonado por você.
Sempre.
Ele me olhou fixo. Estava mesmo apaixonado por mim,
mais isso eu já sabia. Jonathan era um simples amigo para mim e mais nada.
Eu pense um dia que nunca iria namorar. Mais... Acho
que mudei realmente de opinião. Mais não seria com o Jonathan.
- Jonathan eu sei... Mais eu não gosto de você. Você é
meu primo e um grande amigo meu. Mais... Entre nos não há nada. Desculpe.
- Ok. Mais saiba que... Eu continuarei ti amando mesmo
que o não permaneça.
-...
- Não... Não precisa dizer mais nada. Agora você pode
sair do meu quarto, por favor?
- Claro. – enquanto ia saindo do quarto, dei um beijo
no rosto de Jonathan. Ele abaixou a cabeça e sorriu forçadamente. – Você... Irá
descer para o jantar?
- Não. Eu jantarei aqui.
- Ok. Boa noite Jonathan.
Eu dei graças a Deus por ele não ter descido,
justamente quando eu ia dizer sobre o lindo menino que conhece na floresta.
Parecia que tinha a minha idade. Eu espero que sim.
Fui para o meu quarto, tomei um banho de vinte minutos
e desce para o jantar com a família.
Todos estavam na mesa. Meu pai me olhava quando
cumprimentada meus tios e minhas odiadas primas. E quando me assentava na
cadeira de madeira.
- Como foi à caça hoje filha? – perguntou meu pai
olhando fixo em meus olhos com olhar de reprovação - Você chegou... Um pouco
tarde de mais.
- Ocorreu tudo bem. Eu consegui três garrafas de sangue
de lobos.
Toda a família sorriu de orgulho.
- Que ótimo, filha. – disse minha mãe segurando sua
taça de vinho e sorrindo para mim.
- Mais aconteceu algo inesperado. – disse eu, sorrindo lembrando-se
do rapas que estava comigo na floresta – Uma coisa estranha.
- O que ouve filha? – Perguntou meu pai.
- Quando eu estava na floresta correndo de três lobos, eu
estava prestes a cair de um precipício. E então... Um dos lobos se aproximou
lento na minha direção. Não tinha saída para mim. Ou eu morreria afogada ou
morta pelos lobos. Mais de repente... Um rapaz apareceu do nada e me salvou dos
lobos. Ele sozinho matou os dois e o outro veio atrás de mim para me atacar,
mais eu atirei nele duas vezes e caiu ao chão. Quando eu agradeci e perguntei
qual é o nome dele... Ele saiu correndo mais com uma velocidade “incrível” Parecia
que eram dez onças pintadas com toda aquela velocidade.
Era lindo, forte e robusto. E os olhos azuis... Eu
nunca vou esquecer aqueles olhos lindos que ele tinha.
- Alice... Nesse precipício... Tinham pedras a baixo e
na praia tinha um grande castelo antigo? - Perguntou meu olhando para meus tios
e minha mãe.
- Sim pai, por quê?
- Oh meu Deus. – Meu pai começou a sentir dores fortes
no coração e caiu da cadeira. Os serviçais ajudaram-no a se levantar, minha mãe
e meus tios levou ele para seus aposentos. Enquanto subiam as escadas ele me
olhava – De novo não... Ela é minha filha Elizabeth... Minha filha. Os dentes
de sangue não. Não.
Eu não entendo nada o que aconteceu. Olhei para minhas
primas mais elas só pensavam em comer e cuidar das suas próprias roupas.
Eu queria saber o que meu pai tinha. Mais ele deve ter
passado mal por minha culpa. Então eu subi para o meu quarto e fiquei lá a
noite toda.
No dia seguinte, depois da café da manha e o almoço á
tarde, eu estava a sós com o professor Alexander na sala de musicas. Ele
corrigindo minhas tarefas e eu pensava o que estava acontecendo em Tzimisce.
- Professor... Eu posso perguntar – le algo.
- Sim diga. Algum problema com o piano?
- Não, não. E que... Eu queria saber o que é e o
significa o local... Dentes de sangue.
O professor me olhou fixo e estranho. Olhou para lado e
para o outro sem me responder, quando eu perguntei pela segunda vez ele me
olhou e me respondeu gaguejando.
- Você quer mesmo saber?
- Sim quero.
- Então eu contarei... É difícil de você acreditar.
Muitos dizem que é uma lenda mais outros acreditam em seus próprios olhos.
Dentes de sangue é uma floresta que não é muito longe daqui. Agora os lobos
habitam lá. Mais antes. O nome foi dado porque vampiros habitavam naquela
floresta. E lá foi o acontecimento de morte da historia. Muitos vampiros
mataram muitas pessoas na mesma noite do dia dois de julho.
- Foi quando eu nasci.
- Estranho não? Diz á lenda que no mesmo dia os
vampiros pegaram uma menina que ainda era uma bebe e batizou na com sangue de todos
os vampiros que ali estavam, cada um deu um “ml” de sangue de vampiro. E a
menina bebeu o sangue e ali mesmo ele nasceu de novo.
- Nossa. Mais isso é mentira certo?
- Bem Alice, eu não... Acredito nisto mais. Se for
verdade, vo... Nos, coremos grande perigo.
Oh meu Deus. Será mesmo que os vampiros existem? Não...
Só pode ser uma lenda urbana. Com certeza.
Depois das aulas, sai de casa para pensar um pouco,
estava aquecida, pois o frio tomava conta de tudo. Fui para a floresta, eu
adora ficar sozinha e com a natureza.
Continue andando, a lua minguante iluminava a metade da
floresta. De tanto andar, eu me deparei com o precipício de ontem à noite, e
logo após olhei na paria, e depois da praia avia o castelo que meu disse. Era
grande e lindo, parecia velho mais... Será que pessoas ainda moravam lá?
- Por que está triste? – perguntou o rapaz atrás de
mim. O mesmo que tinha me ajudado com os lobos, estavam com roupas de frio. E
uma toca preta - Posso saber?
- Eu conheço você. Você é o menino que me ajudou com os
lobos. Obrigada. O meu nome é Alice e o seu?
- Christopher. Mais todos me chamam de Chris.
- Você morra por aqui Chris?
- Eu... – ele olhou para os lados, e coçou a cabeça,
meio indeciso não que iria dizer. Ele me pareceu conhecido, eu não sabia da
onde mais eu já tinha visto ele em algum lugar - Não moro muito longe.
- Eu também não morro mito longe. – Eu não quis dizer
onde eu morava afinal eu não o conhecia e não queria que eu acordasse-se de
manha e ver os moveis da minha casa todos roubados - Mais eu... Tinha que ti
perguntar uma coisa.
- Sim. Diga-me.
- Eu não consegui de papar de penar em você. Desde dia
em que nos vimos. – nossos olhos se encontraram. Eu tentava decifrá-lo apenas
com os seus olhares. Mais era impossível. Acho que ele sabia muito bem quem eu
era. - Não sei se isso é estranho?
- Eu acho que não. – ele se aproximou perto de mais. Eu
consegui sair do lugar. - Acho que você gostando de mim.
- Você é muito convencido não acha? – nos estávamos
pertos ate de mais, nossos lábios estavam a cinco centímetros de distância. Eu
seria muito louca se o meu primeiro beijo fosse um menino que não tinha
conhecido. Mais o Chris era lindo. – Vamos “supor” que eu goste de você. Isso é
uma coisa boa?
- Pra mim e para você sim. – sua boca se aproximou de
minha orelha gelada e com apenas seis palavras elas ficaram quentes – Por que
eu também gosto de você.
Ele beijou meu pescoço e, pois sua mão em minha cintura
e quando estava prestes a beijá-lo...
- Ainda não é hora. – ele saiu correndo com a mesma velocidade
de sempre. Eu estava pronta para
perguntar onde surgiu toda aquela força e rapidez que ele tinha. Mais
quando estou com ele... É como se tudo sumisse de vista.
Eu não queria saber do horário para retornar em casa.
Quando cheguei eram duas e meia da manha. Os guardas não iam me entregar para o
meu pai. Mais eles também nem precisam.
- Onde a senhora estava? – perguntou o meu pai furioso
e bravo comigo me esperando no começo da escada.
- Eu fui ate a aldeia para... Pensar um pouco.
- Não seja mentirosa Alice. Jonathan viu que você
foi para a floresta do precipício.
- Então foi esse fofoqueiro que disse?
- Ele não é fofoqueiro, ele ia ti seguir, mais como eu
estava acordado ele me avisou.
- Ok pai eu só fui à floresta caminhar.
- Você sabe qual é aquela floresta? É a floresta dentes
de sangue – Meu pai me disse aquilo estranho de mais. Eu vou naquela floresta
há anos para caçar lobos e... Nunca notei nada de diferente – Quando você vai
ter juízo Alice?
- O senhor esta querendo esconder alguma coisa de mim?
- Por que eu esconderia? – ele gaguejou olhando para os
lados – Me diz pai. O que há naquela floresta que todos sabem menos eu?
- Eu já disse, não há nada. Agora me obedeça, suba para
o seu quarto para dormir, você esta proibida de ir à floresta.
- O que?
- Você ouviu. Agora sobe.
Sobe as escadas com muita raiva, e não fui para o meu
quarto, fui direto para o quarto de Jonathan. Bate na porta umas duas vezes e
só quando bate pela quarta vez ele me atendeu.
- O que você quer Alice? São... Duas e quarenta da
manha? – ele estava com pijamas e uma toca estava muito frio, mais seus
hormônios estavam quente – O que foi?
- Quer dizer que a mocinha fofocou para meu pai que eu
estava na floresta certo?
- Eu só mais do que a minha obrigação. – ele entrou no
quarto mais deixou a porta aberta esperando que minha entrada - Você deferia me
agradecer.
- Sua obrigação? – Fiquei de frente para ele – Quem te
disse que me proteger é a sua obrigação? – ele me deu as costas se sentado na
cama olhando pro chão e para os lados sem saber o que dizer – Jonathan me
ouça... Eu gosto muito de você primo. Mais não é como você pensa. Alem da mais
existe três coisas e nos impedem de ficar juntos.
Ele se levantou sorrindo para mim como se aquilo que
ele procura em mim fosse um sim.
- O que é?
- Primeira... Eu nunca namoraria alguém da minha
família. Segundo... As mulheres gostam de serem conquistadas, e isso você não
faz. Terceiro... Eu gosto de outro menino. – Dei as costas para ele saindo do
quarto. A porta permaneceu aberta. E eu fui direto para meu quarto.
Decide pesquisar sobre o Christopher, em historias de
terror e lendas urbanas em livros que eu tinha.
Velocidade de dez guepardos, força de vinte homens,
Branco, só vive no escuro, é galanteador e conquista
qualquer mulher.
Vampiro...
No dia seguinte eu acordei com os livros em cima de
mim, já eram onze e vinte da manha. Eu estava péssima.
- Oh meu Deus. Atrasei-me para a aula de piano.
Tomei um rápido banho de banheira, e me veste com uma
saia xadrez vermelha e preta. Um palmo acima do joelho. Uma camisa social preta
com meus cabelos presos de lado próximos a minha orelha esquerda. E uma gravata
borboleta vermelha. E botas pretas. Não deu tempo de tomar café. Fui direto
para as aulas.
Assim que cheguei à porta do quarto onde o professor
Alexander dá as aulas tinha um bilhete com a porta fechada que dizia
Alice,
Natalie e Ella. Eu sei que agora vocês estão achando isso muito estranho mais é
a pura verdade.
Eu
me demito. Vou parar de lesionar aulas de musicas. Não são vocês, sou eu.
Desculpem-me.
Eu espero muitas felicidades entre vocês. Mais aqui eu não posso ficar. Quando
a luta começar eu não prefiro estar perto.
Alice...
Eu sei que um dia você vai saber todo o segredo dos “dentes de sangue” mais
enquanto isso. Fique bem ok. Não se culpe quando você souber Alice. Você nasceu
para isso... Infelizmente
Ate
nunca meninas
Professor
Alexander.
Eu poderia acreditar. Todos estavam sabendo desse
maldito segredo. Ate mesmo o meu professor. Não consigo... Eu tenho que saber o
que está acontecendo. Será que meus livros estavam certos?
Não... Não pode ser verdade.
Fui direto para o escritório de meu pai, a porta estava
encostada, mais ele estava tendo uma discussão horrível com o meu professor e
com o meu tio.
Fiquei atrás da porta e não deixei que me vissem.
Queria saber o que se tratava tanto escândalo.
- Você não pode ir Alexander. Você é o melhor professor
de musicas na aldeia.
- Contrate outro Michael. Você é um rei e é muito rico
para isto. Eu não vou ficar aqui. Alice é um amor de pessoa mais ela ter
nascido é o problema.
Agora eu não entendo nada.
- Com que direito você fala assim da minha sobrinha
seu... – Disse meu tio Anthony se aproximando do professor para lhe dar um
golpe.
- Anthony. Por favor.
- Você não pode ir Alexander, você é o melhor professor
de musicas da aldeia. Eu preciso de você.
- Eu também precisava muito desse emprego Michael. Mais
a minha vida é mais importante de tudo para mim. Logo, logo os vampiros irão
vir.
Ao meu Deus então era serio.
- Nós não acreditamos nisso. Os vampiros morreram há
dezesseis anos. – Disse meu tio, olhando fixo nos olhos de meu professor.
- Claro que vocês sabem da verdade e sabem muito bem. E
tentam esconder de Alice. Esconder que ela é a herdeira dos dentes de sangue. E
também tentam esconder que ela foi aquela menina que foi batizada com o sangue
dos Ravnos o clã dos vampiros.
Retirei-me correndo para o meu quarto e me derramei em
prantos. Estava brava com minha família e brava com todos, não avia sol de
manha, e ainda nevava muito, então veste um casaco e coloquei uma toca e sai
para a floresta dentes de sangue.
Eu sabia que poderia encontrar Christopher lá, como ele
é um vampiro... Então ele poderia ler mentes. Certo? Levei comigo uma pequena
katana de dez centímetros escondida em minha bota.
- Algum problema? – era ele. Tinha me dado um maior
susto. Eu o olhei fixo nos olhos dele – O que foi Alice?
- Eu pesquisei bastante e... Já sei quem você é. Ou
melhor, já o que você é - ele ficou surpreso. Olhou-me estranhamente se
aproximou de mim dando passos lentos e ficou atrás de mim olhando meu corpo. Eu
estava assustada e com medo, mais eu não queria que ele soube-se. Não ia
adiantar de nada afinal ele é um vampiro. Que estava preste a me matar – Você
tem a velocidade de dez guepardos. Você tem a força de vinte homens. Você só
aparece quando está frio ao a noite, e você lê mentes. Eu já sei que você é
um... Um... Vampiro.
- Ótimo. – ele sussurrava em meu ouvido, alisava com
suas mãos geladas o meu braço, - E agora... Uma pergunta muito fácil. O que nos
comemos e bebemos?
Eu me verei de frente para ele pegando a minha katana
da bota e levantando-a em direção ao meu coração.
- Eu não tenho medo de você Christopher – eu estava com
medo mais não consegui dizer, eu não era fraca. Mais quando estava perto dele
toda a minha força se foi, e eu tinha que mostrar isso – Eu sei que você não
vai me machucar.
- Tem certeza disso?
Eu dei passos para trás e ele sorriu para mim. Ele era
tão lindo que eu não consegui ver maldade em seus olhos. De repente ele correu
com toda aquela velocidade, eu fiquei parada ali por alguns segundos e logo
após ele apareceu atrás de mim.
- Eu estou com sede Alice. Quero sangue.
- Não. Por favor, Christopher.
- A tentação é muito grande. Estou louco para ti
morder.
- O que acontece comigo? Eu morro ou viro uma de você?
- Você... Morre.
- Oh meu Deus.
- Fique em silencio. Vai ser rápido. – ele liberou os
dentes de ataque. Os superiores e inferiores.
- Christopher eu... Por favor.
- Agora você é só minha... Só minha Alice.
Eu estava vendo a minha morte. E quando menos o esperei
ele beijou meu pescoço. Eu virei de frente para ele e ele sorriu e ele me
agarrou e eu o beijei lentamente. O beijo foi demorado mais eu adorei cada
segundo dele.
Depois de passar toda a metade da tarde com
Christopher, nos ficamos sentados na beira do precipício. Ainda estava nevando,
mais estávamos abraçados e um esquentava o outro.
Resolve contar tudo a ele sobre mim. E principalmente
da minha origem.
- Christopher eu tenho que te contar uma coisa.
- Diga Alice.
- Talvez seja difícil de acreditar, mais eu sou a
herdeira de sangue que o seu pai procura. – nossos olhares se encontraram e ele
ficou surpreso e assustado.
- Alice... Quem te disse uma coisa dessas?
- Eu já sei de tudo Christopher. Essa verdade que os
meus pais tentam esconder de mim. Já sei que eu fui batizada com sangue da sua
família. O clã Rivnos certo?
- É sim. Mais eu nunca esperaria que... Eu poderia
encontrar você. Nossa.
- Eu acho que eu vou morrer certo?
- Você morrer? Não. Nunca. Por quê?
- Por que se eu o seu pai me acha-se eu... Os vampiros
que morreram retornaram para matar todos de novo como antes e eu serei a
culpada e ate morta pelas tropas de meu pai. – fiquei com a cabeça baixa
olhando o mar, Christopher pegou lentamente n eu queijo com dois dedos e virou
meu rosto ate que nossos olhos se encontrem. Ele sorriu e alisou o meu cabelo.
- Eu nunca vou deixar nada acontecer com você. Eu ti
amo muito. E me apaixonei por você na primeira vista. – ele sorriu e me beijou
lentamente. Eu estava mesmo apaixonada por ele e ele por mim. Eu estava feliz.
Mais eu ainda sentia que algo de ruim ia acontecer não sei o que. Mais vai
acontecer.
Christopher me levou ate o começo da floresta dentes de
sangue. Às nove da noite. Retornei para minha casa.
Assim que entrei minha mãe estava na sala escutando um
pouco de musica. Eu me aceitei em seu lado e ela sorriu para mim. Puis minha
cabeça no ombro dela e ficamos ali juntas ouvindo musica.
- Querida... Quem era aquele garoto que estava com você
quando ti deixou no começo da floresta?
- Garoto? Eu não sei de quem a senhora esta falando.
- Alicia eu não sou cega. Sei identificar muito bem a
minha filha. – minha mãe não me olhou nos olhos a conversa toda ate agora. Eu
estava ficando um pouco preocupada – E então? Quem era aquele garoto?
- Ele... – Eu não podia contar a verdade. - É um menino
da aldeia.
- E você esta gostando dele?
- Muito.
- E ele? Esta gostando de você?
- Sim. Mais por que a senhora esta me fazendo essas
perguntas?
- Alice... Se eu for embora deste mundo. Eu quero que
você seja muito feliz com o homem que terá.
Construa uma família e... Seja uma mulher melhor do que
a sua mãe foi. – Agora sim ele me olhou. Ela estava chorando muito. Eu nunca
tinha visto as lagrimas de minha mãe. Nunca. Mais quando ela chorou me deu
vontade de chorar também.
- Calma mãe. Por que esta me dizendo uma coisa dessas?
- Não é nada minha filha. Só... Seja uma mulher de bem.
- ela se aproximou de mim e sussurrou no meu ouvido - Mesmo que você seja uma
vampira como querem muitos.
- Mãe como você... – eu não conseguir dizer nada, só
consegui dizer três palavras.
- Sobe pro seu quarto vai filha.
- A senhora não quer que eu...
- Não. Deixe-me sozinha, por favor.
Sobe a escada triste por minha mãe. Ela já sabia dos
vampiros. E eu aposto que também sabia do meu segredo. Da minha origem.
No dia seguinte após o almoço, eu fui ate o escritório
de meu pai para falar com ele. Ele não poderia fugir e nem mudar de assunto. Eu
queria saber tudo sobre mim. Sobre a minha verdadeira vida.
Desce as escadas e fui direto para o escritório de meu
pai. Eu não bato na porta, sai entrando. Ele estava sentado resolvendo e
assinando uns papeis de seu reino. Coloquei minhas mãos na mesa olhando nos
olhos dele, ele se assustou por eu não ter batido na porta.
- Eu pensei que eu tinha dado educação pra você – ele
me olhou fixo, juntando os papes e quando terminou juntou os dedos - O que você
quer?
- Eu queria que os meus pais verdadeiros me dessem a
educação.
Meu pai se levantou devagar, e continuou me olhando.
- O que você quer dizer com isto?
- Você muito bem o que eu estou dizendo pai. Se eu devo
realmente ti chamar de pai.
- Eu não estou te entendendo.
- Eu já sei da metade da origem da minha vida pai. Eu
sei que eu sou a herdeira de sangue dos Rivnos.
- Isso... Não é verdade filha.
- Claro que é? Você e a mamãe tentam me enganar mais
não conseguem. Eu estou namorando com um vampiro pai. Eu achei que ele me
mataria, mais eu me enganei.
- O que? – ele gritou comigo. Estava furioso e também
estava prestes a me dar um tapa - Você esta louco Alice? Os vampiros são
perigosos e ele vai ti matar assim que puder. Eu ti proíbo de vê-lo.
- Você não pode me proibir de nada eu o amo e nada vai
me separar dele.
- Alice Christine Young Ventrue. É melhor você parar
com isto e me obedecer. Eu sou o seu pai.
- É mesmo? Será
que é verdade? Diz-me... Eu sou a sua filha?
Ele se sentou novamente olhou para os lados sem saber o
que dizer. Ele não me olhou nos olhos. Eu já estava convencida ate de mais.
Mais não importa. Eu espero que eu consiga encontrar os meus verdadeiros pais.
- Eu sabia... – me retirei de perto dele e abri a porta
para sair da sala. Ele se levantou me olhando.
- Aonde você vai?
- Eu vou me encontrar com o Christopher. Vou conhecer
os pais dele e eles também já me conhecem.
- Você vai se encontrar com aqueles vampiros mesmo que
eu diga que não?
- Sim... Michael. Para saber toda a verdade. Sobre o
meu verdadeiro pai. E sobre a minha verdadeira mãe.
- Alice... Por favor, não faça isso. Se você fizer eu
faço uma loucura e você sabe que eu faço.
- Faça pai. E se arrependera amargamente. – me retirei
da sala e fui ao encontro de Christopher na floresta para conhecer seus pais
vampiros. Eu estava um pouco com medo. Eu não sabia se eu seria bem recebia ou
se eu viraria a comida do dia.
Assim que o vi me esperando na ponta do precipício. Eu
fiquei feliz por ele não ter me deixado esperando.
Ele estava muito arrumando. Usando calças jeans preta
não muito apertada. Com uma camisa banca por baixo do blazer preto.
Eu tinha tomado um banho antes de ir me encontrar com a
família dele. Eram sete da noite e eles jantavam cedo. Eu estava usando uma
bota preta sem salto. Também usava uma calça jeans apertada e uma blusa branca
e com um casaco por cima. Ainda estava frio. Mais a neve tinha parado.
Eu fui direto para casa dele, o castelo era enorme.
- Eles são boas pessoas? – Perguntei eu enquanto andava
de mãos dadas com ele ate a mesa de jantar. Era bem longe – Os seus pais?
- Minha mãe é um doce, meus dois irmãos são meios...
Vampiros góticos – nos dois rimos e demos beijos enquanto andávamos. – Meu pai
é meio rigoroso.
- Quanto fale a rigorosidade dele?
- É a metade da rigorosidade de Adolf Hitler.
- Você esta brincando certo?
- Não. – continuemos a rir juntos.
Eu adoro o tempo que passo com ele.
Finalmente chegamos. Todos estavam na mesa. O pai de
Christopher, sua mãe, seus dois casais de irmãos, seus dois tios e suas duas
primas.
Todos me olharam espantados, principalmente o pai de
Christopher. Eu cumprimentei todos e me sentei na cadeira ao lado de Lucas.
- Alice me deixa ti apresentar... Aquele é o meu...
Pai... Drácula Rivnos.
- É um prazer conhecê-la. – Ele era bonito, cabelos
pretos penteados para trás, usando uma camisa social branca e um medalhão com a
inicial do meu nome. Também usava calças pretas e sapatos pretos, um uma capa
vermelha, para a idade dele, era muito lindo.
- O prazer é meu senhor Rivnos.
- Aquele é a minha... Mãe. Alice Emma.
- Muito prazer Alice. Christopher fala muito de você.
- É um prazer conhecê-la senhora.
A mãe dele é linda, também tinha cabelos pretos. Mais
eram enrolados fazendo uma frança tampando um dos olhos dela.
- Aqueles são meus irmãos e primos... Olivia minha
irmã, Willian meu irmão, Andrew e David meus primos.
Olivia era loura como eu. Era linda dos cabelos lisos
escorridos. Estava completamente de preto. E era muito linda. Willian era lindo
como o irmão, era forte e robusto, mais robusto que Christopher. Tinha belos
cortados e parecia muito confiante de se e muito engraçado também. Andrew e
David eram gêmeos mais um tinha cabelos ate os ombros e o outro tinha cabelos
cortados.
- Aqueles são meus tios James e Catherine.
Eu os cumprimentei. Eram muito educados e muito lindos
também.
Gostei muito do jantar. Comemos-nos carne vermelha
banhada em sangue. Bem eles comeram.
Durante o jantar Drácula não parava de me olhar. Eu
imaginava o que ele estava pensando. Ele queria me encontrar em meus olhos. Eu
só queria saber o porquê...
Depois do jantar... Ficamos conversando.
- Pode fizer Alice... Você pensou que iria ser morta
quando chegaria aqui – disse Olivia olhando nos meus olhos – Não me mesmo?
- Eu pensei que eu seria a refeição desta noite.
- Bem que poderia ser mesmo... Há anos eu não como uma
carne fresca como aqui esta na minha frente... Certo, família? – disse Andrew,
olhando nos meus olhos, meio desconfiado e não estava alegre por minha presença
no castelo. Ele não gostou de mim.
- Cale-se Andrew. É melhor você não dá confiança a ele
Alice. Ele... É o mais novo entre nós e não superou o irresistível gosto do
sangue.
- Ok... Tudo bom. Foi ótimo conhecer vocês mais acho
que já fui indo. – Disse eu olhando para todos.
- Ainda não. Não ate saber o seu segredo.
Todos olharam para mim. Eu queria muito saber o meu
segredo. Drácula me contará tudo. Eu espero que sim.
- Você sabe senhor Rivnos?
- Sei. Não precisa me chamar de senhor... E sim de pai.
- Querido... Tem certeza disto? – disse Emma olhando
nos olhos de Drácula.
- É claro ela precisa saber.
- Então me conte... Eu quero saber tudo.
- Muito bem Alice. Eu contarei... O rei Michael Ventrue
não é o seu pai. E Elizabeth também não.
- Como assim? Ela não é a minha mãe?
- Quando você nasceu de sua verdadeira mãe, ela era
humana. E eu sempre fui vampiro. Eu sou o seu verdadeiro pai.
- Então quer dizer que eu... E Christopher somos...
- Não... Você não é irmã dele. Christopher não é o meu
filho de verdade.
- Não?
- Eu o ajudei de uma doença terrível. Mais me deixe
terminar... Quando você tinha um ano, eu transformei a sua mãe em vampira. Para
que mais tarde eu, você e ela pudéssemos viver juntos e logo depois ti
transformar. Mais as coisas pioraram. Aqui no castelo e na floresta e na aldeia
só viviam vampiros. Você era a única humana. Mais de repente o seu... O Michael
apareceu e com suas tropas matou quase todos os vampiros dos dentes de sangue.
Inclusive a sua mãe. Mais antes disso, os vampiros que previam o futuro
disseram que isso aconteceria e nos pegamos você e batizamos com um pouco de
sangue de cada vampiro dos dentes de sangue. As tropas de Michael conseguiram
tirar nossos poderes. Eu não poderia levar você comigo se não ti matariam.
Então entreguei você para sua mãe de criação a Elizabeth ela era muito minha
amiga.
- Oh meu Deus – Eu estava arrasada e chocada com
aquilo. Mais não conseguia parar de ouvir.
- Dois anos depois nos retornamos e matamos por
vingança mais de cem pessoas na floresta. É por isso que o nome da floresta é dado
de dentes de sangue. Essa é a verdade Alice. E se nos encontrávamos você de
novo um de nos teria que morder você para transformá-la. Isso se você quiser é
claro. Depois disso tudo eu exerci a função dos curandeiros. E depois estava em
uma aldeia que uma doença estava acatando a matando muitos. Nessa mesma aldeia
onde Christopher morava. Ele foi uma das pessoas que pegou a doença, eu queria
salva-lo, mais era quase impossível. Então eu o transformei em vampiro e ele
viajou comigo. Anos depois eu conhece Emma e tivemos Elizabeth e Willian e
minha irmã Catherine e James seu marido e seus filhos vieram morar conosco.
- Nos não queremos forçar você a nada. – disse
Christopher segurando minha mão.
- Se... Eu for... Transformada o que vocês farão
comigo? – perguntei eu olhando nos olhos de Drácula.
- Nos vamos embora. Viver nossa vida longe daqui. E...
Se tudo der certo... Eu mesmo faço o casamento de você e Christopher.
- Eu posso ter um... Tempo para pensar?
- Claro. Você tem todo o tempo do mundo.
- Eu posso ir para casa... Por favor, Christopher.
- Claro. Vamos.
Levantei-me. Agradece pelo ótimo jantar, me despedi de
todos e sai da sala de jantar de mãos dadas com Christopher.
Enquanto descíamos as escadas eu nada disse. Ele me
olhou meio preocupado. E colocou sua mão em minha cintura.
Após chegarmos ao portão do castelo, ele me levou ate a
metade da floresta dentes de sangue.
- Você vai ficar bem?
- Vou sim.
- Vai mesmo?
- Vou amor.
- Fica tranqüila ta. Eu não vou deixar nada acontecer
com você. Ti amo muito.
- Eu também ti amo lindo. Ate amanha.
- Ate – Ele me beijou. Beijou-me diferente do beijo que
eu gostava.
Ele se foi e eu continue andando ate minha casa,
enquanto andava, eu escutava rugidos de lobos. Eu estava assustada. Não tinha
nada para me defender.
De repente. Dois lobos do meu tamanho apareceram na
minha frente. Eu fiquei muito assustada e com medo.
Os lobos foram se aproximando de mim cadê vez mais. Sai
correndo muito dali para tentar me salvar. Um dos lobos estava atrás e o outro
estava perto o suficiente para me atacar.
Eu gritei por socorro e Christopher veio correndo e
matou o lobo que estava prestes a me matar. O outro lobo me atacou para me
derrubar e ele conseguiu. Ele me derrubou e me mordeu umas cinco vezes e eu
desmaie.
Christopher lutou e conseguiu matar o lobo que tinha me
machucado. Ele me segurou com seus braços e me levou ate sua casa para me
curar.
Chegando lá. Emma e Olivia estavam cuidando de meus
ferimentos. Olivia estava tentando se controlar para não me machucar ainda
mais. Pois meu sangue estava na sua frente.
- Oh meu Deus... O sangue dela está em minhas mãos
- Se controla. Temos que cuidar da Alice. Ela é sua
irmã não se esqueça disso.
A família de Christopher estava na sala, andando pros
lados querendo saber o que se tratava comigo. Nada diziam.
- Eu juro que se algo acontecer com ela eu moto todos
os lobos de Tzimisce. – disse Christopher bravo e nervoso.
- Calma... Ela irá ficar bem. – disse Drácula tentando
acalmar Christopher.
Uma gritaria estava se aproximando lá de fora. Parecia
uma rebelião. Mais quem seria?
Drácula olhou pela janela, onde duas gárgulas habitavam.
Meu pai estava lá fora com arqueiros, guerreiros e lobos. Para atacarem os
vampiros. Ou melhor, matarem. E me tirar dali.
- Drácula... Eu sei que você está com a minha filha. É
melhor devolve lá antes que eu entre nesse castelo e meta todos vocês. – disse
meu pai gritando aos berros com Drácula enquanto estava na porta do castelo.
- Eu não vou tirar a minha filha daqui Michael. Ela
esta ferida.
- O que? Vocês á matarão seus adoradores do demônio.
- Eu nunca mataria minha filha. Que você a roubou de
mim.
- Cale-se Drácula. Eu sei que ela não está ferida. Se
vocês á machucaram eu mato todos vocês. Iremos entrar ai.
Drácula saiu da janela e avisou a todos.
- Eles não podem entrar aqui.
- Ótimo então vamos descer para matá-los. – disse
Willian com espontaneidade.
- Vão desçam. Protejam nossa casa.
Todos desceram para proteger o castelo e me proteger.
Christopher, Willian, Andrew, David, James, Catherine.
Olivia e Emma continuaram a cuidar dos meus ferimentos. Estava cada vez mais
difícil para eu sobrevier.
Chegando ate lá, os vampiros ficaram há frente do
portão, para proteger o castelo e para me proteger. Drácula também desceu
para lutar.
Tinham uns vinte guerreiros, trinta arqueiros e sete
lobos.
Christopher e sua família estavam em posições de
ataque. Drácula olhou fixo nos olhos de meu pai. Michael se aproximou dando
passos por passos juntos com três guerreiros a suas castas.
Ele ficou cara a cara com Drácula.
- Onde está a minha filha?
- Ela não é a sua filha... É minha filha.
- Você tem certeza disto? Você tem seis vampiros e eu tenho muitos a
minha disposição
- Eu não quero lutar com as suas cobaias Michael.
- Mais terá que lutar porque eu quero a minha filha
senão eu mato você seu demônio.
Willian rapidamente segurou o pescoço de Michael o
levantando. Os guerreiros tiraram suas espadas para atacar mais nada fizeram.
Drácula colocou sua mão sobre o braço de Willian que rapidamente largou
Michael.
- Ok. – tossindo muito meu pai fixou seus olhos em
Willian e deu as costas para os dois. Quando estava distante a altura de vinte
passos ele estendeu sua mão olhando para os guardas. – Matem todos.
Os lobos partiram para o ataque juntos com os
guerreiros e arqueiros da família Ventrue. Christopher e sua família
conseguiram matar muitos dos guardas de meu pai. Alguns deles tentaram entrar
do castelo mais Drácula não permitiu.
- Não vão pegar minha filha seus ratos imundos
insignificantes. – disse ele matando dois dos guardas de meu pai.
Eu ainda estava desmaiada, mais estava viva por dentro.
Não tanto. Eu estava morrendo só um milagre iria me salvar.
- O que faremos mamãe. Ela vai morrer? – disse Olivia
cuidando de meus ferimentos junto com Emma.
- Eu não sei. Acho que ela vai morrer.
Rapidamente, Christopher subiu ao quarto onde eu
estava. Olhou-me da cabeça aos pés. Estava manchado de sangue em sua camisa, e
em suas mãos.
- Olivia desça. Precisam de você lá. – disse ele
colocando suas mãos sangrentas em meu ombro.
- Mais eu prefiro...
- Desça Olivia. Agora. – Christopher não estava
brincando. Olivia desce na hora para lutar contra os guardas de meu pai e os
lobos que por sinal estavam mais fortes do que de costume.
- Christopher. Eu acho que ela não vai sobreviver. O
lobo que á feriu era muito poderoso e tinha veneno em seus dentes. Eu... Não
posso fazer mais nada.
- Mais eu sim. Desça você também Emma. Eu cuido dela. O
Drácula precisa de você.
Emma desceu as escadas rapidamente com sua velocidade.
Os vampiros ainda não tinham seus poderem completos, só possuíam a força e a
velocidade. Mais as outras habilidades, eles ainda não tinham.
- Eu vou curar você... Você não vai. Por favor, fica
comigo Alice. – ele estava chorando. Estava sentindo que eu realmente iria sair
desse mundo. – Eu... Vou curar você. Eu vou... Eu vou curar... Você.
Ele me mordeu mais de uma vez. Em todas das partes de
meu corpo, em cada mordida. Ele se retirou do quarto e desceu as escadas para
lutar.
Enquanto a luta continuava, Olivia e Willian se feriam
muito. Tentando lutar contra os lobos, mais todos foram mortos. Só sobraram os
restos dos arqueiros que rodearam os vampiros para matá-los, estavam à espera
das ordens de meu pai.
Quando menos esperavam, um raio do céu se ergueu. Todos
já sabiam o que aquilo significava. Meu pai deu as ordens e todos os arqueiros lançaram
suas flechas em direção os vampiros. Quando as flechas estavam próximas de
acertarem todos. Emma com o seu poder criou um redemoinho em volta dos vampiros
com a neve que estava de baixo de seus pés, para que as flechas não possam tocar-lhes.
Todos ficaram maravilhados com o poder de Emma. Significará
que os poderes dos vampiros teriam voltado.
Eles sorriam e riam entre si e partiram para o ataque.
David e Andrew tinham o poder de se tele portar onde
queriam. E com esse poder mataram os arqueiros.
Olivia e Willian poderiam voar e atravessar paredes. E também
com isto mataram muitos.
Emma tinha o os poderes do ar. E com isto impediu que ninguém
entrasse no castelo.
Drácula foi dando passos por passos atrás de meu pai. Ele
tinha poderes de levantar objetos com a força de sua mente. Com m sorriso no
rosto ele foi atrás de meu pai para matá-lo. Mais foi interrompido com uma voz.
- Parem!- ela surgiu de não muito longe, quando todos
perceberam era minha mãe junto com Jonathan.
- Mulher... O que está fazendo aqui? – Perguntou meu
pai rigoroso.
- Eu disse para você não fazer isto Michael. Olha quantas
pessoas morrem. Você deve aceitar o destino de nossa filha.
- Não. Ninguém pode me dizer o que fazer. Eu sou o rei.
Eu tenho a coroa. Eu juro que irei matar todos vocês seus adoradores do demônio.
Todos.
Drácula ficou irritado, levantou Michael com a força de sua mente e bateu sua cabeça no chão
com força. Levando a morte de meu pai.
Minha mãe não chorou. Apenas duas lágrimas caíram de
seus olhos.
- A guerra esta acabada Drácula. Você o matou. Sabe que
as leis firam atrás de vocês.
- Eu sei Elizabeth. Obrigado por tomar conta da minha
filha.
Alguns dos guardas ainda estavam vivos. Mais todos se
foram com minha mãe.
Depois da guerra eu acordei. Meus cabelos estavam mais
lisos meus sentidos estavam aguçados. Eu poderia sentir tudo a minha volta,
escutar tudo a minha volta.
Eu tinha me tornado uma vampira realmente.
Todos estavam na sala cansados e sujos de sangue. Os vampiros
ancestrais não ressuscitaram como Drácula avia dito mais, valeu à pena cada
gota de sangue derramada para me ajudar.
- E agora? – disse eu enquanto estava a sós na janela
com Christopher. – O que faço e para onde vou?
- Bem... Primeiro nos iremos para outra aldeia porque o
verão daqui se aproxima. – ele me abrasava.E eu não quero perder você agora que
ganhei.
- Você acha que vai me perder?
- Não. Porque seu coração é meu e o meu é seu.
- Tem razão. – nos rimos juntos e passavam á noite jutos.
Eu adorava cada tempo que passava com ele. E eu realmente descobri tudo sobre
minha vida e sobre minha origem.
Aqueles sonhos que eu tinha todos os sábados e
domingos? Bem... Eu continuei tendo. Mais o homem que estava na cabana comigo
era Christopher me protegendo de todos que queriam me matar...
E eu sempre continuarei com ele.
Para sempre...
(Continua)
Escrito
por: Alexander silva Luiz.
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