terça-feira, 19 de novembro de 2013

A tola de todos



A tola de todos

Melissa era uma simples menina que gostava de ouvir rock e se vestir como uma verdadeira roqueira. Tinha quinze anos e morava em uma grande casa com seus pais. Era ruiva com mexas, e pontas escuras. Tinha um metro e cinqüenta de altura e pesava cinqüenta quilos. Sua mãe era professora de dança e ás vezes ficava muitas horas fora de casa. Seu pai era empresário e dono de três empresas de eletrodomésticos na cidade.
Melissa não tinha nenhum amigo e nem mesmo colegas, era apenas ela, seu quarto, o som ligado ouvindo musica.
Como era no começo do ano, ele foi transferida para a escola nova, não esperava muita coisa, afinal... Todas as escolas são iguais, ela não sabia ao certo como seria nessa nova escola.
Chegou de carro com sua mãe, se despediu dela beijando seu rosto. Entrando na escola, não demorou muito para ser notada, com o modo estranho de se vestir, toda de preto, com seu cabelo ruivo, com pontas negras. Melissa era alvo de olhares, todos os olhares na escola. Ela se dirigiu a sala de aula e se sentou observando os demais alunos.
Os professores entraram na sala e conversaram com os alunos, os professores queriam disciplina, respeito uns com os outros, e nada de confusão.
Muitos alunos novos entraram na escola, e os professores não queriam nenhuma preocupação, qual quer problema que tivessem é só falar com o diretor da escola, e também pediram muita calma e compreensão porque Monica, a antiga aluna que arrumou problemas esta de volta.
Os professores saíram da sala e outros alunos entraram, uma menina se sentou ao lado de melissa, olhando para ela a menina disse.
- Olá, você é a menina nova certo? A roqueira? Tudo bem? Eu me chamo Jean.
- Oi, é meu nome é melissa, mais como você soube o meu nome tão rápido? Hoje é meu primeiro dia aqui.
- As noticias corem querida. Escuta... Eu posso ti perguntar uma coisa?
- Sim fala.
- Por acosso o seu pai é o dono de três empresas?
- É sim... Mais isso não é legal pra mim.
- Porque, seus pais são ricos, você é rica.
- Eu sei... Mais ás vezes eu penso que dinheiro não é tudo na vida entende.
- Sim... Eu te entendo.
- Você é muito popular aqui na escola?
- Eu? (dando risadas baixas e com sua mãe direita em seu cabelo Jean responde) – Não, não.
- Você tem uma grande aparência de ser popular.
- Bem... Pra falar a verdade eu... Era muito popular na escola, ate a Roberta chegar e tirar tudo de mim.
- Roberta... Então esse é o nome dela.
- Sim é... Mais ela é muito grosa, muito cuidado com ela.
- Não se preocupe, eu sei me cuidar muito bem.

No exato momento, aparece Roberta, totalmente desleixada e jogada na escola com uma lata de refrigerante em sua mão esquerda e em sua mão direita sua mochila. Sentou-se na ultima carteira da sala com os pés na mesa e bebendo.
Melissa olhou nos olhos dela com olhares de duvidas notou que ela era muito pachorrenta. Roberta olhou-nos olhos dela com olhares pérfidos.
O professor entrou na sala de aula e passou toda a matéria do dia. As horas passaram, e as duas e quarenta os alunos saíram para o recreio. Melissa saiu da sala e foi direto para o refeitório. Ainda no recreio, ela bebeu água e foi para a sala de aula.
Gostava muito de ficar sozinha, sem contatos, sem conversas, sem vozes, sem ruídos, sem nada.


De repente, Roberta e as outras meninas de sua turma, entraram na sala com balbúrdia total. As três ficaram em volta de Melissa olhando em seus olhos, mastigando gomas de mascar. Roberta tirou de suas mãos o caderno de Melissa.
Olhando folha por folha, Roberta começa a das gargalhadas com as amigas.
- Olha meninas... A roqueira escreve historias de terror e romances!
Melissa se levando de sua carteira pegando o caderno da mão de Roberta olhando nos olhos dela taciturna.
- Calma amiga... Eu só queria falar com você. Não quer me ouvir?
- Não sei se devo.
- Não se preocupe a nossa conversa será ótima e perspicaz. Isso eu garanto a você.
Segurando o caderno em suas mãos, Melissa estava encurralada. Sozinha com três meninas ela só pensava o pior. Ela poderia se defender, mais não seria o bastante. Elas eram três e Melissa uma.
- Me deixa ti dizer como as coisas funcionam nessa escola... Brenda feche a porta... Como essa menina é nova ela tem que ser batizada por nos como todas foram.
Nervosa e com medo, sem poder fazer nada. Melissa olhava para os lados pedindo em sua mente para que as meninas não a machucassem.
Dando passos atrás ate a parede, Melissa estava nervosa e com medo. As meninas estavam cada vez mais se aproximando dela, e sem saída, não sabia o que fazer

- Por favor. Não me machuque, eu não fiz nada.
Ofegante ela dizia.
- Eu já sei o que você fez... Você nasceu.
Disse Roberta dando risadas sarcásticas.
- E... E melhor... E melhor me deixar em paz.
- E mesmo roqueira ridícula, e o que você vai fazer se nós não deixarmos você em paz?
Melissa nada disse.
- Eu sabia... Você é fraca, como o seu pai e a sua mãe são. Nem ligam pra você, eles só cuida do próprio umbigo, ridícula, esquisitona, feia, horrível, tudo isso se resume a você garota.
- Ninguém fala assim comigo sua safada.
Melissa empurrou Brenda e Bianca, as duas meninas e com as “cúmplices” de Roberta para os lados. Com suas mãos ela atacou Roberta com toda a Irrupção possível. Puxando seus cabelos, e bando tapas em sua cara. Roberta estava gritando de dor quando as duas amigas Brenda e Bianca puxaram Melissa de cima de Roberta, tentando separá-las. Quando finalmente a separaram, Brenda e Bianca a seguraram firma e Melissa não tinha mais saída. Melissa tentava sair mais não conseguia.
- Segurem essa safada!
Gritou Roberta com toda a raiva a flor da pele.
- Eu não fiz nada pra você e mesmo assim você que me agredir e querer me espancar logo no primeiro dia de aula.
- Cala a boca! Eu não aquento mais ouvir você sua ordinária, saiba de uma coisa sua idiota... Eu vou transformar a sua vida em um verdadeiro inferno... Você me ouviu?
Dando uma tapa na cara de melissa, Roberta continua com o seu discurso.
- Um inferno!
- Vocês são umas covardes querendo me bater, sou nova aqui e não fiz nada para ninguém.
- É mesmo? Não interessa garota... Você poderia ser a presidente do país, ainda assim eu acabaria com o seu dia-a-dia.
Bianca e Brenda seguraram Melissa e Roberta a agrediu fisicamente, machucou seu rosto, estomago. Melissa ficou muito machucada, caída no chão enquanto Roberta e suas amigas riam dela, ela gemia e colocava suas mãos nas pastes de seu corpo onde sentia dor.
- Se liga no que eu vou dizer... Se você contar para alguém o que aconteceu aqui sua vadia... Eu acabo com você. Agora que foi batizada por nos, você seja a nossa nova cobaia.
Melissa continuou deitada sentido dores atrás de dores. Ela tentou se levantar, mais não conseguiu e acabou caiando ao chão novamente.
O recreio tinha chegado ao fim, e os alunos entraram na sala correndo para começar as aulas. Melissa não estava mais lá, não estava mais na sala, ficou no banheiro por minutos e minutos, depois de ter tirado todas as lagrimas dos olhos, e depois de se recuperar “um pouco” das dores que levou brutalmente, Melissa saiu do banheiro dar passos lentos ate alcançar sua sala, umas das pernas de Melissa não aquentou a pressão da dor e ficou sem reação para se movimentar. Melissa gritou de dor, não estava mais agüentado, quando estava prestes a cair no chão, um menino lindo dos olhos verdes e dos cabelos castanhos escorridos na testa, á segurou pelos braços fortes olhando em seus olhos. Ele a levantou colocando ela em uma cadeira do corredor.
- Esta tudo bem com você?
Disse ele olhando-a nos olhos.
- Sim estou. Muito obrigada por ter me segurado, eu pensei que ali mesmo eu desmaiaria.
- O que aconteceu? Parece que você tomou uma grande surra de alguém.
- É o que parece.
Assustado olhando-a nos olhos, ele se aproximou dela colocando sua mão esquerda em seu ombro.
- Nossa... Quem bateu em você? Foi um menino? Porque se for eu...
Erguendo o seu ponho da altura do queixo com as mãos fechadas, o menino se irrita com o que fizeram com Melissa.
- Não, não foi um menino... Foi uma menina, na verdade, três meninas.
Abaixando a cabeça, quase caiando em prantos, Melissa olha nos olhos do menino.
- Eu nem sei o que eu faço, estou com medo de denunciá-las e acontecer de novo.
- Não se preocupe, eu vou ti ajudar. Mesmo que eu ti conheça.
- Depois de muitas conversas eu não perguntei qual é o seu nome.
- eu me chamo Lucas, e você?
- Melissa.
- Gostei de você Melissa, espero que sejamos grandes amigos um dia.
- É tudo o que o eu preciso... De amigos verdadeiros ao meu lado que não venham falar de moda ou objetos ou eletrodomésticos que compraram.
- Eu ti entendo muito bem, já tive muitos amigos falsos em minha vida.
Lucas dizia aquelas palavras como se estive vivendo com os amigos falsos.
- Eu nunca me lembrei se eu tinha amigos falsos ou não... Todos eram iguais, principalmente os meus pais.
Enquanto dizia, Melissa se lembrava do passado, em que seus pais nas maiorias das vezes compravam as suas amizades. Em sua mente ela pensava, “o dinheiro é muito ruim”.
- As pessoas dizem que não podem comprar felicidade com ele, mais ele domina o mundo de tal maneira que comanda ate a vida das pessoas.
- Do que esta falando?
Perguntou Lucas sem entender nada.
- Nada... Esqueça. Bem, acho que vou para a minha sala agora, já estou “melhorzinha”.
- Quer que eu ti acompanhe ate lá.
- Não se incomode minhas pernas estão meio... Bem você sabe. Até Lucas.
Saindo bem devagar, Melissa se despede de Lucas e retorna a sua sala.
Chegando á sala, Melissa abriu a porta lentamente, alguns alunos estavam olhando para ela, e assim colocou sua primeira perna na sala, a professora já estava lá, estava atrasada, preocupada com o que a professora diria, e muito brava com o que Roberta e suas amigas fizeram com ela.
Andando mancando até sua mesa, todos ficaram em silencio, e assim que perceberam que estava mancando, os risos tomaram conta da sala.
A professora rígida e de um olhar imperdoável, gritou com todos.
Os risos pararam, e assim que Melissa se sentou em sua carteira, Roberta começou a dar risadas de sua perna.
- O que foi Melissa? Machucou-se é?
A sala inteira voltou aos risos, e Melissa ficou muito envergonhada.
- Quietos suas pestes! Eu já disse para pararem de rir da menina. E você menina como se chama?
Perguntou a professora se aproximando de Melissa.
- Eu... Chamo-me Melissa senhora. Melissa Cobain.
- Sim senhorita Cobain. E eu posso saber o porquê da senhorita estar mancando.
- Eu...
Melissa olhou para Roberta com um olhar de rancor e que faria vingança um dia... Mais mesmo assim, ela não poderia se esquecer das palavras que Roberta disse. Roberta também estava á olhando, pensou que Melissa não tinha forças suficientes para dizer a professora toda a verdade... Mais será que ela tinha?
- Eu... Tropecei na escada vinda para a sala. Mais não se preocupe professora, eu estou bem.
- Quem disse que estou preocupada?
- A senhora perguntou e eu...
- Eu não tenho nada a ver com a sua vida minha cara, só teme mais cuidado com suas... Atitudes.
A professora Elizabeth era cruel, e sem coração, Melissa se sentiu horrível depois dos comentários da professora.
Enquanto a Prof.ª Elizabeth estava no quadro passando a matéria do dia, Jean estava em seu lado, olhando-a fixamente. Ela se aproximou de Melissa sem que a professora Elizabeth percebesse.
- Oh meu Deus Melissa, o que aconteceu com você? Sussurrando no ouvindo de Melissa, Jean a olhava estranhamente.
- E u já disse o que aconteceu Jean, eu me machuquei ao cair da escada.
- Até parece Melissa, o que foi que aconteceu? Talvez eu possa ti ajudar... Foi Roberta?
Melissa olhou nervosa para Jean batendo a caneta na mesa com força e diz a ela em voz alta. Os gritos de Melissa para com Jean são ouvidos por muito e é motivo de risos na sala
- Eu já disse Jean, nada aconteceu comigo, eu simplesmente me machuquei caindo da escada, será que você não pode compreender isso? Ou você é muito burra mesmo?
Os gritos de Melissa para com Jean são ouvidos por muito e é motivo de risos na sala.
Jean fica envergonhada, abaixa a cabeça com raiva de Melissa, e volta a copiar a matéria.
Melissa olhando-a arrependida olha para um lado e para o outro, cosa a cabeça e diz a Jean sussurrando.
- Me desculpe Jean. Não foi minha intenção dar um fora em você. E que eu estou queimando de raiva daquela cachorra da Roberta.
- Então foi ela? O que ela fez com você?
- Ela e suas amigas ridículas me bateram e machucaram a minha perna.
- Nossa Melissa, você tem que dar queixa da Robe...
Interrompendo o que Jean dizia Melissa sussurrando para Jean.
- Fala baixo Jean! Você quer que ela escute?
- Ok desculpa. Mais o que você vai fazer a respeito?
- Eu não sei, acho que vou falar com a diretora.
- Sim isso é ótimo, mais é bom que você fale-se com seus pais certos?
- Nada disso... Meus pais são detestáveis. E seu eu contar para eles, o meu pai pode até me colocar de castigo por eu não ter me defendido.
- Poxa... Mais eram três contra uma.
- Eu sei... Mais para o meu pai, muito, é sempre pouco.
Depois que aula acabou, Melissa e Jean saíram da sala juntas, com as mochilas e cadernos nas mãos. Enquanto estavam no portão da escola, muitos alunos entravam e saíam. Melissa observou Lucas conversando com Roberta.
- O que será que a Roberta esta falando com o Lucas?
Disse Melissa esticando seu pescoço para vê-los.
- Você conhece o Lucas?
- Sim por quê? Eu o conheço. Falei com ele no pátio da escola quando ele me salvou, antes de eu ter desmaiado.
- Ele é muito bonito, e é o um dos garotos mais populares da escola.
- Nossa... Ele não me pareceu tão popular assim.
A conversa de Lucas e Roberta continuava e Jean e Melissa estavam aos olhos pregados neles.
- Bem Melissa, para onde vai agora?
- Vou para casa, tenho que esfriar a cabeça um pouco.
- Ótimo, se precisar... Ligue-me ok.
- Sim. Me da o seu numero.
Jean pegou seu caderno e lápis para anotar o numero de seu celular e de sua casa para Melissa. Embora a roqueira solitária parecesse achar aquilo esquisito “no primeiro dia de aula, e já arrumou uma amiga com direito a telefonemas e tudo”, ela achou ótimo.
- Aqui esta Melissa.
Assim que Melissa estava prestes a pegar o número de Jean, Roberta passou entra as duas, esbarrando-as, derrubando o número de Jean ao chão.
- E melhor ficar longe de nos roqueira, se não já sabe o que pode acontecer.
Lucas se aproximou delas colocando seu braço direito entre o pescoço e ombros de Melissa.
- Deixe as meninas em paz Roberta, elas são novas e não estão fazendo nada.
- Ela... A roqueira é nova, mais a Jean não. Mais eu não me importo. Jean já tomou o seu castigo de novata no ano passado certo?
Melissa olhou para Lucas sorrindo, seus olhares se chocaram e Melissa adorava quando ele sorria.
- Não se preocupe Jean e Melissa. A Roberta e as amigas não vão mais incomodar vocês.
- Isso é justamente porque elas têm medo de nos.
Disse Brenda segurando sua mochila e dando risadas com Bianca e Roberta.
Jean segurando o pulso de Melissa, á olhando nos olhos.
- Vamos Melissa, não temos nada para fazer aqui.
Melissa continuou andando com Jean ate sua casa. Ela já estava brava com o que tinha acontecido, não quis esperar nem mais um minuto na porta da escola com aquelas víboras. As duas começaram a dar passos mais rápidos ate a casa de Melissa.
- Eu odeio aquela escola, odeio tudo nela, e principalmente, odeio a Roberta.
- Se acalme Jean! Eu também não gostei nada dela o que ela tinha me feito. Mais isso não vai ficar assim, não vai mesmo.
- E o que você pretende fazer Melissa? Elas são três e nos duas.
- Eu ainda não sei mais eu prometo que me vingarei, e se as provocações continuarem, eu prometo que acabo com a vida dela.
- Eu to com você nessa amiga.
- Obrigado Jean. Eu nem acredito que no primeiro dia de aula eu encontrei uma pessoa tão boa como você.
Jean e Melissa continuaram á andar sobre a rua. Não demorou nada para chegar à casa de Melissa. Jean ficou surpresa ao ver o tamanho da casa de Melissa, a família Cobain era realmente rica, mais uma duvida afrontava a mente de Jean. Porque Melissa estuda em uma escola publica? Com tanto dinheiro, Melissa poderia comprar toda a educação possível.
Mais para algumas coisas o dinheiro não comprar tudo, mais para os pais de Melissa o dinheiro era tudo.
- Bem Jean, essa é a minha casa, não repara a bagunça ta.
- Que bagunça?
A casa brilhava como um diamante novo, muitos objetos históricos, e uma tiveram do tamanho de uma janela. Melissa levou Jean ate seu quarto. Não era muito espaçoso mais tinha tudo o que a jovem queria e gostava pôsteres de banda de rock colados na parede, o quarto tinha uma TV, banheiro, uma cama redonda, e ursos de pelúcias colocados no armário.
As duas se sentaram na cama e começaram a conversar sobre música.
- Qual tipo de música você curti?
Perguntou Melissa.
- Eu curto um pouco de rock e um pouco de pop.
- Eu só curto rock. Gosto mais das bandas clássicas.
- Eu também. Mais não tanto como você.
- Qual é a sua banda preferida?
- AC/DC. E você?
- As minhas três favoritas são... Black Sabbath, Nirvana e Led Zeppelin.
- Eu também curto muito essas bandas.
- Ta a fim de fazer o que?
- Eu não sei... Porque a gente não coloca uma musica pra animar.
- Ta ok.
Melissa, pois no seu DVD uma musica da banda Led Zeppelin. Dançando e cantando com penteadeiras nas mãos de acordo com a musica, as meninas gritavam e pulavam na cama.
Depois da musica elas ficaram lendo revistas e admirando os galãs de novela, comeram besteiras, e se divertiram muito.
As horas passaram como um raio, Jean não poderia se atrasar para chegar a sua casa. Elas arrumaram tudo e Melissa desceu as escadas com ela para levá-la até sua casa.

- Olá Melissa, tudo bem filha? Quem é a sua amiguinha?
Disse Márcia à mãe de Melissa com um caderno e canetas nas mãos.
- Oi mãe, essa é a Jean, eu conhece ela hoje e já nos tornamos amigas.
- Olá senhora Cobain, como vai?
Disse Jean apertando a mão de Márcia, largando um sorriso em seu rosto.
- Estou ótima Jean obrigada. É ótimo ver que a minha filhinha já encontrou uma amiga, é disso que ela precisa.
- Bem eu vou indo, foi ótimo conhecer a senhor.
- Eu que agradeço por ter ti conhecido Jean. Até.
- Adeus.
Melissa acompanhou Jean ate a porta da frente, enquanto andavam dando passos lentos, elas conversavam.
- Jean... Eu acho que eu estou apaixonada.
- Serio? Por quem?
- Pelo Lucas.
A cara de Jean não parecia boa o bastante para concordar com a... “idéia”.
- Não está não.
- E porque não?
- Você não pode gostar dele amiga.
- E porque não Jean? Ele é lindo, simpático, educado é tudo que eu quero.
- Não Melissa.
- Meu Deus Jean! ... Porque eu não posso ter nada com ele?
- Porque ele é um dos cúmplices da Roberta.
- Tem certeza disso?
- Claro você não viu na porta da escola quando eles estavam juntos?
- Eu pensei que só estavam conversando como pessoas normais.
- Aprende uma coisa sobre a Williams College... Qualquer pessoa que estiver conversando com a Roberta, e se ela não estiver morta ou de olho inchado, é um dos cúmplices.
Melissa ficou parada por alguns segundos pensando... “será que vale mesmo a pena eu gostar de um garoto que me vai fazer apanhar na escola? Mais será que ele seria mesmo capaz de tal atrocidade? Ele me ajudou quando a safada da Roberta me bateu... eu definitivamente não sei o que eu faço.”
- Eu não vou me meter na sua vida, eu só espero que você faça a coisa certa. Obrigado por eu vir a sua casa, adeus Melissa ate amanha.
- Tchau Jean.
Se despedindo de Jean, Melissa voltou para dentro de casa e subiu para o seu quarto. Deitou-se na cama e pensou por horas se era mesmo confiável ela se apaixonar por... Lucas.
Na manha seguinte, ela se levantou da cama, tomou seu banho e se aprontou para ir á escola.
- Mãe porque o papai não pode tomar café com a gente?
Disse Melissa tomando seu café da manha com sua mãe.
- Eu não sei filha... Ontem ele não apareceu e nem agora.
Com cara de preocupada e desconfiada, a mãe de Melissa olhava de um lado para o outro e ficava pensando onde o seu marido poderia estar.
- Por favor, meu Deus, não permita que aconteça o que eu estou pensando, ele não pode, não deve, estar...
- O que foi mãe? Ele quem?
- Ninguém filha, deixe pra lá. Já esta pronta para ir pro colégio?
- Sim. Vamos logo.
Melissa terminou o café com sua mãe entrando no carro em direção a escola. Melissa chegou á sua casa ontem sem tocar no assunto de ter apanha por Roberta e mais duas garotas, ela pensou que sua mãe não suspeitaria mais... Acabou caindo do cavalo.
- Melissa... Você pode me explicar porque você chegou mancando ontem depois da escola?
- Eu não cheguei mancando mãe. E tem mais, a senhora nem estava em casa ontem quando eu cheguei.
- Eu não preciso estar em casa para observar a senhorita mocinha, meus olhos são mágicos.
- É são mesmo, e eles se chamam Ferdinando certo?
- Você não gosta dele?
- Mãe eu adoro o Ferdinando... Mais quando ele foi trabalhar lá em casa ele ficou muito fofoqueiro.
- Filha ele ti observa porque ele me conta às coisas que você não me conta meu amor.
- Há mãe ele ta chato ate de mais.
Dando risadas, Márcia continua dirigindo ate a escola de Melissa. O transito estava um caos. E significaria que só um milagre as tiraria de lá.
- Esta bem. Eu conto o que aconteceu.
Melissa preferiu mentir, não queria contar nada a sua mãe no momento. Mais o que ela poderia dizer? Ela detestava mentir para os outros e principalmente para os seus pais.
- Eu me machuquei caindo da escada da escola.
- Serio? E alguém rio de você?
- Sim... Toda a escola.
- Oh minha filha não se preocupe, aposto que já esqueceram tudo. Eu garanto.
“Será que é possível o povo se esquecer de uma historia e um fato que nunca existiu? Há esqueça isso Melissa, pelo menos minha mãe acreditou na historia mal lavada”





Assim que chegou à escola, ela se despediu de sua mãe e entrou no colégio. Vendo todos aqueles meninos e meninas com os uniformes da Willians College. Os meninos de causas azuis com camisas brancas e com gravatas das cores vermelhas e brancas, e alguns com blazers pretos com o símbolo da escola. As meninas usavam saias xadrez vermelhas e brancas, acima de seus joelhos, com camisas brancas, usavam gravatas borboletas pretas e algumas usavam os blazers pretos. Como Melissa.
Melissa estava à procura de Jean mais não conseguiu achá-la. Continuou andando Roberta e suas amigas esbarram em Melissa sem olhar para trás. É claro que elas queriam fazer isso de propósito. Afinal Roberta não gosta de Melissa e vai fazer de tudo para transformar a vida dela em um verdadeiro inverno.





Os meses se passaram, e Melissa estava sofrendo muitos bullyings, ela não aquentava mais, mais o amor que ela sentia por Lucas florescia a cada vez mais. Jean não agüenta mais ficar apanhando, sendo humilhada por Roberta junto com Melissa. Quando tentavam revidar as coisas pioraram. Aram as palhaças da escola.
Mais uma coisa boa estava por vir... O baile de outono da escola. A maioria dos meninos e meninas já estava com seus pares. Melissa queria muito ir... Mais quem poderia chamar?
- Eu estou querendo muito ir ao baile de outono, mais não tenho ninguém para convidar, ainda mais que eu sou a garota que é sempre saco de pancadas da Roberta.
Disse Melissa, enquanto estava almoçando no refeitório da escola conversando com Jean.
- Sim. Mais eu sei quem você pode chamar.
- É mesmo? E quem? O Lucas?
- Ele mesmo. Ou vai dizer que você não é mais afim dele?
- Eu ainda gosto dele sim. Mais eu tenho certeza que a Roberta vai com ele. Ela é muito afim dele também, e é um dos garotos mais lindos da escola.
- E se ele ti convidar? Talvez... Talvez ele ti convide ou você mesmo possa convidá-lo.
- Você esta louca? Eu não posso convidá-lo, a minha vergonha não permitiria. E ele vai ir com a Roberta eu aposto.
- Sei não hein. To sentindo que ele vai ti convidar, você é linda se feste bem e é muito inteligente, e assim que estiver com ele nos braços. Não espere para beijá-lo ok?
- Você é louca se acha que ele vai me convidar
As meninas já estavam saindo do refeitório com suas mochilas em mãos. Caminhando em direção a sala de aula. Quando Roberta passa de mãos dadas com Lucas, Melissa fica triste e desapontada. Segurando o braço de Jean ela diz quase chorando.
- Você viu Jean. E por essas razões que ele nunquinha iria me convidar.
- Você tem que ter um pouco de pensamentos positivos amiga.
- Eu tenho isso de sobra, acontece que eu tenho o senso do ridículo.
As meninas entraram na sala de aula juntas, enquanto as duas retiravam os cadernos e canetas da mochila, a diretora entrou na sala interrompendo o professor dizendo sobre o baile de outono.
- Bem meninos e meninas... O baile de outono está chegando. E queremos ver todos vocês lá, então meninos, criem coragem e convidem as meninas antes que outros meninos façam isso. Os ingressos estão sendo vendidos, e como hoje é final de semana, e o baile é no domingo... É melhor se apresaram.
A diretora se despede de todos e sai da sala, o professor continua a passar a meteria na lousa.
Enquanto Melissa copiava a matéria, ela é recebida com uma bolinha pequena de papel, mandada por Roberta, os olhos delas se encontram e Melissa fica irritada com isso. Roberta pede para que se abra o papel mandado por Roberta, Melissa não deixa a curiosidade de lado e abri o papel que estava escrito...

Todos vão ser convidados... Menos você. O Lucas vai me convidar. Isso eu não tenho dividas... Sabe aonde você vai passar o dia do baile? Na sua cama chorando rios de lagrimas enquanto eu estarei dançando com o garoto que você gosta. Esse é o lema da vida Melissa... Os fortes vencem o os fracos... Morrem.
Lendo aquela carta escrita com as linhas tremidas. Melissa ficou com muita raiva de Roberta, e queria muito dar o troco. Se Melissa sai-se com Lucas... Nenhum garoto queria sair com Roberta com medo dela. E Melissa queria que ela sofre-se.
- Jean eu tenho uma idéia ótima.
- O que?
- Eu irei convidar o Lucas para o baile comigo.
 - Tem certeza?
- Sim. Eu quero me vingar de certa “pessoa”.
- Estou vendo que você tem certeza. Só... Tenha cuidado com o que você vai fazer hein.
- Eu terei.


Depois da aula, os alunos saíram da sala de aula e estava prestes á ir embora para suas casas. Roberta esperava Lucas no portão da escola, enquanto ele ainda estava colocando sua mochila em suas costas e partindo em direção a Roberta.
Melissa o parou chamando-o, ele rapidamente olhou para trás olhando nos olhos de Melissa. Ele a esperou ela vir ao seu encontro, ela estava junto com Jean, e finalmente as duas se aproximaram de Lucas.
- Oi Lucas, você lembra-se de mim certo?
- Sim Melissa. Estava pensando em você hoje.
- Bem gente eu já estou de saída, te espero La fora Melissa.
- Tchau Jean.
- Até Jean.
Jean se despediu dos dois, caminhando em direção ao portão da escola.
- Bem Lucas eu... Ti chamei por que... Eu quero ti pedir uma coisa.
- Ok diga.
- Você quer ir ao baile de outono comigo?
Lucas ficou parado pensando por alguns segundos, ele não sabia o certo o que decidir. Roberta também já tinha convidado-o para o baile mais ele disse que iria pensar. Melissa era linda, muito mais que Roberta, os dois combinavam muito. Mais chega de pensar, Lucas já tinha se decidido.
- Você quer mesmo ir ao baile comigo?
- Sim quero muito, mais eu fiquei sabendo que você vai com a Roberta.
- Não vou mais eu vou com você.
- Serio?
- É serio. E então que horas eu posso ir te buscar?
- O baile é as 20:00 da noite então pode me pegar as 20:20, não quero chegar cedo de mais.
- Ta ok. Estarei lá.
- Vou bem bonita e elegante. Pode deixar.
- Nem precisa, você é linda todos os dias.
- Eu? Quem dera.
Os dois se despediram e quando foram para o portão da escola, Lucas se separou de Melissa e foi para sua casa com Roberta.

- E então? Ele aceitou?
Disse Jean andando com Melissa ate suas casas.
- Aceitou a que?
- A sair com você no baile? Ele aceitou?
- Nosso você é esperta em.
- Sim.
As duas caíram na gargalhada e continuaram a andar.
- E você? Com quem vai?
- Eu não vou poder ir. Tenho que sair com meus pais para a casa do meu avo visitá-lo
- Poxa amiga. Eu queria muito que você fosse.
- Eu nunca fui ao baile de outono Melissa. Eu não conseguir arrumar um par.
- Espero que próximo ano você consiga.





Melissa foi para sua casa. Mais Jean não estava com ela. Queria que a noite de sexta e as horas de sábados passassem voando.
Ele não queria contar a ninguém com quem iria à festa. Só estava muito entusiasmara por ter convidado Lucas e ele ter aceitado o seu convite.
Sexta e sábado se foram, e no domingo de manha ela estava assentada na mesa tomando seu café da manha com sua mãe e seu pai.
- Querido o que aconteceu? Você chegou as três da manha hoje.
Perguntou a mãe de Melissa. Muito desconfiada.
- Eu peguei plantão na empresa querida. Eu liguei para você dizendo.
- Querido... Aquela empresa é sua. Você sai e entra a hora que você quiser. Você nunca pegou um plantão á seis anos.
- Eu sei amor. Mais as coisas não funcionam assim. Eu tenho que cumprir com as obrigações da empresa. Se não eu posso perdê-la.
A mãe de Melissa estava mais desconfiada do que de costume. Alguma coisa estava acontecendo... Mais o que?
- E agora com a licença de todos. E irei trazer dinheiro para casa... Eu posso querida?
Ele sorriu sarcasticamente. E olhando nos olhos de sua esposa. Esperando sua resposta.
- Sim você pode ir. Vai chegar atrasado de novo?
- Vou fazer um esforço para não conseguir.
Ele se retirou da casa. E foi para a garagem para pegar seu quarto e sair para o trabalho. Melissa e sua mãe continuaram ali.
- Mãe... Eu ti contei que hoje é o baile de outono da minha escola?
Márcia ficou calada por alguns minutos pensando no pior. E ela não queria o pior.
- Mãe? Você está bem?
- Estou filha. Sim estou. Você dizia?
- Hoje é o baile da minha escola e eu irei.
- Ok filha. Com quem você vai?
- Com menino chamado Lucas ele fira as 20:20 para me buscar.
- Ok não se atrase.

Márcia e Melissa saíram da mesa. Arrumaram-se e se preparam para ir as comprar a busca de um vestido lindo e elegante.

Quando voltaram. Melissa teve um dia de princesa. As horas passaram voando, já eram oito horas em ponto, e Melissa estava pronta finalmente á espera de Lucas. Estava nervosa e com medo. Não queria ficar plantada em casa a noite toda. Mais as oito de vinte e cinco ele apareceu com o seu carro Cruze Sport6 2014. Ele saiu do carro e foi á porta de Melissa, levando um buque de rosas brancas e uma caixa de bombons. Estava por sinal bem elegante. Usava uma camisa branca gola V com um blazer preto por cima. E uma calca social preta e sapatos.

Márcia o recebeu e os dois se sentaram no sofá juntos.
- Muito prazer... Lucas certo?
- Sim senhora. Eu me chamo Lucas. E... Melissa já esta pronta?
- Quase. Ela esta no quarto.
Melissa desceu as escadas. Estava confiante e se sentindo maravilhada, seria a primeira vez que irei ao um baile.
Vestido era lindo. Era preto tomara que caia com duas linhas brancas no final. Ele vinha ate o joelho de Melissa. E tinha um laço branco á altura da barriga.
Também usava um salto preto cm brilhos na ponta. Seus cabelos estavam cortados ate os ombros e estavam enrolados e soltos.
- Ola Lucas. Você esta lindo.
- Você também esta muito linda Melissa.
Os olhos deles se encontraram. Melissa segurou nas mãos de Lucas e os dois foram de encontro á porta da frente.
- Bem. Se divirtam e cuidem-se. Tchau. Melissa, cuidado com á hora ouviu mocinha.
 Disse Márcia se despedindo dos meninos que já estavam dentro do carro.
- Ok mãe. Tchau.
- Obrigado senhora Cobain. Ate mais.
Eles foram para a escola, o caminho era um pouco longe mais aproveitaram o tempo para conversar.
- Me desculpe pela a minha mãe. Ela é um pouco... Exagerada ate de mais.
- Não se preocupe... Todas as mães são iguais.
Ele continuou dirigindo, estava corretamente a velocidade permitida na rua. Ele olhava todo o tempo para ela quando iria dizer alguma coisa. Mais prestava atenção ao volante
- Eu pensava que você não iria ao baile comigo.
- E porque pensou isso?
- Eu não sei... Pensei que você iria com Roberta. Afinal, ela irá ao baile?
- Eu não sei. Ela tinha me convidado, mais disse que iria com você.
- Essa não!
- O que foi?
- Ela vai acabar com a minha raça amanha.
- Não se preocupe, eu não permitirei que ela faça nada com você.
Melissa sorriu, e segurou na mão de Lucas. Os dois sorriram e finalmente chegaram á escola.



Lucas saiu do carro e abriu a porta para Melissa. Eles entraram de mãos dadas e cumprimentaram todos que ali estavam. Os dois juntos eram chamados de olhares dos jovens. Lucas, um dos garotos mais populares da escola com uma escrava e maltratada por Roberta... Juntos?
Assim que entraram no salão, avistaram Roberta com suas amigas. Ela estava brava ao ver Melissa com Lucas.
- Aquela ali é a Melissa Cobain? Com o Lucas?
Disse Brenda olhando Melissa e Lucas enquanto eles dançavam na pista.
- São eles mesmos. Eu vou matar essa garota.
Disse Roberta brava.
- Mais quando você vai fazer isso? Amanha certo?
Disse Bianca olhando fixo nos olhos de Roberta.
- Não hoje mesmo.
Durante o baile, Melissa foi ate o banheiro para retocar a maquiagem.
De repente, ela foi atingida por um bastão basebol. Que a desmaiou na hora.

Ela acordou em uma ponte de madeira, antiga, perto do colégio onde o baile acontecerá. Estava caída ao chão. Olhou para os lados mais não encontrou nada. Ela se levantou lentamente. O rio abaixo da ponte estava nervoso, as correntes estavam fortes e quase subindo na ponte. Ela não entendia o que estava fazendo na ponte, quando olhou para o começo dela, Roberta estava a sua espera sorrindo sarcasticamente e indo a sua direção.
Ao outro lado da ponte Bianca e Brenda estavam à espera de Melissa. Ela estava com medo e também aterrorizada.
- Eu disse pra você prestar bem atenção quando vai pegar alguma coisa minha.
Disse Roberta se aproximando de Melissa.
- Aponte é fraca. Iremos cair Roberta.
Disse Melissa se afastando de Roberta, passos por passos quando esbarra com Brenda e Bianca atrás dela.
- Você que irá cair sua cretina.
Disse Bianca empurrando Melissa de leve.


- O que vocês querem? O que eu fiz com vocês?
Melissa estava confusa. Queria saber o que tinha acontecido. Porque Roberta a tratava assim?
- Você saiu com o Lucas. E o beijou na festa. Eu sempre fui apaixonada por ela e você estragou tudo sua roqueira safada. Você vai morrer garota.
- Eu posso muito bem resolver isso sozinha, só eu e você Roberta.
Roberta á olhou fixamente, elas estavam cara a cara, Bianca retirou uma faca de seu bolso e á encravou nas costas de Melissa. Ela caiu ajoelhada na ponte e Roberta á esfaqueou muitas vezes. Ela estava gritando de dor e estava morrendo aos poucos. Roberta a jogou pela ponte. O corpo de Melissa não boiou pela água desceu e afundou direto ate a pequena cachoeira. Que levava a praia.
- Roberta... Será que nos fizemos uma coisa boa?
- É claro Bianca. Essa garota já deferia ter morrido á anos. Depois dela a próxima será a Jean.
- Jean? Ela não Roberta. É melhor eu ir embora ok.
Disse Brenda se virando e saindo da ponte com Roberta e Bianca.

Quando saíram da ponte, Roberta segurou o braço de Brenda com força e á olhou nos olhos dizendo...
- Nos teremos que matar a Jean e... O Lucas. Porque eles são as únicas pessoas que suspeitariam que nos assassinaram a Melissa. Isso ficara entre-nos. Você me ouviu Brenda?
- Sim. Ficará entre-nos.
- Ótimo.
As meninas retornaram a festa. Roberta tirou Lucas para dançar. Enquanto Brenda e Bianca dançavam com seus pares.
- Onde está a Melissa Roberta? Você há viu?
Disse Lucas enquanto saia da pista de dança com Roberta ate o jardim.
- Ela foi embora, ele disse que não queria mais ti ver porque você é muito... Como posso dizer... Muito simples pra ela.
Eles estavam sentados na cadeira do jardim.
- Simples? Como assim?
- Eu não sei explicar direito, só sei que ela foi embora e não quis mais ti ver.
- Será que foi alguma coisa que eu disse?
- Eu não sei.
- Ela tinha ate me beijado, estava querendo muito me beijar sabe. Olha Roberta eu já vou.
- Não fica. Fica comigo.
- Não eu... Não to me sentindo bem.
- Está bem. Adeus então. Ate amanha.
Lucas foi para casa muito desapontado, ele não quis passar na casa de Melissa. Foi para casa dormir para acordar cedo para amanha.
O corpo de Melissa estava totalmente sangrento. No lago. De repente ela acordou em um quarto com gramas altas negras ao chão. As paredes estavam velhas e quebradiças, uma janela estava aposta no quarto, mais foi tampada com madeiras e uma luz vinha dos pequenos buracos da janela.
Ao quarto avia um piano e um espelho na parede, o espelho parecia antigo e com uma margem muito feia da melhor qualidade, meus cabelos estavam pretos de lisos. Melissa estava usando um vestido preto, que iria ate o joelho, usava também botas pretas que iriam ate sua canela.


Usava também um, sobretudo jeans de manga ate o joelho.
Ela estava perdida, não sabia se estava no céu ou no inferno. Ela conseguiu quebrar as madeiras que estavam na janela. Só avia madeiras pregadas tampando a janela. Mais Melissa ás quebrou. Uma luz branca saiu da janela, e iluminava a metade do quarto, a luz queimava a pele de Melissa. Ela gritou de dor e se afastou da luz ficando em baixo do piano onde a luz não tinha efeito.
Quando ela menos esperou a janela foi fechada pelas mesmas madeiras que Melissa retirou. Mas madeiras levitaram ate a janela e a fecharam.
Ela se retirou de baixo do piano e se levantou sem entender nada.
O piano começou a tocar sozinho, Melissa se aproximou dele e o tocou, mais ele continuou a tocar.
Uma voz reluzente de uma mulher surgia de dentro do piano, á musica era linda Melissa continuou á ouvir a musica ate o fim.
 Á musica dizia...

Eu me afastei para enfrentar a dor
Fecho meus olhos e me afasto
Do medo que nunca encontrarei uma maneira de curar minha alma
E eu vagarei até o fim dos tempos
Arrancada de você.
Meu coração está partido
Durma docemente meu anjo negro
Livra-nos da posse da tristeza (sobre meu coração)

- Onde estou? O que esta acontecendo comigo?
Essa musica reduz a minha vida. Eu me lembro de ter morrido esfaqueada por aquelas vacas. Mais não me lendo o que tinha acontecido comigo.

Ela se sentou ao chão sobre os matos negros e começou a pensar como, quando, veio parar naquele lugar... E também... O que é esse lugar?
De repente, uma fumaça negra pequena começa a se ressoar em cima do piano, e é feita uma coisa horrenda encapuzada toda de preto e magra e que levitada sobre o quarto, era horrível. Parecia que toda a felicidade sumiu-se do mundo com a presença da coisa encapuzada.
A coisa carregava em suas mãos uma caveira, não olhava nos olhos de Melissa...
Apenas continuava a olhar para a caveira, á admirando-a.


- Olá?
- Olá Melissa. Mais conhecida como... “A tola de todos”.
- A tola de todos? Como assim? O que eu estou fazendo aqui?

A criatura encapuzada desceu do ar, e caminhou sobre o piano mais ainda não revelou seu rosto.

- Você está morta Melissa. Aqui é o quarto da morte. Ou melhor, dizendo... O meu quarto.
- Você é a morte? Eu não sabia que seria tão horrível.
- Todos digam a mesma coisa...

Ele revelou seu rosto, era uma caveira humana, sem pele, e apenas ossos em sua fronte.

- Oh meu Deus! O que você é?
- Eu já disse. Eu sou a morte e eu levei você comigo.
- Eu ficarei para sempre aqui?
- Não. Eu gostei de você e quero ti fazer um presente mortal com muito sangue.
- O que? Posso saber?
- Eu permitirei que você mate as meninas que mataram você.

Melissa permaneceu a pensar no assunto, ela não saberia se seria uma boa ou ruim.

- Eu estou louca para matá-las. Mais eu acho que seria muito ruim para mim. Eu... Nunca seria capaz de matar uma pessoa.
- Você poderá sim. Você é um espírito das trevas. Não tem mais vida. Como eu.
- Eu não sei.
- Eu estou dando a oportunidade de você se vingar. Isso eu não oferecia, ofereço e oferecerei a ninguém.
- Eu tenho medo... Como posso ti chamar?
- Assassino.
- Ótimo... Assassino... Eu... Aceito tudo isso. Mais porque está me ajudando para que eu me vingue? Eu continuarei morta? O que acontecerá comigo?
- Eu permitirei que você volte a ter a sua vida. Mais sem as pessoas para lhe atormentavam.
- Isso é serio?
- Sim. E então tola de todos? Está disposta a acabar com aquelas que ti tornaram uma tola?
- Sim.
- Mais nada são flores na vida, eu quero algo em troca.
- O que?
- Para você se vingar e voltar ao mundo dos mortais, você terá que... Matar uma pessoa pra mim.
- Quem?
- As opções são... Sua mãe, seu pai, sua amiga Jean, ou Lucas.
- Eu não conseguirei matar nenhuma dessas pessoas assassino. O que farei?

- Eu deixarei que você escolha... Lembre-se, o primeiro toque no espelho e você matará aquelas que mataram você. O segundo toque, você me trará uma alma. Das escolhas que eu á disse. E no terceiro...
- O que acontece no terceiro?
- Você decidirá que quer ficar no mundo ou vir comigo e juntos continuaremos a tirar as vidas das pessoas que á estão em seu toque de recolher.    

Ela foi de encontro com o espelho, ó olhou fixamente. Assassino estava atrás dela, á olhando de acordo ao espelho, ele nada fez, mais continuou á olhar para ela.

- E então? O que me diz Melissa?

Melissa deu seu primeiro toque no espelho, ele deu uma rachadura forte não quebrou a luz branca e reluzente saia do espelho e tudo sumiu na luz.

Durante as aulas na escola de Melissa, todos já estavam sabendo de sua morte. Ouvi projetos e a escola fez um enorme memorial em nome dela. Os pais de Melissa estavam arrasados e chocados com a morte da menina, Brenda e Bianca estavam se sentindo muito mal por terem feito aquilo com Melissa, mais o segredo entre as três assassinas continuou.


Lucas também estava arrasado com tudo aquilo, ele foi o ultimo garoto á beijá-la, estava se sentindo horrivelmente culpado. Em sua mente ele não pensava outra coisa. “eu devia estar lá com ela, eu devia ter procurado-a quando ela saiu. Tudo isso é culpa minha”.

Na terça feira, a escola ainda falava sobre a morte de Melissa. O inteiro dela seria no domingo, o pai de Melissa não permitiu que Lucas fosse. Ele dizia que Lucas era o culpado por eles terem perdido sua filha querida.

Na quarta feira, outra polemica se espalhou pela escola, a aluna Brenda foi assassinada. Ninguém sabia o porquê, apenas encontram o corpo dela em seu quarto, completamente esfaqueada, com sangue escrito com foca em seu braço “vingança”.

Na quinta feira, outra aluna também foi morta do mesmo jeito de Brenda. Bianca foi também esfaqueada com facas de carne. E também com sangue escrito com faca em seu braço “vingança”.

A escola estava apavorada, todos estavam com medo. Quem seria o próximo? Quando o próximo morrera? Eu serei o próximo?
As aulas foram suspensas por uma semana. Ate dos diretores e professores resolverem tudo aquilo.  

Roberta estava com medo e apavorada. As duas amigas teriam morrido do mesmo modo, será que com ela seria a mesma coisa? Brenda foi uma coincidência, pessoas morrem todos os dias. Mais Bianca também?

Roberta estava deitada em sua cama, pensando na morte de Melissa. Ela estava se sentindo muito mal com o que fez. Sua TV estava ligada, ela á desligou apagou seu abajur e se virou para tentar dormir. A luz da rua que passava pela janela ainda não deixava o quarto totalmente escuro.
De repente uma fumaça negra sobre ao quaro, saindo de baixo de sua cama, ela acende o abajur e grita por sua mãe, mais ela não aparece.
De repente tudo ficou escuro, ela não sabia o que fazer, quando as luzes se acenderam nova novamente, Melissa estava em cima de sua cama á olhando nos olhos, Roberta ficou branca de medo, Melissa sorriu e escureceu o quarto novamente. Depois de dois segundos as luzes se acenderam e Roberta estava morta. Esfaqueada completamente.








- Ótimo Melissa. Você conseguiu, agora já sabe quem irá me trazer?
Disse assassino enquanto estava com Melissa ao quarto da morte.
- Sim assassino. Trarei-te o meu pai. Eu descobri que ela traia minha mãe com outra mulher e quero matá-lo.
- Ótimo. Pois então vá buscá-lo.

Melissa tocou o espelho pela segunda vez, e o rachou e a luz reluzente se espalhou. Conseguiu matar seu pai e trazer sua alma para a morte.
Quando conseguiu fazer tudo ela comemorou.

- Eu consegui. Você viu. Eu me livrei de tudo e de todos.
- Muito bem. Agora esta na hora de decidir qual caminho você quer tomar. Ficará comigo ou junto dos mortais?
- Mais agora? Não pode me dar um prazo?
- Sinto muitíssimo, mais o espelho é um portal e ele não demora em ficar aberto. Ela pode fechar a qualquer momento. Você terá que decidir logo.
- Pode me dar uns minutinhos?
- Você tem dois minutos, se não correr o portal se fecha e você voltará á vida.
- Ok. Eu não demoro. Eu já sei o que eu quero.
- Eu sabia que escolheria isto.


Ao quarto de Lucas. Estava ele em seu computador fazendo o trabalho da escola. A escola esta suspensa por uns dias, mais ele teria que fazer uma redação. Como nunca deixava nada para depois, ele começou a fazer a redação, mais não conseguiu terminá-la. O monitor ficou completamente negro. Ele não entendia o por quê. Apertou os botões do teclado e do monitor mais nada do computador ligar, der repente, o monitor apareceu uma imagem de um espelho, o mesmo espelho do quarto da morte onde Melissa estava.
Ele por curiosidade tocou no monitor e a imagem fez o espelho se rachar em pedaços, fazendo com que uma luz branca e reluzente inunda-se todo o quarto. Quando tudo voltou ao normal, ele estava sentado á sua cama, com Melissa em seu lado.

- Ai meu Deus!
- Calma. Sou eu mesma. Eu preciso que você faça uma coisa por mim.
- Ai meu Deus!

Ele não dizia nada. Estava muito aflito.

- Por favor, me ouça Lucas. O favor que eu quero que você faça é muito simples.

Ele se levantou, continuou olhando para Melissa de cima a baixo e andando para os lados no quarto.
- Ai meu Deus, eu to vendo ela... Eu to vendo a Melissa.

Melissa o agarrou firme olhando em seus olhos.

- Me escuta Lucas. Eu se que agora você está confuso, mais essa aqui sou. Você não está louco. Ouça-me, eu preciso que você entregue uma rosa branca em minhas mãos quando for meu enterro. Descubra um jeito de colocar em minhas mãos ok.
- Eu não sei...
- Por favor, Lucas. Faça isso por mim ok. Eu tenho que ir, eu não poderei demorar muito tempo aqui, por favor, faça isso por mim.

 Melissa o beijou lentamente, seus toques e trocas de beiços foram mágicos, ela se despediu dele e a luz branca entrou na casa novamente. E quanto tudo voltou ao normal, Melissa não estava mais lá.

O domingo chegou rápido, e o enterro de Melissa já estava prestes á acontecer, todos estavam ao velório, família, amigos, parentes. Lucas conseguiu entrar escondido com a ajuda de Jean.

Ele conseguiu colocar a rosa branca nas mãos de Melissa, ele saiu correndo ante que todos o vissem.



Depois do velório, o corpo de Melissa continuou enterrado, as 00h00min. Á mesma rosa branca destro do caixão começou a brilhar e se despedaçar em pingos de rosas parecendo líquidos. Os pingos passaram por tudo o corpo de Melissa. Ela estava branca como a neve, mais do que Cosme, De repente ela corda do caixão como olhos brancos, completamente brancos. E sorri. Sentiria que algo ainda estaca para acontecer.

Escrito por: Alexsander Silva Luiz


  

Nenhum comentário:

Postar um comentário