O beijo assassino
Amy Hartzler
é uma simples e profissional medica pediatra, mora sozinha em um apartamento
que esta quase caindo aos pedaços, nas segundas e quartas feiras ela saia
depois de seu expediente para procurar um apartamento que poderia pagar e que
estaria em sua condição financeira e seu gosto.
Linda, e dos olhos azuis, e cabelos lisos negros,
ela sempre foi uma das mulheres que os homens sempre queriam, e que era invejada
por muitas mulheres. Andando á noite nas ruas escuras e sombrias, ela nem
sempre tinha medo das coisas das ruas como assaltantes, mendigos, ou alguém que
possa machucá-la ou abusá-la. Com fones nos ouvidos e caminhando ate sua casa,
ela olhou para alguns adolescentes que estavam na rua com casacos, tocas e
facas nas mãos, ela desfiou os olhares, e continuou seguindo ate sua casa.
Quando passava por um beco escuro, dois homens
estavam em direção de Amy, ela olhou para os dois homens, assustada, ela voltou
querendo dar a volta para sua casa.
Mais assim que virou, ela deu de cara com três homens
que já estavam atrás dela, ela não sabiam por aonde ir, os homens estavam em
tudo o redor. Assustada e com medo, ela gritava e pedia socorro, mais ninguém
ouvia, os homens começaram a abusar dela e tocando em suas partes intimas.
Quando um carro se aproximou rapidamente deles quase os atropelando. A porta do
carro se abril e quem saia do carro era Ferdinando, um dos médicos que
trabalhava com Amy. Ele disse a ela para entrar em seu carro, e tirou de seus
bolsos uma arma carregada apontando para os homens. Todos eles correram
rapidamente, e os dois ao carro estavam indo para casa de Amy.
- O que esta fazendo aqui nessa noite escura e fria?
Você sabe que este lugar é perigoso.
Disse Ferdinando olhando para Amy em quanto dirigia.
- Me desculpe.
Disse ela com a cabeça abaixada
- Eu não pude pegar o meu carro, pensei que nada
iria acontecer comigo... Mais obrigado por ter vindo me ajudar.
Colando suas mãos nos braços de Ferdinando e
alisando, ela ficou confusa por alguns segundos e perguntou a ele.
- Mais como você conseguiu me achar tão rápido?
Olhando para um lado e para o outro, ele não sabia o
que disser, olhou para ela sorrindo sem jeito e com vergonha, parecendo que
estava escondendo algo.
- Eu achei você por que... Eu vi você andando
sozinha na rua e vi também aqueles idiotas ti perseguindo então...
- Ainda bem. Pelo menos estou salva. Bem o que vai
fazer agora?
- Eu vou ti levar ate á casa certo? Mais se precisar
que eu passe a noite lá eu...
- O que você esta pensando?
Olhando fixamente nos olhos dele, enquanto
estacionava o carro.
- Do que você falando Amy?
Calada por alguns segundos, Amy olhou para ele
estranhamente.
- Você esta pensando que só porque me ajudou eu irei
transar com você?
- Eu não disse isso Amy. Você esta confundindo as
coisas.
Calada por alguns segundos, ela pegou sua bolsa,
vestiu seu casaco e olhou fixamente nos olhos dele.
- Eu não estou confundindo nada, eu sei que você
gosta de mim, mais isso já é ridículo, obrigado pela carona ok.
Amy abril a porta do carro e colocou seu pé direito
na causada. Quando ia sair, Ferdinando á segurou com sua mão olhando em seus
cabelos lisos, e ela com sua cabeça abaixada, em seguida ela olhou para ele
discretamente.
- Ok. Desculpe por tentar querer transar com você. É
que... Você é a melhor pessoa que eu já conheci então... Eu... Eu não saberia
se tenho alguma chance com você.
- Eu não disse que você não tem chance... Mais
também não disse que tinha.
- Então eu posso entrar?
- Claro, vai começar a chover e não quero que você
pegue estradas alagadas.
Os dois saíram do carro, e Amy pegou sua chave e
abril a porta, e eles entraram na casa.
Estava escura e um pouco bagunçada, Amy acendeu as
luzes da casa, e os dois tiraram seus casacos e colocaram em cima dos sofás, e
se sentaram para conversar.
- Olha... E você? Esta namorando ou...
- Eu? Quem dera, eu sou desejada por muitos homens,
mais todos eles não fazem o meu tipo.
- E... Qual é o seu tipo?
- Sincero, divertido, honesto, generoso, educado,
humilde, que gosta das mesmas coisas que eu, como músicos, programas, seriados
de sábados.
Dando algumas gargalhadas com ela, ele á olha
fixamente, sua mão direita encosta e aperta os três primeiros dedos de Amy. Ela
olha nos olhos dele tímida e sem saber o que fazer, abaixa sua cabeça.
Ele segura lento em seu queixo pequeno pelo seu
dedo, seus corpos se aproximam e seus lábios quase se chocam.
- Por favor, Ferdinando... Eu não sei se estou
pronta para isto.
- Eu sei que você esta, é disso que eu preciso
sentir o sabor de sua boca tocar a minha.
Ela não resiste ao falar dele, e ó beijou
lentamente, e seus beijos foram se prolongando ate conseguirem o que ele
queria.
O dia chegou, Amy acordou ás nove e meia da manha,
Ferdinando não estava mais lá, ela olhou para cama, á alisou com a mão, sorriu
mordendo os lábios. Olhou para o relógio e já estava atrasada, se levantou
rápido, e foi tomar banho e se arrumar.
Saiu de sua casa, olhou nos corredores do
apartamento e pegou o elevador. Assim que entrou, deu de cara com uma mulher
velha com um gato preto em suas mãos, a mulher não tinha a aparência de senhora
rica. Cabelos brancos, uma saia vermelha, um casaco grande e com capuz em sua
cabeça.
Amy não olhou muito para a senhora do seu lado,
apenas assim que o elevador desceu, as portas se abriram e ela saiu, mais a
velha senhora a segurou pelo braço.
- Tenha um bom dia minha querida, e é melhor você
fazer a coisa certa e não mentir para as pessoas... Se não... Sabe o que pode
acontecer com você querida.
Olhando assustada nos olhos da velha senhora, ela
tira a mão da velha de braço, olha dos pés a cabeça para a senhora.
- O que a senhora quer dizer com isto?
- Você não vai querer saber.
As portas do elevador se fecharam, e Amy ficou parada
por alguns minutos, e ficou pensando do que será que aquela venha senhora
dizia.
Ela saiu de seu apartamento e pegou um ônibus para
ir ao trabalho. Chegando ao hospital, ela deu bom dia com os seus colegas como
sempre fazia.
Foi direto para sua sala, se sentou, e colocou suas
mãos em sua cabeça, com os cotovelos apoiados á mesa.
Em sua mente ela pensava respectivamente “o que será
que aquela mulher quis dizer com aquilo, meu Deus, será que eu vou morrer mais
cedo do que espero?”.
De repente, a porta começa a bater, ela toma um
susto e o jornal que estava em sua mesa caiu no chão, e o seu café também
caindo ao chão é derramado sobre o jornal, mas misteriosamente, não caiu
nenhuma gota de café em uma palavra que estava destacada, a palavra “morte”.
Ela olhou aquilo fixamente, e continuou olhando ate
que alguém bater na porta e pedir para entrar.
- Pode entrar.
Gritando ela
- Me desculpe se eu te incomodei, é que tem um
paciente muito mal que precisa ser atendido.
Era Nicolle, a melhor amiga no hospital de Amy.
- Me desculpe por ter gritado também é que... Eu to
meio nervosa hoje.
- Serio? E com o que?
- Depois eu ti conto. E ai onde esta o meu paciente?
- Eu vou chamá-lo.
Nicolle saiu da sala de Amy e trousse com ela a mão
do menino que estava doente e o menino também.
A mãe se sentou na cadeira de frente para Amy, e o
menino se sentou ao lado da mãe.
- Bem senhora... Ramirez, o que ouve com o Bruno?
- Bem senhora Hartzler, o meu filho esteve com uma gripe horrível que nem poderia comer
direito, ele esteve com febre, com muitas dores de garganta, vômitos freqüentes,
e ontem o pulso dele ficou fraco.
Escrevendo em uns papeis o
que o menino sentia, Amy olhou para o menino e percebeu que ele estava piorando
cada fez mais.
- Senhora o que o bruno
tem é dengue hemorrágica, e... Ele terá que passar três dias aqui no hospital
internado.
- Três dias? Mais senhora Hartzler
eu não tenho todo o dinheiro para interná-lo, o que eu faço?
- não se preocupe com isto
eu vou ali mesmo falar com um dos responsáveis do hospital para conseguir a
internação do seu filho.
Amy saiu da sala enquanto
a mãe e o paciente esperavam. Ela foi ate a sala dos responsáveis pelo
hospital, bateu na porta, e entrou.
- Olá Rodrigo, eu queria
mesmo falar com você.
- Sim diga.
Sentado em uma cadeira com
os braços a mesa olhando nos olhos de Amy.
- Tem uma senhora que está
precisando de um atendimento com o filho dela, o menino está com dengue.
- Sim. O menino pode ser
internado normalmente, mais qual é o problema?
- A internação é o
problema. A mãe não tem dinheiro para pagar, o que nos vamos fazer?
Dando gargalhadas baixas,
sorrindo para Amy, ele se levanta e senta em cima de sua mesa.
- Hora senhora Hartzler,
quem não tem dinheiro para pagar as coisas ficam sem elas. Essa senhora sabe
muito bem que nosso hospital é particular. Eu não posso fazer nada se ela não
tem dinheiro. Muito menos a senhora.
- Então e isso? O menino
pode morrer senhor.
- Eu não posso fazer nada,
já perdemos dinheiros de mais com as suas pacientes, diga a essa senhora que
obrigado por virem, mais o filho dela vai ficar sem os nossos atendimentos.
- Mais Rodrigo esse...
- Você me ouviu Amy.
Amy balançou sua cabeça de
cima para baixo, concordando e odiando o que seu chefe dizia, ela saiu da sala
e foi para sua sala de pediatria.
Chegando lá o menino e sua
mãe ainda estavam na sala, ela se sentou na cadeira olhando para o menino.
- Bem senhora Ramirez...
Infelizmente o seu filho... Não poderá ser internado no nosso hospital.
- Mais por quê? Por favor,
senhora Hartzler, a senhora já me ajudou muitas vezes. Porque não pode me
ajudar agora?
Amy olhou nos olhos
daquela mulher que estava clamando para que o seu filho possa ser curado de
novo, no momento oportuno... É tudo o que a mãe queria.
Amy estava se sentindo
como uma onça pintada que chega para destruir e matar a podre zebra que esta
cuidando de seu filho, que tem que correr para se salvar... E algumas das vezes,
a mãe entrega sua vida para salvar a vida de seu filho em perigo, mais alguma
coisa dizia que ela seria a zebra sem filhos... E a mulher seria a onça com
filhos.
- Me desculpe senhora mãos
são regras do hospital... Eu não posso mais ajudar vocês.
- Mamãe... Vamos embora...
A senhora Hartzler não poderá mais nos ajudar.
Disse o menino chorando e
se derramando em prantos.
- Sim filho. Vamos.
Os saíram da sala, mais a
senhora Ramirez voltou e ficou encostada na porta, olhando para Amy.
- Escute muito bem o que
eu te digo... Você não quis me ajudar... Agora vai sofrer uma vingança. Eu ti amaldiçôo,
doutora Hartzler, mais você vai pagar com sua boca. Escute-me o que digo... A
sua boca será como uma espada encravada no coração.
- Do que a senhora esta
falando? Eu não acredito nessa historia de maldição. Então e melhor parar com
isso.
A senhora saiu da sala e
foi embora, mais Amy continuou cuidando de alguns pacientes, ate dar o seu
horário de ir embora.
Ela se arrumou, pegou sua
bolsa e começou a caminhar ate o portão do hospital. Ela se sentou em um banco
em frente ao hospital. Sua amiga Nicolle saiu do hospital e foi ao encontro de
Amy. Aproximou-se dela e se sentou ao seu lado.
- E então? Vai me disser o
que você vez ontem?
Amy ficou calada por
alguns segundos
- Eu não estou com vontade
de dizer nada.
- Por favor, Amy... Diga-me
o que aconteceu com você.
- Foi uma coisa
sobrenatural. Hoje depois de atender um paciente... Um menino que estava com
sua mãe... Ele não conseguiu ser internado, então a mãe do menino me
amaldiçoou, e disse que a minha boca seria como uma espada encravada em um
coração.
Nicolle olhou fixamente
nos olhos de Amy.
- Você tem certeza disso?
- Tenho. Eu não acredito
muito nessa historia, mais estou com medo, não sei o que eu faço. E ainda mais,
ontem eu transei com o Ferdinando em minha casa, ele apareceu do nada para me
ajudar de uns homens que tentaram abusar de mim.
- Nossa que horrível, mais
eu disse a você para pegar seu carro da oficina.
- Eu sei, eu sei. Mais o
que poderia fazer? Não sabia que isso aconteceria comigo.
- Escute-me... Vai para
sua casa, durma um pouco, e se não estiver passando bem... Não precisa vir
amanha.
Com a cabeça baixa em
quando Nicolle dizia, Amy se levantou junto com ela, as duas se abrasaram e se
soltaram rapidamente.
- Obrigada amiga. Obrigada
por você sempre está comigo nos momentos mais diviseis. Geralmente é meio loco
você ter apenas uma amiga verdadeira, e logo ela é lésbica.
Dando gargalhadas de leves
com Nicolle, Amy se despede de sua amiga e foi para sua casa caminhando. Assim
que chegou, tomou um leve banho de banheira e foi para sua cama.
Como era sábado e ela não
trabalhava, aproveitou o tempo para arrumar sua casa, assistir um pouco de
música, e ler as novidades do jornal.
Estava com fome e ainda
não tinha tomado seu café da manha. Ela trocou as roupas sujas que estava
vestindo e foi até a padaria.
Chegando lá, a fila estava
imensa, olhando para todos da fila e com um olhar de desconfortável, ela resolveu
esperar ate chegar a sua vez.
Um homem que estava á
frente de Amy esperando na fila, de cabelos pretos, olhos castanhos, corpo
forte e definido, com uma camisa branca, uma causa frágil de pano e de
chinelos. Olhou para ela e notou que estava impaciente, ele a tocou com seus
dedos olhando nos olhos dela e ela nos olhos dele.
- Sim. Algum problema?
- Eu que deveria perguntar
isso a você.
Dando gargalhadas rápidas,
Amy pergunta a ele.
- E que eu estou um pouco
nervosa sabe. Quero logo ir para casa, não ficar nessa fila enorme.
- Sei como você se sente,
e eu me sinto assim todos os dias.
Olhando para ele mexendo
nos cabelos e olhando a movimentação da fila.
- Me desculpe, onde estão
os meus modos. Eu me chamo Amy e você?
- Eu me chamo Leonardo.
Muito prazer Amy.
Leonardo olhou para a
movimentação da fila a sua frente, e Amy reparou em todo o seu corpo, ele
definitivamente fazia o homem que ele sempre queria.
- E então quando anos você
tem Amy.
- Vinte e sete anos, vou
fazer no dia dois de julho.
- Eu tenho trinta, estou
ficando a cada dia mais velho ainda.
- Parece que eu também.
Dando gargalhadas grandes,
e conversando sobre tudo, chegou á vez deles de irem comprar o que queriam.
Amy e Leonardo saíram da
padaria conversando, os dois marcaram de sair juntos á esta noite, ate que se
despediram e cada um foram para suas casas.
A noite chegou, e os dois
estavam se arrumando para saírem. Amy deu o endereço de sua casa para ele que
morava apenas a dois quarteirões de sua casa, não demorou muito a chegar.
Ele buzinou a frente ao
apartamento dela, ela saiu de casa, trancou a porta, pegou o elevador e saiu do
prédio entrando no carro de Leonardo.
Os dois foram para um
restaurante, ali eles comeram, beberam e conversaram sobre tudo. Amy não sabia
se aquele homem era mesmo o homem que ela sempre sonhou para se casar. As coisas
boas e qualidades que Leonardo tinha são: “ele é lindo, tem carro ótimo, é
advogado, Definitivamente ele seria um par perfeito para mim”.
Depois do jantar
maravilhoso, eles foram para o apartamento de Amy. Conversarão e então antes
dele ir embora, os dois se beijaram na porta de Amy e ele foi embora se
despedindo dela.
Ela entrou em casa, trocou
sua roupa, tomou um longo banho de banheira, e foi dormir depois de uma noite
linda com Leonardo.
No dia seguinte, ela se
levantou de sua cama, arrumou sua casa e assistiu um pouco de TV. Na rua,
carros de policias e bombeiros estavam na porta de Leonardo, ela olhando tudo
pela janela, ficou sem entender nada, ate que ela sai de seu apartamento e vai
ao portão de Leonardo.
- Ola, o que esta
acontecendo? Porque as policias e os carros de bombeiros?
- A senhora não esta
sabendo? – disse uma das vizinhas- O Leonardo morreu ontem á noite.
- O que? Oh meu Deus, não
acredito que isso tenha acontecido.
- Mais aconteceu senhora, os
policias ó encontrou sem os lábios.
- Sem os lábios? Nossa.
Bem obrigada, eu vou ate a minha casa se precisar de alguma coisa.
Amy foi sua casa, trancou
a porta, sentou em seu sofá e ali chorou e chorou pela morte de seu amigo quase
namorado.
Ela não tinha acreditado
que isso realmente tinha acontecido. Então ela pensou no que aquela mulher
tinha dito no hospital. “a sua boca se tornará uma espada encravada no
coração”. Isso veio a sua cabeça, mais ela em nada acreditou.
Depois da morte de
Leonardo se passou uma semana, ela tinha conhecido outro rapaz que é irmão de
sua melhor amiga. Eles se beijaram depois de terem saído e depois de dois dias
daquela noite, o rapaz foi morto também misteriosamente.
A família de sua amiga
ficou barbarizada, colocaram a culpa em Amy por ter matado o rapaz.
Ela ficou muito triste e
não sabia o que ia fazer, estava querendo se mudar, mais ainda não tinha achado
o seu apartamento. Depois de seu expediente no trabalho, ela pegou seu carro e
foi para casa. Chegando ao apartamento, ele pegou o elevador mais escutou uma
voz de homem gritando. “Segura o elevador ai! Por favor”.
Assim que o homem ficou na
porta olhando fixamente nos olhos de Amy, e ela olhou nos olhos dele, sem
disser nada por alguns segundos, eles só continuaram a trocar seus olhares...
- Você vai subir?
Disse ela gaguejando um
pouco.
- Sim eu vou... (entrando no elevador e apertando o botão
para o seu andar) - obrigado por segurar o ele elevador para mim.
- Não foi nada.
Seus lábios sorridentes
para o rapaz, e ele fazendo o mesmo.
- Oh meu Deus, que falta
de educação a minha. Eu me chamo Pedro, e você?
- Eu me chamo Amy, prazer
Pedro.
- Estou te conhecendo
agora, e prazer é só na cama.
Dando gargalhadas, Pedro
reparou que Amy não gostou muito da brincadeira que ele tinha feito. Ela apenas
sorriu e logo ficou desanimada.
- Me desculpe, eu não...
Queria...
- Tudo bem, eu entendo...
Na real não foi culpa sua, eu também perde todo o meu estilo de brincadeiras á
algumas semanas.
- Do que esta falando?
Perguntou ele confuso.
- Á alguma semanas, eu
conheci um cara, e nos saímos uma noite, e quando ele me levou ate a minha
casa, eu ó beijei... Ao dia seguinte ele morreu.
- Nossa... Que coisa
estranha, tem certeza disso?
- Claro, eu vi o corpo
dele.
- Meu Deus. Isso é...
Sobrenatural.
- É mesmo. Bem o meu andar
chegou, eu tenho que ir ok, obrigada mesmo.
Disse Amy pegando suas
bolsas de compras e saindo do elevador, Pedro se despede dela, e continua no
elevador. As postas do elevador se fecham, e Pedro vai para o seu andar. Amy
entra em casa, arruma as coisas que comprou, foi ate o seu banheiro, e tirou a
sua roupa para tomar um longo banho de banheira. Ela se deitou na banheira e
começou a tomar seu banho. No silencio que estava de repente o telefone toca. Amy
se assusta com o som de repente do telefone. Ela se levantou da banheira, se
enrolou em uma toalha e foi ao telefone.
Assim que ela estava com
ele em suas mãos, o telefone parou de tocar, ela olhou para ele e colocou no
gancho novamente. Depois de quatro passos indo em direção ao banheiro, o
telefone tocou de novo, ela olhou lentamente já preocupada e com medo, o
silencio tomava conta da casa, ela atendeu ao telefone, esperou uns três
segundos e...
- Alo. Quem esta falando?
Com uma voz roca de deixar
uma pessoa com medo, a voz dizia.
- Eu disse que seus beiços
iriam se transformar em morte.
- Oh meu Deus! Quem é
você? E o que vez com o Leonardo?
- Você logo saberá minha
cara, mais em quando isso, não deixe o... Qual o nome dele mesmo... A sim...
Pedro. Não deixe o Pedro querer ti beijar ouviu, se não a morte dele será muito
pior do que a do Leonardo.
- Seu assassino, eu juro
que vou ti procurar ate achar você. Você matou o Leonardo, e quem sabe ate o
Ferdinando.
- Não se preocupe por
isso, você vai ser a ultima a ser morta, isso eu garanto.
O telefone desliga do
outro lado da linha, Amy ficou paralisada e sem saber o que fazer, ela deixa o
telefone cair no chão por uns estantes, voltou para o banheiro para terminar
seu banho, e ficou na sala sentada pensando no que aquele homem tinha falado. A
palavra morte estava em sua cabeça, ela não sabia quem eram os próximos, apenas
estava com medo de perder pessoas queridas que ela gostasse e amava. Olhava
para um lado e para o outro, estava com medo de ficar em sua própria casa,
então ela ligou para a sua amiga do hospital Nicolle para ficar com ela nesses
momentos de pavores que Amy estava sentindo.
- Alo quem fala?
- Oi Nicolle sou eu Amy.
- Amy, pelo o amor de Deus
cara, o que você quer? São... Uma hora da manha, eu preciso acordar as quatro
amanha.
- Eu sei amiga mais, por
favor... Venha ate a minha casa, você pode?
- Ta louca, eu vou
desligar tenho que dormir ok.
- Não Nicolle, por favor,
não desligue... Tem alguma coisa acontecendo comigo, eu to apavorada eu preciso
de uma amiga do meu lado, por favor, “Ni” vem pra minha casa.
- Ai meu Deus... Tudo bem.
Mais espero que não seja nenhuma brincadeira OK.
- Ok.
Nicolle foi ate a casa de
Amy, chegando lá, ela bateu na porta de Amy e ela abriu.
As duas se sentaram no
sofá e começaram a conversar.
- E então? Fala... O que
ta acontecendo?
- Lembra do Leonardo o
carinha que eu saí uma noite dessas?
- Sim, o que foi?
- Ele morreu Nicolle.
- O que? Como? Quando? Onde?
- Eu não sei, só sei que
quando cheguei à rua em que ele morra tinha muitos policias e ambulâncias ao
redor.
- Meu Deus.
- Depois a vizinha dele me
disse que quando ele faleceu estava sem os lábios.
- Inferiores ou
superiores?
- Eu não sei, só sei que
ele estava sem os dois lábios, e para piorar, eu tinha beijado ele antes da
morte.
- Nossa amiga que
terrível, mais você não ta pensando que os seus lábios o mataram ta?
- Na verdade...
- Pode parar de pensar
nisso, ele morreu assim porque foi uma coincidência
Amy, calma, tudo vai se resolver.
- Eu to com medo Nicolle, eu não
sei o que eu faço, e se acontecer alguma coisa comigo ou então com a minha
família, ou com os meus amigos...
Segurando os braços de Amy Nicolle tenta
fazer com que ela se acalme
- Fica tranqüila Amy. Tudo vai se
resolver ok.
- Você acha mesmo?
- Claro... Agora me conte tudo o que
aconteceu desde o inicio.
- Ok.
Amy foi se explicando o que tinha acontecido
só que ainda as duvidas estavam em sua mente. Porque nada aconteceu ao
Ferdinando? E porque “misteriosamente” todo o homem em que ela beijava, o homem
morria.
Ela não sabia o que ia fazer, nem o
que ia se meter, apenas ficava preocupada em saber qual era o próximo da lista,
ou... A próxima.
Para não deixar Amy sozinha,
Nicolle dormiu com ela, mais na madrugada daquela noite, uma coisa estranha
estava subindo ao corpo de Amy. Como um desejo sexual que ela nunca tinha
sentido antes, e para aproveitar, Nicolle estava presente ao seu lado, a excitação
de seus corpos iam se aumentando, o desejo estava subindo. Nicolle já era
experiente nesses assuntos, mais Amy não entendia nada. Seus corpos estavam
sendo enrolados na cama, e os lençóis sendo com uma cobertura de chocolate com
uma pequena mistura de excitação sexual e prazer.
As duas fizeram e chegaram ao ponto que chamas
pensariam em chegar, mais tudo ocorreu super bem.
Amy tinha levantado primeiro que Nicolle arrumou a
metade da casa pela manha e foi acordar Nicolle, mais parecia muito estranho, alias
Nicolle nunca gostava de acordar tarde.
- Nicolle vai logo amiga, nos temos que nos arrumar
para trabalharmos lembra.
Nicolle nada disse, em quando Amy abria as cortinas,
ela continuava na cama. Sentou-se na cama ao lado de Nicolle penteando seus
cabelos e olhando para o chão.
- Sabe Nicolle, eu nunca esperaria isso de nos...
Você sabe, nos duas no maior sexo, mais foi ótimo mesmo, e... Eu sei que você é
minha amiga Sabe, nos somos amigas á tanto tempo que... Mais eu nem tenho o que ti dizer, eu gosto de
você como uma irmã. Nicolle? Nicolle ta me ouvindo?
Quando Amy tirou os
lençóis de cima de Nicolle... Ela estava morta sem os seus lábios inferiores e
superiores.
- Oh meus Deus! Nicolle,
Nicolle ta me ouvindo Nicolle?
Ela nada respondia, ate
que Amy chamou ajuda e tudo se resolveu. Amy foi presa, os policias não sabiam
se ela tinha matado Nicolle ou não. Mais em tudo o que ela dizia eles nunca
acreditavam.
Ate que ela ficou umas
cinco horas na prisão. Sentada em uma cama da sela, de repente a sela onde ela
estava se abriu, e dois policias entraram na sala com pranchetas nas mãos junto
com Pedro, o rapaz que ela conheceu no elevador.
- Amy Lynn Hartzler? Essa
é você?
Disse o policial nada
contente.
- Sim sou eu sim, por quê?
- Você esta livre, esse
senhor pagou a sua fiança.
Ela olhando nos olhos de
Pedro, e os olhos dele nos delas, os policias foram pegar as coisas de Amy em
outra sala. Pedro se sentou na cama, e ela ao lado dele.
- Por que fez isso?
Disse ela com a cabeça
baixa totalmente sem graça e com vergonha.
- Eu não sei. Quando
fiquei sabendo eu... Pensei que você precisa-se de ajuda, então liguei para o
hospital onde você trabalha, e eles me disseram que você tinha sido presa. Eu
não acreditei no inicio mais eu vim aqui com o dinheiro para pagar a sua fiança
e... Aqui estamos.
- Como você me achou
Pedro?
- O hospital me disse. Por
quê?
- Eu acho que estou
começando a ficar louca.
- Como assim Amy. Do que
você esta falando?
- Ontem... Eu transei com
a minha melhor amiga, mais eu já sabia que ela era lésbica, mais mesmo assim,
eu sempre á respeitava muito e nos éramos muito amigas... Mais agora ela esta
morta.
Caindo em prontos, Amy
coloca suas mãos em sua cabeça e deita naquela cama, Pedro tenta a consolá-la,
mais nada adiantava.
Depois que os dois saíram
da delegacia, eles foram para o carro de Pedro, ele á colocou no carro e logo
depois ele entrou.
Em quando estava indo para
a casa de Amy, ele olhava para rua e via as pessoas andando normalmente, mais
lentamente “em sua imaginação” ela via as pessoas nas ruas sem seus lábios, e
outras estavam com sangue nas pontas dos lábios descendo ate a altura de seus
queijos.
Em sua mente ela pensava
que estava ficando louca... Mais também estava se achando uma assassina, ela
estava querendo saber quem teria matado o Leonardo e sua amiga Nicolle, mais
ela percebeu que seus lábios mataram aquelas pessoas, e se eles matariam as
outras. Quem seria o próximo? De quem seriam os lábios que Amy iria tocar?
Chegando ao apartamento de
Amy, Pedro saiu do carro e rapidamente do carro, e foi abrir o carro para ela.
Entrando na casa, ele á colocou em uma cadeira na cozinha. Sentada ali, e só
pensando na morte trágica de sua melhor amiga.
Enquanto estava
conversando com Pedro, ele estava se despedindo dela, os dois ficaram na porta
de casa de Amy, ele pegou na mão dela e olhando nos seus olhos dizendo.
- Eu espero que você
melhore... Tem certeza que não quer que eu fique? Eu posso tomar conta de você.
- Não Pedro. Muito
obrigado pela sua ajuda mais... Não abrigado. Eu sei me cuidar muito bem
sozinha.
- Ok então. Mais... Eu
preciso de uma coisa antes de eu ir.
De repente, Pedro roubou
um beijo demorado em Amy, enquanto seus lábios se tocavam, ela começava a
sentir uns pequenos choques em seus lábios. Ate que ele parou o beijo e os dois
se olharam fixamente.
- Você não devia ter feito
isso.
- E por que não?
- Eu tenho que dormir boa
noite Pedro.
Pedro foi para sua casa e
Amy dormiu em sua casa como sempre.
Na manha seguinte, Amy
acordou, tomou seu banho, e se arrumou para ir pegar no patente.
Assim que apareceu ao
hospital, algumas pessoas olhavam estranhamente para ela, com medo e achavam
que ela era uma assassina.
Depois de atender uns
pacientes de sua lista do dia, seu patrão á chamou na sala dele para conversar.
Chegando lá, ela se sentou
e olhou fixamente para o seu chefe.
- Amy... Eu sei que você é
uma ótima medica, e é uma das melhores que nós já tivemos mais... Contudo o que
aconteceu com você, os dias que você ficou meia... Você sabe. Por isso. Você
esta despedida do hospital.
- O que? Rodrigo... Você
não pode fazer isso comigo, eu dei o meu sangue e meu suor para trabalhar nesse
hospital. Você não pode me mandar embora... Os meus pais construíram esse
hospital junto com você.
- É. Mais tudo acabou,
você esta despedida Amy... Perdoe-me.
- Perdoar você não vai
trazer o meu emprego de volta vai Rodrigo? Quer saber? Deixe isso pra lá, se eu
não posso ter o hospital que é meu de direito... Você também não terá.
- O que vai fazer? Vai me processar?
- Não vou fazer uma coisa
que eu já deferia ter feito ha muito tempo... Mais não tinha coragem.
Amy se aproximou de
Rodrigo, colocou suas mãos na cintura de Rodrigo. Ele olhando nos olhos dela
estranhamente, e ela o beijou lentamente, ele á agarrando com suas mãos e ele
finalmente para o beijo, sorrindo para ele e saindo da sala.
Assim que fecha a porta e
sai sorrindo sarcasticamente, Ricardo começa a ter um ataque do coração e seus
lábios começam a queimar, e ele morre em sua própria sala.
Ela pega suas coisas e sai
do hospital em caminho ate o seu carro.
Chegando á sua casa, ela
joga sua bolsa no sofá, quebrando as coisas de frágeis em pedaços, no chão, ela
se senta no sofá e começa a chorar levantando sua cabeça para o teto e se questionando
com Deus.
- Meu senhor... Porque
isso esta acontecendo comigo? Porque pai?
Depois de dois meses ela
ficou desempregada, com o corpo fraco e raquítico, ela não conseguia comer
nada. Um dia, ela estava dormindo e sonhou no primeiro menino que beijou. Ela
tinha treze anos de idade, e no mesmo ano que ela deu o seu primeiro beijo... O
menino tinha falecido. Isso ela nunca mais se esqueceu desse dia. Mais
continuou a sua vida normalmente.
Ela acordou em um susto
terrível de seu sonho. Levantou do sofá, pegou a chave do carro e foi dirigir
um pouco para se esquecer de tudo... “De seus problemas”
Ela estava dirigindo e
passou pela rua do hospital onde trabalhava, olhou o prédio e pensou por alguns
segundos no seu chefe Rodrigo. “Aquele desgraçado deve estar morto agora”.
Continuou dirigindo ate
uma rua escura e sombria olhava para os lados e via as casas com as luzes
apaga. Ate que ela viu um menino na causada da rua, ela olhou para o menino
fixamente, o menino não tinha seus lábios superiores e inferiores. De repente,
o carro dela patê em um carro que estava abandonado na rua, o menino tirou toda
a concentração de sua mente. O carro gira no chão farias vezes e ela desmaia
com dois hematomas em sua cabeça.
Assim que acordou ela viu
uma fazenda com muitos animais presos e sendo bem alimentados. Mais não viu
ninguém na fazenda, ela continuou andando e viu uma menina sentada em frente á
uma arvore, ela olhou para a menina, que parecia muito familiar e se aproximou,
chamou a menina mais ela nada disse, quando a menina se levantou, a criança era
Amy ali com oito anos de idade na fazenda em que seus pais moravam. Amy não
acreditou no que estava vendo, ela pequena, ali na fazenda de novo.
A menina estava em pé em
frente a arvore mais não conseguia ver Amy. Ate que um menino chegou e disse a
ele segurando em sua mão.
- Amy quantos anos você
tem?
- Oito anos, e você?
- Eu tenho nove. E então
esta pronta para dar o primeiro beijo?
- Estou mais estou com
vergonha, porque eu não sei como é.
- Não se preocupe, eu sei
como é, e vou ti ensinar.
Os dois se beijando e Amy
(mais velha) estavam sentindo em seus lábios o toque da boca do menino. Edgard,
o primeiro menino que Amy beijou.
Minutos depois após o
beijo, Edgard saiu de perto de Amy e foi ate onde estavam os cavalos. Ele
conseguiu montar em um deles, o cavalo com susto, correu e caiu no show por
cima de Edgard. O menino bateu a cabeça fortemente no chão e acabou morrendo.
Amy (mais velha) olhou aquilo em choque. E Amy (a menor) olhou para Amy e
disse.
- Você sempre foi
amaldiçoada sua cretina, você vai morrer Amy Hartzler e também escute as minhas
palavras...
A menina caminhando em
direção á Amy apontando o dedo enquanto Amy andava para trás em passos lentos.
- Eu vou comer... A sua
alma, e depois... EU VOU VOMITAR ELA AMY!
De repente Amy acorda do
sonho que teve. Presa á uma cama, ela grita pedindo socorro, mais ninguém
atente.
Ferdinando aparece saindo
de uma sala, em sua mão carregava uma faca aviada e grande.
- Ferdinando, Por favor,
me ajude.
- Ajudar você? Será que
foi isso mesmo que eu ouvi? Eu vou ti matar Amy, tem ajuda melhor do que essa?
- Por favor, Ferdinando?
Porque você quer me matar? Eu não fiz nada para você.
- Você transou comigo
lembra?
- Porque foi o que você
queria... Seu desgraçado me tire daqui.
- Não vai dar não Amy. Eu
prendi você ai porque eu tenho que acabar de ti matar, já não basta você ter
matado as caras que você gostou e ainda tem que matar mais pessoas com... Os
seus lábios lindos.
- Como você sabe? Eu não
estava com aqui quando transei com você.
- Eu sei. Por isso eu
coloquei essa maldição em você, para que você cai-se e matam-se as pessoas com
uma coisa do seu corpo que não seria as suas mãos.
- Você colocou aquela
maldição em mim? Mais... Não faz sentido... No meu sonho, quando eu dei o meu
primeiro beijo minutos depois o Edgard acabou... Morrendo.
- Disso eu sei. Amy, Amy,
Amy... Você sempre foi amaldiçoada.
- Sempre? Mais eu não
beijei só ele, teve o Thiago, o Junior e o Felipe da escola.
- Todos morreram juntos no
mesmo dia e no mesmo segundo.
- Como você sabe
Ferdinando? Como você sabe?
- Por que eu não sou um
medico Amy. Eu sou um anjo... Da morte.
- O que? Oh meu Deus.
- Sinto muito Amy, você
tem que morrer... e agora.
Dias depois os policias
foram ao acidente onde o carro de Amy estava e quando entraram na casa onde Amy
e Ferdinando estavam eles firam na cama sangue e na parede escrito.
“O beijo assassino me
pegou, O beijo assassino me prejudicou, o beijo assassino tirou meus amigos, o
beijo assassino me matou”.
Escrito por...
Alexsander Silva Luiz
O Beijo assassino
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