A tola de todos
Melissa era uma simples menina que gostava de ouvir rock e se vestir
como uma verdadeira roqueira. Tinha quinze anos e morava em uma grande casa com
seus pais. Era ruiva com mexas, e pontas escuras. Tinha um metro e cinqüenta de
altura e pesava cinqüenta quilos. Sua mãe era professora de dança e ás vezes
ficava muitas horas fora de casa. Seu pai era empresário e dono de três
empresas de eletrodomésticos na cidade.
Melissa não tinha nenhum amigo e nem mesmo colegas, era apenas ela,
seu quarto, o som ligado ouvindo musica.
Como era no começo do ano, ele foi transferida para a escola nova,
não esperava muita coisa, afinal... Todas as escolas são iguais, ela não sabia
ao certo como seria nessa nova escola.
Chegou de carro com sua mãe, se despediu dela beijando seu rosto.
Entrando na escola, não demorou muito para ser notada, com o modo estranho de
se vestir, toda de preto, com seu cabelo ruivo, com pontas negras. Melissa era
alvo de olhares, todos os olhares na escola. Ela se dirigiu a sala de aula e se
sentou observando os demais alunos.
Os professores entraram na sala e conversaram com os alunos, os
professores queriam disciplina, respeito uns com os outros, e nada de confusão.
Muitos alunos novos entraram na escola, e os professores não queriam
nenhuma preocupação, qual quer problema que tivessem é só falar com o diretor
da escola, e também pediram muita calma e compreensão porque Monica, a antiga
aluna que arrumou problemas esta de volta.
Os professores saíram da sala e outros alunos entraram, uma menina
se sentou ao lado de melissa, olhando para ela a menina disse.
- Olá, você é a menina nova certo? A roqueira? Tudo bem? Eu me chamo
Jean.
- Oi, é meu nome é melissa, mais como você soube o meu nome tão
rápido? Hoje é meu primeiro dia aqui.
- As noticias corem querida. Escuta... Eu posso ti perguntar uma
coisa?
- Sim fala.
- Por acosso o seu pai é o dono de três empresas?
- É sim... Mais isso não é legal pra mim.
- Porque, seus pais são ricos, você é rica.
- Eu sei... Mais ás vezes eu penso que dinheiro não é tudo na vida
entende.
- Sim... Eu te entendo.
- Você é muito popular aqui na escola?
- Eu? (dando risadas baixas e com sua mãe direita em seu cabelo Jean
responde) – Não, não.
- Você tem uma grande aparência de ser popular.
- Bem... Pra falar a verdade eu... Era muito popular na escola, ate
a Roberta chegar e tirar tudo de mim.
- Roberta... Então esse é o nome dela.
- Sim é... Mais ela é muito grosa, muito cuidado com ela.
- Não se preocupe, eu sei me cuidar muito bem.
No exato momento, aparece Roberta, totalmente desleixada e jogada na
escola com uma lata de refrigerante em sua mão esquerda e em sua mão direita
sua mochila. Sentou-se na ultima carteira da sala com os pés na mesa e bebendo.
Melissa olhou nos olhos dela com olhares de duvidas notou que ela
era muito pachorrenta. Roberta olhou-nos olhos dela com olhares pérfidos.
O professor entrou na sala de aula e
passou toda a matéria do dia. As horas passaram, e as duas e quarenta os alunos
saíram para o recreio. Melissa saiu da sala e foi direto para o refeitório.
Ainda no recreio, ela bebeu água e foi para a sala de aula.
Gostava muito de ficar sozinha, sem
contatos, sem conversas, sem vozes, sem ruídos, sem nada.
De repente, Roberta e as outras meninas de
sua turma, entraram na sala com balbúrdia total. As três ficaram em volta de
Melissa olhando em seus olhos, mastigando gomas de mascar. Roberta tirou de
suas mãos o caderno de Melissa.
Olhando folha por folha, Roberta começa a
das gargalhadas com as amigas.
- Olha meninas... A roqueira escreve
historias de terror e romances!
Melissa se levando de sua carteira pegando
o caderno da mão de Roberta olhando nos olhos dela taciturna.
- Calma amiga... Eu só queria falar com
você. Não quer me ouvir?
- Não sei se devo.
- Não se preocupe a nossa conversa será
ótima e perspicaz. Isso eu garanto a você.
Segurando o caderno em suas mãos, Melissa
estava encurralada. Sozinha com três meninas ela só pensava o pior. Ela poderia
se defender, mais não seria o bastante. Elas eram três e Melissa uma.
- Me deixa ti dizer como as coisas
funcionam nessa escola... Brenda feche a porta... Como essa menina é nova ela
tem que ser batizada por nos como todas foram.
Nervosa e com medo, sem poder fazer nada.
Melissa olhava para os lados pedindo em sua mente para que as meninas não a
machucassem.
Dando passos atrás ate a parede, Melissa
estava nervosa e com medo. As meninas estavam cada vez mais se aproximando
dela, e sem saída, não sabia o que fazer
- Por favor. Não me machuque, eu não fiz
nada.
Ofegante ela dizia.
- Eu já sei o que você fez... Você nasceu.
Disse Roberta dando risadas sarcásticas.
- E... E melhor... E melhor me deixar em
paz.
- E mesmo roqueira ridícula, e o que você
vai fazer se nós não deixarmos você em paz?
Melissa nada disse.
- Eu sabia... Você é fraca, como o seu pai
e a sua mãe são. Nem ligam pra você, eles só cuida do próprio umbigo, ridícula,
esquisitona, feia, horrível, tudo isso se resume a você garota.
- Ninguém fala assim comigo sua safada.
Melissa empurrou Brenda e Bianca, as duas
meninas e com as “cúmplices” de Roberta para os lados. Com suas mãos ela atacou
Roberta com toda a Irrupção possível. Puxando seus cabelos, e bando tapas em
sua cara. Roberta estava gritando de dor quando as duas amigas Brenda e Bianca
puxaram Melissa de cima de Roberta, tentando separá-las. Quando finalmente a
separaram, Brenda e Bianca a seguraram firma e Melissa não tinha mais saída.
Melissa tentava sair mais não conseguia.
- Segurem essa safada!
Gritou Roberta com toda a raiva a flor da
pele.
- Eu não fiz nada pra você e mesmo assim
você que me agredir e querer me espancar logo no primeiro dia de aula.
- Cala a boca! Eu não aquento mais ouvir
você sua ordinária, saiba de uma coisa sua idiota... Eu vou transformar a sua
vida em um verdadeiro inferno... Você me ouviu?
Dando uma tapa na cara de melissa, Roberta
continua com o seu discurso.
- Um inferno!
- Vocês são umas covardes querendo me
bater, sou nova aqui e não fiz nada para ninguém.
- É mesmo? Não interessa garota... Você
poderia ser a presidente do país, ainda assim eu acabaria com o seu dia-a-dia.
Bianca e Brenda seguraram Melissa e
Roberta a agrediu fisicamente, machucou seu rosto, estomago. Melissa ficou
muito machucada, caída no chão enquanto Roberta e suas amigas riam dela, ela
gemia e colocava suas mãos nas pastes de seu corpo onde sentia dor.
- Se liga no que eu vou dizer... Se você
contar para alguém o que aconteceu aqui sua vadia... Eu acabo com você. Agora
que foi batizada por nos, você seja a nossa nova cobaia.
Melissa continuou deitada sentido dores
atrás de dores. Ela tentou se levantar, mais não conseguiu e acabou caiando ao
chão novamente.
O recreio tinha chegado ao fim, e os
alunos entraram na sala correndo para começar as aulas. Melissa não estava mais
lá, não estava mais na sala, ficou no banheiro por minutos e minutos, depois de
ter tirado todas as lagrimas dos olhos, e depois de se recuperar “um pouco” das
dores que levou brutalmente, Melissa saiu do banheiro dar passos lentos ate
alcançar sua sala, umas das pernas de Melissa não aquentou a pressão da dor e
ficou sem reação para se movimentar. Melissa gritou de dor, não estava mais agüentado,
quando estava prestes a cair no chão, um menino lindo dos olhos verdes e dos
cabelos castanhos escorridos na testa, á segurou pelos braços fortes olhando em
seus olhos. Ele a levantou colocando ela em uma cadeira do corredor.
- Esta tudo bem com você?
Disse ele olhando-a nos olhos.
- Sim estou. Muito obrigada por ter me
segurado, eu pensei que ali mesmo eu desmaiaria.
- O que aconteceu? Parece que você tomou
uma grande surra de alguém.
- É o que parece.
Assustado olhando-a nos olhos, ele se
aproximou dela colocando sua mão esquerda em seu ombro.
- Nossa... Quem bateu em você? Foi um
menino? Porque se for eu...
Erguendo o seu ponho da altura do queixo
com as mãos fechadas, o menino se irrita com o que fizeram com Melissa.
- Não, não foi um menino... Foi uma
menina, na verdade, três meninas.
Abaixando a cabeça, quase caiando em
prantos, Melissa olha nos olhos do menino.
- Eu nem sei o que eu faço, estou com medo
de denunciá-las e acontecer de novo.
- Não se preocupe, eu vou ti ajudar. Mesmo
que eu ti conheça.
- Depois de muitas conversas eu não
perguntei qual é o seu nome.
- eu me chamo Lucas, e você?
- Melissa.
- Gostei de você Melissa, espero que
sejamos grandes amigos um dia.
- É tudo o que o eu preciso... De amigos
verdadeiros ao meu lado que não venham falar de moda ou objetos ou
eletrodomésticos que compraram.
- Eu ti entendo muito bem, já tive muitos
amigos falsos em minha vida.
Lucas dizia aquelas palavras como se
estive vivendo com os amigos falsos.
- Eu nunca me lembrei se eu tinha amigos falsos
ou não... Todos eram iguais, principalmente os meus pais.
Enquanto dizia, Melissa se lembrava do
passado, em que seus pais nas maiorias das vezes compravam as suas amizades. Em
sua mente ela pensava, “o dinheiro é muito ruim”.
- As pessoas dizem que não podem comprar
felicidade com ele, mais ele domina o mundo de tal maneira que comanda ate a
vida das pessoas.
- Do que esta falando?
Perguntou Lucas sem entender nada.
- Nada... Esqueça. Bem, acho que vou para
a minha sala agora, já estou “melhorzinha”.
- Quer que eu ti acompanhe ate lá.
- Não se incomode minhas pernas estão
meio... Bem você sabe. Até Lucas.
Saindo bem devagar, Melissa se despede de
Lucas e retorna a sua sala.
Chegando á sala, Melissa abriu a porta
lentamente, alguns alunos estavam olhando para ela, e assim colocou sua
primeira perna na sala, a professora já estava lá, estava atrasada, preocupada
com o que a professora diria, e muito brava com o que Roberta e suas amigas
fizeram com ela.
Andando mancando até sua mesa, todos
ficaram em silencio, e assim que perceberam que estava mancando, os risos
tomaram conta da sala.
A professora rígida e de um olhar
imperdoável, gritou com todos.
Os risos pararam, e assim que Melissa se
sentou em sua carteira, Roberta começou a dar risadas de sua perna.
- O que foi Melissa? Machucou-se é?
A sala inteira voltou aos risos, e Melissa
ficou muito envergonhada.
- Quietos suas pestes! Eu já disse para
pararem de rir da menina. E você menina como se chama?
Perguntou a professora se aproximando de
Melissa.
- Eu... Chamo-me Melissa senhora. Melissa
Cobain.
- Sim senhorita Cobain. E eu posso saber o
porquê da senhorita estar mancando.
- Eu...
Melissa olhou para Roberta com um olhar de
rancor e que faria vingança um dia... Mais mesmo assim, ela não poderia se esquecer
das palavras que Roberta disse. Roberta também estava á olhando, pensou que
Melissa não tinha forças suficientes para dizer a professora toda a verdade...
Mais será que ela tinha?
- Eu... Tropecei na escada vinda para a
sala. Mais não se preocupe professora, eu estou bem.
- Quem disse que estou preocupada?
- A senhora perguntou e eu...
- Eu não tenho nada a ver com a sua vida
minha cara, só teme mais cuidado com suas... Atitudes.
A professora Elizabeth era cruel, e sem
coração, Melissa se sentiu horrível depois dos comentários da professora.
Enquanto a Prof.ª Elizabeth estava no
quadro passando a matéria do dia, Jean estava em seu lado, olhando-a fixamente.
Ela se aproximou de Melissa sem que a professora Elizabeth percebesse.
- Oh meu Deus Melissa, o que aconteceu com
você? Sussurrando no ouvindo de Melissa, Jean a olhava estranhamente.
- E u já disse o que aconteceu Jean, eu me
machuquei ao cair da escada.
- Até parece Melissa, o que foi que
aconteceu? Talvez eu possa ti ajudar... Foi Roberta?
Melissa olhou nervosa para Jean batendo a
caneta na mesa com força e diz a ela em voz alta. Os gritos de Melissa para com
Jean são ouvidos por muito e é motivo de risos na sala
- Eu já disse Jean, nada aconteceu comigo,
eu simplesmente me machuquei caindo da escada, será que você não pode
compreender isso? Ou você é muito burra mesmo?
Os gritos de Melissa para com Jean são
ouvidos por muito e é motivo de risos na sala.
Jean fica envergonhada, abaixa a cabeça
com raiva de Melissa, e volta a copiar a matéria.
Melissa olhando-a arrependida olha para um
lado e para o outro, cosa a cabeça e diz a Jean sussurrando.
- Me desculpe Jean. Não foi minha intenção
dar um fora em você. E que eu estou queimando de raiva daquela cachorra da
Roberta.
- Então foi ela? O que ela fez com você?
- Ela e suas amigas ridículas me bateram e
machucaram a minha perna.
- Nossa Melissa, você tem que dar queixa
da Robe...
Interrompendo o que Jean dizia Melissa
sussurrando para Jean.
- Fala baixo Jean! Você quer que ela
escute?
- Ok desculpa. Mais o que você vai fazer a
respeito?
- Eu não sei, acho que vou falar com a
diretora.
- Sim isso é ótimo, mais é bom que você
fale-se com seus pais certos?
- Nada disso... Meus pais são detestáveis.
E seu eu contar para eles, o meu pai pode até me colocar de castigo por eu não
ter me defendido.
- Poxa... Mais eram três contra uma.
- Eu sei... Mais para o meu pai, muito, é
sempre pouco.
Depois que aula acabou, Melissa e Jean
saíram da sala juntas, com as mochilas e cadernos nas mãos. Enquanto estavam no
portão da escola, muitos alunos entravam e saíam. Melissa observou Lucas
conversando com Roberta.
- O que será que a Roberta esta falando
com o Lucas?
Disse Melissa esticando seu pescoço para
vê-los.
- Você conhece o Lucas?
- Sim por quê? Eu o conheço. Falei com ele
no pátio da escola quando ele me salvou, antes de eu ter desmaiado.
- Ele é muito bonito, e é o um dos garotos
mais populares da escola.
- Nossa... Ele não me pareceu tão popular
assim.
A conversa de Lucas e Roberta continuava e
Jean e Melissa estavam aos olhos pregados neles.
- Bem Melissa, para onde vai agora?
- Vou para casa, tenho que esfriar a
cabeça um pouco.
- Ótimo, se precisar... Ligue-me ok.
- Sim. Me da o seu numero.
Jean pegou seu caderno e lápis para anotar
o numero de seu celular e de sua casa para Melissa. Embora a roqueira solitária
parecesse achar aquilo esquisito “no primeiro dia de aula, e já arrumou uma
amiga com direito a telefonemas e tudo”, ela achou ótimo.
- Aqui esta Melissa.
Assim que Melissa estava prestes a pegar o
número de Jean, Roberta passou entra as duas, esbarrando-as, derrubando o
número de Jean ao chão.
- E melhor ficar longe de nos roqueira, se
não já sabe o que pode acontecer.
Lucas se aproximou delas colocando seu
braço direito entre o pescoço e ombros de Melissa.
- Deixe as meninas em paz Roberta, elas
são novas e não estão fazendo nada.
- Ela... A roqueira é nova, mais a Jean
não. Mais eu não me importo. Jean já tomou o seu castigo de novata no ano
passado certo?
Melissa olhou para Lucas sorrindo, seus
olhares se chocaram e Melissa adorava quando ele sorria.
- Não se preocupe Jean e Melissa. A
Roberta e as amigas não vão mais incomodar vocês.
- Isso é justamente porque elas têm medo
de nos.
Disse Brenda segurando sua mochila e dando
risadas com Bianca e Roberta.
Jean segurando o pulso de Melissa, á
olhando nos olhos.
- Vamos Melissa, não temos nada para fazer
aqui.
Melissa continuou andando com Jean ate sua
casa. Ela já estava brava com o que tinha acontecido, não quis esperar nem mais
um minuto na porta da escola com aquelas víboras. As duas começaram a dar
passos mais rápidos ate a casa de Melissa.
- Eu odeio aquela escola, odeio tudo nela,
e principalmente, odeio a Roberta.
- Se acalme Jean! Eu também não gostei
nada dela o que ela tinha me feito. Mais isso não vai ficar assim, não vai
mesmo.
- E o que você pretende fazer Melissa?
Elas são três e nos duas.
- Eu ainda não sei mais eu prometo que me
vingarei, e se as provocações continuarem, eu prometo que acabo com a vida
dela.
- Eu to com você nessa amiga.
- Obrigado Jean. Eu nem acredito que no
primeiro dia de aula eu encontrei uma pessoa tão boa como você.
Jean e Melissa continuaram á andar sobre a
rua. Não demorou nada para chegar à casa de Melissa. Jean ficou surpresa ao ver
o tamanho da casa de Melissa, a família Cobain era realmente rica, mais uma
duvida afrontava a mente de Jean. Porque Melissa estuda em uma escola publica?
Com tanto dinheiro, Melissa poderia comprar toda a educação possível.
Mais para algumas coisas o dinheiro não
comprar tudo, mais para os pais de Melissa o dinheiro era tudo.
- Bem Jean, essa é a minha casa, não
repara a bagunça ta.
- Que bagunça?
A casa brilhava como um diamante novo,
muitos objetos históricos, e uma tiveram do tamanho de uma janela. Melissa
levou Jean ate seu quarto. Não era muito espaçoso mais tinha tudo o que a jovem
queria e gostava pôsteres de banda de rock colados na parede, o quarto tinha
uma TV, banheiro, uma cama redonda, e ursos de pelúcias colocados no armário.
As duas se sentaram na cama e começaram a
conversar sobre música.
- Qual tipo de música você curti?
Perguntou Melissa.
- Eu curto um pouco de rock e um pouco de
pop.
- Eu só curto rock. Gosto mais das bandas
clássicas.
- Eu também. Mais não tanto como você.
- Qual é a sua banda preferida?
- AC/DC. E você?
- As minhas três favoritas são... Black Sabbath, Nirvana e Led Zeppelin.
- Eu também curto muito essas bandas.
- Ta a fim de fazer o que?
- Eu não sei... Porque a gente não coloca
uma musica pra animar.
- Ta ok.
Melissa, pois no seu DVD uma musica da
banda Led Zeppelin. Dançando e cantando com penteadeiras nas mãos de acordo
com a musica, as meninas gritavam e pulavam na cama.
Depois da musica elas ficaram lendo
revistas e admirando os galãs de novela, comeram besteiras, e se divertiram muito.
As horas passaram como um raio, Jean não
poderia se atrasar para chegar a sua casa. Elas arrumaram tudo e Melissa desceu
as escadas com ela para levá-la até sua casa.
- Olá Melissa, tudo bem filha? Quem é a
sua amiguinha?
Disse Márcia à mãe de Melissa com um
caderno e canetas nas mãos.
- Oi mãe, essa é a Jean, eu conhece ela
hoje e já nos tornamos amigas.
- Olá senhora Cobain, como vai?
Disse Jean apertando a mão de Márcia,
largando um sorriso em seu rosto.
- Estou ótima Jean obrigada. É ótimo ver que
a minha filhinha já encontrou uma amiga, é disso que ela precisa.
- Bem eu vou indo, foi ótimo conhecer a
senhor.
- Eu que agradeço por ter ti conhecido
Jean. Até.
- Adeus.
Melissa acompanhou Jean ate a porta da
frente, enquanto andavam dando passos lentos, elas conversavam.
- Jean... Eu acho que eu estou apaixonada.
- Serio? Por quem?
- Pelo Lucas.
A cara de Jean não parecia boa o bastante
para concordar com a... “idéia”.
- Não está não.
- E porque não?
- Você não pode gostar dele amiga.
- E porque não Jean? Ele é lindo,
simpático, educado é tudo que eu quero.
- Não Melissa.
- Meu Deus Jean! ... Porque eu não posso
ter nada com ele?
- Porque ele é um dos cúmplices da
Roberta.
- Tem certeza disso?
- Claro você não viu na porta da escola
quando eles estavam juntos?
- Eu pensei que só estavam conversando
como pessoas normais.
- Aprende uma coisa sobre a Williams
College... Qualquer pessoa que estiver conversando com a Roberta, e se ela não
estiver morta ou de olho inchado, é um dos cúmplices.
Melissa ficou parada por alguns segundos
pensando... “será que vale mesmo a pena eu gostar de um garoto que me vai fazer
apanhar na escola? Mais será que ele seria mesmo capaz de tal atrocidade? Ele
me ajudou quando a safada da Roberta me bateu... eu definitivamente não sei o
que eu faço.”
- Eu não vou me meter na sua vida, eu só
espero que você faça a coisa certa. Obrigado por eu vir a sua casa, adeus
Melissa ate amanha.
- Tchau Jean.
Se despedindo de Jean, Melissa voltou para
dentro de casa e subiu para o seu quarto. Deitou-se na cama e pensou por horas
se era mesmo confiável ela se apaixonar por... Lucas.
Na manha seguinte, ela se levantou da
cama, tomou seu banho e se aprontou para ir á escola.
- Mãe porque o papai não pode tomar café
com a gente?
Disse Melissa tomando seu café da manha
com sua mãe.
- Eu não sei filha... Ontem ele não
apareceu e nem agora.
Com cara de preocupada e desconfiada, a
mãe de Melissa olhava de um lado para o outro e ficava pensando onde o seu
marido poderia estar.
- Por favor, meu Deus, não permita que
aconteça o que eu estou pensando, ele não pode, não deve, estar...
- O que foi mãe? Ele quem?
- Ninguém filha, deixe pra lá. Já esta
pronta para ir pro colégio?
- Sim. Vamos logo.
Melissa terminou o café com sua mãe
entrando no carro em direção a escola. Melissa chegou á sua casa ontem sem
tocar no assunto de ter apanha por Roberta e mais duas garotas, ela pensou que
sua mãe não suspeitaria mais... Acabou caindo do cavalo.
- Melissa... Você pode me explicar porque
você chegou mancando ontem depois da escola?
- Eu não cheguei mancando mãe. E tem mais,
a senhora nem estava em casa ontem quando eu cheguei.
- Eu não preciso estar em casa para
observar a senhorita mocinha, meus olhos são mágicos.
- É são mesmo, e eles se chamam Ferdinando
certo?
- Você não gosta dele?
- Mãe eu adoro o Ferdinando... Mais quando
ele foi trabalhar lá em casa ele ficou muito fofoqueiro.
- Filha ele ti observa porque ele me conta
às coisas que você não me conta meu amor.
- Há mãe ele ta chato ate de mais.
Dando risadas, Márcia continua dirigindo
ate a escola de Melissa. O transito estava um caos. E significaria que só um
milagre as tiraria de lá.
- Esta bem. Eu conto o que aconteceu.
Melissa preferiu mentir, não queria contar
nada a sua mãe no momento. Mais o que ela poderia dizer? Ela detestava mentir
para os outros e principalmente para os seus pais.
- Eu me machuquei caindo da escada da
escola.
- Serio? E alguém rio de você?
- Sim... Toda a escola.
- Oh minha filha não se preocupe, aposto
que já esqueceram tudo. Eu garanto.
“Será que é possível o povo se esquecer de
uma historia e um fato que nunca existiu? Há esqueça isso Melissa, pelo menos
minha mãe acreditou na historia mal lavada”
Assim que chegou à escola, ela se despediu
de sua mãe e entrou no colégio. Vendo todos aqueles meninos e meninas com os
uniformes da Willians College. Os meninos de causas azuis com camisas
brancas e com gravatas das cores vermelhas e brancas, e alguns com blazers
pretos com o símbolo da escola. As meninas usavam saias xadrez vermelhas e
brancas, acima de seus joelhos, com camisas brancas, usavam gravatas borboletas
pretas e algumas usavam os blazers pretos. Como Melissa.
Melissa estava à procura de Jean mais não
conseguiu achá-la. Continuou andando Roberta e suas amigas esbarram em Melissa
sem olhar para trás. É claro que elas queriam fazer isso de propósito. Afinal
Roberta não gosta de Melissa e vai fazer de tudo para transformar a vida dela
em um verdadeiro inverno.
Os meses se passaram, e Melissa estava
sofrendo muitos bullyings, ela não aquentava mais, mais o amor que ela sentia
por Lucas florescia a cada vez mais. Jean não agüenta mais ficar apanhando,
sendo humilhada por Roberta junto com Melissa. Quando tentavam revidar as
coisas pioraram. Aram as palhaças da escola.
Mais uma coisa boa estava por vir... O
baile de outono da escola. A maioria dos meninos e meninas já estava com seus
pares. Melissa queria muito ir... Mais quem poderia chamar?
- Eu estou querendo muito ir ao baile de
outono, mais não tenho ninguém para convidar, ainda mais que eu sou a garota
que é sempre saco de pancadas da Roberta.
Disse Melissa, enquanto estava almoçando
no refeitório da escola conversando com Jean.
- Sim. Mais eu sei quem você pode chamar.
- É mesmo? E quem? O Lucas?
- Ele mesmo. Ou vai dizer que você não é
mais afim dele?
- Eu ainda gosto dele sim. Mais eu tenho
certeza que a Roberta vai com ele. Ela é muito afim dele também, e é um dos
garotos mais lindos da escola.
- E se ele ti convidar? Talvez... Talvez
ele ti convide ou você mesmo possa convidá-lo.
- Você esta louca? Eu não posso
convidá-lo, a minha vergonha não permitiria. E ele vai ir com a Roberta eu
aposto.
- Sei não hein. To sentindo que ele vai ti
convidar, você é linda se feste bem e é muito inteligente, e assim que estiver
com ele nos braços. Não espere para beijá-lo ok?
- Você é louca se acha que ele vai me
convidar
As meninas já estavam saindo do refeitório
com suas mochilas em mãos. Caminhando em direção a sala de aula. Quando Roberta
passa de mãos dadas com Lucas, Melissa fica triste e desapontada. Segurando o
braço de Jean ela diz quase chorando.
- Você viu Jean. E por essas razões que
ele nunquinha iria me convidar.
- Você tem que ter um pouco de pensamentos
positivos amiga.
- Eu tenho isso de sobra, acontece que eu
tenho o senso do ridículo.
As meninas entraram na sala de aula
juntas, enquanto as duas retiravam os cadernos e canetas da mochila, a diretora
entrou na sala interrompendo o professor dizendo sobre o baile de outono.
- Bem meninos e meninas... O baile de
outono está chegando. E queremos ver todos vocês lá, então meninos, criem
coragem e convidem as meninas antes que outros meninos façam isso. Os ingressos
estão sendo vendidos, e como hoje é final de semana, e o baile é no domingo...
É melhor se apresaram.
A diretora se despede de todos e sai da
sala, o professor continua a passar a meteria na lousa.
Enquanto Melissa copiava a matéria, ela é
recebida com uma bolinha pequena de papel, mandada por Roberta, os olhos delas
se encontram e Melissa fica irritada com isso. Roberta pede para que se abra o
papel mandado por Roberta, Melissa não deixa a curiosidade de lado e abri o
papel que estava escrito...
Todos vão ser convidados... Menos
você. O
Lucas vai me convidar. Isso eu não tenho dividas... Sabe aonde você vai passar
o dia do baile? Na sua cama chorando rios de lagrimas enquanto eu estarei
dançando com o garoto que você gosta. Esse é o lema da vida Melissa... Os
fortes vencem o os fracos... Morrem.
Lendo aquela carta escrita com as linhas
tremidas. Melissa ficou com muita raiva de Roberta, e queria muito dar o troco.
Se Melissa sai-se com Lucas... Nenhum garoto queria sair com Roberta com medo
dela. E Melissa queria que ela sofre-se.
- Jean eu tenho uma idéia ótima.
- O que?
- Eu irei convidar o Lucas para o baile
comigo.
-
Tem certeza?
- Sim. Eu quero me vingar de certa
“pessoa”.
- Estou vendo que você tem certeza. Só...
Tenha cuidado com o que você vai fazer hein.
- Eu terei.
Depois da aula, os alunos saíram da sala
de aula e estava prestes á ir embora para suas casas. Roberta esperava Lucas no
portão da escola, enquanto ele ainda estava colocando sua mochila em suas
costas e partindo em direção a Roberta.
Melissa o parou chamando-o, ele
rapidamente olhou para trás olhando nos olhos de Melissa. Ele a esperou ela vir
ao seu encontro, ela estava junto com Jean, e finalmente as duas se aproximaram
de Lucas.
- Oi Lucas, você lembra-se de mim certo?
- Sim Melissa. Estava pensando em você
hoje.
- Bem gente eu já estou de saída, te
espero La fora Melissa.
- Tchau Jean.
- Até Jean.
Jean se despediu dos dois, caminhando em
direção ao portão da escola.
- Bem Lucas eu... Ti chamei por que... Eu
quero ti pedir uma coisa.
- Ok diga.
- Você quer ir ao baile de outono comigo?
Lucas ficou parado pensando por alguns
segundos, ele não sabia o certo o que decidir. Roberta também já tinha
convidado-o para o baile mais ele disse que iria pensar. Melissa era linda,
muito mais que Roberta, os dois combinavam muito. Mais chega de pensar, Lucas
já tinha se decidido.
- Você quer mesmo ir ao baile comigo?
- Sim quero muito, mais eu fiquei sabendo
que você vai com a Roberta.
- Não vou mais eu vou com você.
- Serio?
- É serio. E então que horas eu posso ir
te buscar?
- O baile é as 20:00 da noite então pode
me pegar as 20:20, não quero chegar cedo de mais.
- Ta ok. Estarei lá.
- Vou bem bonita e elegante. Pode deixar.
- Nem precisa, você é linda todos os dias.
- Eu? Quem dera.
Os dois se despediram e quando foram para
o portão da escola, Lucas se separou de Melissa e foi para sua casa com
Roberta.
- E então? Ele aceitou?
Disse Jean andando com Melissa ate suas
casas.
- Aceitou a que?
- A sair com você no baile? Ele aceitou?
- Nosso você é esperta em.
- Sim.
As duas caíram na gargalhada e continuaram
a andar.
- E você? Com quem vai?
- Eu não vou poder ir. Tenho que sair com
meus pais para a casa do meu avo visitá-lo
- Poxa amiga. Eu queria muito que você
fosse.
- Eu nunca fui ao baile de outono Melissa.
Eu não conseguir arrumar um par.
- Espero que próximo ano você consiga.
Melissa foi para sua casa. Mais Jean não
estava com ela. Queria que a noite de sexta e as horas de sábados passassem
voando.
Ele não queria contar a ninguém com quem
iria à festa. Só estava muito entusiasmara por ter convidado Lucas e ele ter
aceitado o seu convite.
Sexta e sábado se foram, e no domingo de
manha ela estava assentada na mesa tomando seu café da manha com sua mãe e seu
pai.
- Querido o que aconteceu? Você chegou as
três da manha hoje.
Perguntou a mãe de Melissa. Muito
desconfiada.
- Eu peguei plantão na empresa querida. Eu
liguei para você dizendo.
- Querido... Aquela empresa é sua. Você
sai e entra a hora que você quiser. Você nunca pegou um plantão á seis anos.
- Eu sei amor. Mais as coisas não
funcionam assim. Eu tenho que cumprir com as obrigações da empresa. Se não eu
posso perdê-la.
A mãe de Melissa estava mais desconfiada
do que de costume. Alguma coisa estava acontecendo... Mais o que?
- E agora com a licença de todos. E irei
trazer dinheiro para casa... Eu posso querida?
Ele sorriu sarcasticamente. E olhando nos
olhos de sua esposa. Esperando sua resposta.
- Sim você pode ir. Vai chegar atrasado de
novo?
- Vou fazer um esforço para não conseguir.
Ele se retirou da casa. E foi para a
garagem para pegar seu quarto e sair para o trabalho. Melissa e sua mãe
continuaram ali.
- Mãe... Eu ti contei que hoje é o baile
de outono da minha escola?
Márcia ficou calada por alguns minutos pensando
no pior. E ela não queria o pior.
- Mãe? Você está bem?
- Estou filha. Sim estou. Você dizia?
- Hoje é o baile da minha escola e eu
irei.
- Ok filha. Com quem você vai?
- Com menino chamado Lucas ele fira as
20:20 para me buscar.
- Ok não se atrase.
Márcia e Melissa saíram da mesa.
Arrumaram-se e se preparam para ir as comprar a busca de um vestido lindo e
elegante.
Quando voltaram.
Melissa teve um dia de princesa. As horas passaram voando, já eram oito horas
em ponto, e Melissa estava pronta finalmente á espera de Lucas. Estava nervosa
e com medo. Não queria ficar plantada em casa a noite toda. Mais as oito de
vinte e cinco ele apareceu com o seu carro
Cruze
Sport6 2014. Ele saiu do carro e foi á porta de Melissa, levando um buque de
rosas brancas e uma caixa de bombons. Estava por sinal bem elegante. Usava uma
camisa branca gola V com um blazer preto por cima. E uma calca social preta e
sapatos.
Márcia o
recebeu e os dois se sentaram no sofá juntos.
- Muito
prazer... Lucas certo?
- Sim senhora.
Eu me chamo Lucas. E... Melissa já esta pronta?
- Quase. Ela
esta no quarto.
Melissa desceu
as escadas. Estava confiante e se sentindo maravilhada, seria a primeira vez
que irei ao um baile.
Vestido era lindo. Era preto tomara que
caia com duas linhas brancas no final. Ele vinha ate o joelho de Melissa. E
tinha um laço branco á altura da barriga.
Também usava um salto preto cm brilhos na
ponta. Seus cabelos estavam cortados ate os ombros e estavam enrolados e
soltos.
- Ola Lucas. Você esta lindo.
- Você também esta muito linda Melissa.
Os olhos deles se encontraram. Melissa
segurou nas mãos de Lucas e os dois foram de encontro á porta da frente.
- Bem. Se divirtam e cuidem-se. Tchau.
Melissa, cuidado com á hora ouviu mocinha.
Disse Márcia se despedindo dos meninos que já
estavam dentro do carro.
- Ok mãe. Tchau.
- Obrigado senhora Cobain. Ate mais.
Eles foram para a escola, o caminho era um
pouco longe mais aproveitaram o tempo para conversar.
- Me desculpe pela a minha mãe. Ela é um
pouco... Exagerada ate de mais.
- Não se preocupe... Todas as mães são
iguais.
Ele continuou dirigindo, estava corretamente
a velocidade permitida na rua. Ele olhava todo o tempo para ela quando iria
dizer alguma coisa. Mais prestava atenção ao volante
- Eu pensava que você não iria ao baile
comigo.
- E porque pensou isso?
- Eu não sei... Pensei que você iria com
Roberta. Afinal, ela irá ao baile?
- Eu não sei. Ela tinha me convidado, mais
disse que iria com você.
- Essa não!
- O que foi?
- Ela vai acabar com a minha raça amanha.
- Não se preocupe, eu não permitirei que
ela faça nada com você.
Melissa sorriu, e segurou na mão de Lucas.
Os dois sorriram e finalmente chegaram á escola.
Lucas saiu do carro e abriu a porta para
Melissa. Eles entraram de mãos dadas e cumprimentaram todos que ali estavam. Os
dois juntos eram chamados de olhares dos jovens. Lucas, um dos garotos mais
populares da escola com uma escrava e maltratada por Roberta... Juntos?
Assim que entraram no salão, avistaram
Roberta com suas amigas. Ela estava brava ao ver Melissa com Lucas.
- Aquela ali é a Melissa Cobain? Com o
Lucas?
Disse Brenda olhando Melissa e Lucas
enquanto eles dançavam na pista.
- São eles mesmos. Eu vou matar essa
garota.
Disse Roberta brava.
- Mais quando você vai fazer isso? Amanha
certo?
Disse Bianca olhando fixo nos olhos de
Roberta.
- Não hoje mesmo.
Durante o baile, Melissa foi ate o
banheiro para retocar a maquiagem.
De repente, ela foi atingida por um bastão
basebol. Que a desmaiou na hora.
Ela acordou em uma ponte de madeira,
antiga, perto do colégio onde o baile acontecerá. Estava caída ao chão. Olhou
para os lados mais não encontrou nada. Ela se levantou lentamente. O rio abaixo
da ponte estava nervoso, as correntes estavam fortes e quase subindo na ponte.
Ela não entendia o que estava fazendo na ponte, quando olhou para o começo
dela, Roberta estava a sua espera sorrindo sarcasticamente e indo a sua
direção.
Ao outro lado da ponte Bianca e Brenda
estavam à espera de Melissa. Ela estava com medo e também aterrorizada.
- Eu disse pra você prestar bem atenção
quando vai pegar alguma coisa minha.
Disse Roberta se aproximando de Melissa.
- Aponte é fraca. Iremos cair Roberta.
Disse Melissa se afastando de Roberta,
passos por passos quando esbarra com Brenda e Bianca atrás dela.
- Você que irá cair sua cretina.
Disse Bianca empurrando Melissa de leve.
- O que vocês querem? O que eu fiz com
vocês?
Melissa estava confusa. Queria saber o que
tinha acontecido. Porque Roberta a tratava assim?
- Você saiu com o Lucas. E o beijou na
festa. Eu sempre fui apaixonada por ela e você estragou tudo sua roqueira
safada. Você vai morrer garota.
- Eu posso muito bem resolver isso sozinha,
só eu e você Roberta.
Roberta á olhou fixamente, elas estavam
cara a cara, Bianca retirou uma faca de seu bolso e á encravou nas costas de
Melissa. Ela caiu ajoelhada na ponte e Roberta á esfaqueou muitas vezes. Ela
estava gritando de dor e estava morrendo aos poucos. Roberta a jogou pela
ponte. O corpo de Melissa não boiou pela água desceu e afundou direto ate a
pequena cachoeira. Que levava a praia.
- Roberta... Será que nos fizemos uma
coisa boa?
- É claro Bianca. Essa garota já deferia
ter morrido á anos. Depois dela a próxima será a Jean.
- Jean? Ela não Roberta. É melhor eu ir
embora ok.
Disse Brenda se virando e saindo da ponte
com Roberta e Bianca.
Quando saíram da ponte, Roberta segurou o
braço de Brenda com força e á olhou nos olhos dizendo...
- Nos teremos que matar a Jean e... O
Lucas. Porque eles são as únicas pessoas que suspeitariam que nos assassinaram
a Melissa. Isso ficara entre-nos. Você me ouviu Brenda?
- Sim. Ficará entre-nos.
- Ótimo.
As meninas retornaram a festa. Roberta
tirou Lucas para dançar. Enquanto Brenda e Bianca dançavam com seus pares.
- Onde está a Melissa Roberta? Você há
viu?
Disse Lucas enquanto saia da pista de
dança com Roberta ate o jardim.
- Ela foi embora, ele disse que não queria
mais ti ver porque você é muito... Como posso dizer... Muito simples pra ela.
Eles estavam sentados na cadeira do
jardim.
- Simples? Como assim?
- Eu não sei explicar direito, só sei que
ela foi embora e não quis mais ti ver.
- Será que foi alguma coisa que eu disse?
- Eu não sei.
- Ela tinha ate me beijado, estava
querendo muito me beijar sabe. Olha Roberta eu já vou.
- Não fica. Fica comigo.
- Não eu... Não to me sentindo bem.
- Está bem. Adeus então. Ate amanha.
Lucas foi para casa muito desapontado, ele
não quis passar na casa de Melissa. Foi para casa dormir para acordar cedo para
amanha.
O corpo de Melissa estava totalmente
sangrento. No lago. De repente ela acordou em um quarto com gramas altas negras
ao chão. As paredes estavam velhas e quebradiças, uma janela estava aposta no
quarto, mais foi tampada com madeiras e uma luz vinha dos pequenos buracos da janela.
Ao quarto avia um piano e um espelho na
parede, o espelho parecia antigo e com uma margem muito feia da melhor
qualidade, meus cabelos estavam pretos de lisos. Melissa estava usando um
vestido preto, que iria ate o joelho, usava também botas pretas que iriam ate
sua canela.
Usava também um, sobretudo jeans de manga
ate o joelho.
Ela estava perdida, não sabia se estava no
céu ou no inferno. Ela conseguiu quebrar as madeiras que estavam na janela. Só
avia madeiras pregadas tampando a janela. Mais Melissa ás quebrou. Uma luz branca
saiu da janela, e iluminava a metade do quarto, a luz queimava a pele de
Melissa. Ela gritou de dor e se afastou da luz ficando em baixo do piano onde a
luz não tinha efeito.
Quando ela menos esperou a janela foi
fechada pelas mesmas madeiras que Melissa retirou. Mas madeiras levitaram ate a
janela e a fecharam.
Ela se retirou de baixo do piano e se
levantou sem entender nada.
O piano começou a tocar sozinho, Melissa
se aproximou dele e o tocou, mais ele continuou a tocar.
Uma voz reluzente de uma mulher surgia de
dentro do piano, á musica era linda Melissa continuou á ouvir a musica ate o
fim.
Á
musica dizia...
Eu me afastei para
enfrentar a dor
Fecho meus olhos e me
afasto
Do medo que nunca
encontrarei uma maneira de curar minha alma
E eu vagarei até o fim
dos tempos
Arrancada de você.
Meu coração está
partido
Durma docemente meu
anjo negro
Livra-nos da posse da
tristeza (sobre meu coração)
- Onde estou? O que esta acontecendo comigo?
Essa musica reduz a minha vida. Eu me lembro de ter
morrido esfaqueada por aquelas vacas. Mais não me lendo o que tinha acontecido
comigo.
Ela se sentou ao chão sobre os matos negros e
começou a pensar como, quando, veio parar naquele lugar... E também... O que é
esse lugar?
De repente, uma fumaça negra pequena começa a se
ressoar em cima do piano, e é feita uma coisa horrenda encapuzada toda de preto
e magra e que levitada sobre o quarto, era horrível. Parecia que toda a
felicidade sumiu-se do mundo com a presença da coisa encapuzada.
A coisa carregava em suas mãos uma caveira, não
olhava nos olhos de Melissa...
Apenas continuava a olhar para a caveira, á
admirando-a.
- Olá?
- Olá Melissa. Mais conhecida como... “A tola de
todos”.
- A tola de todos? Como assim? O que eu estou
fazendo aqui?
A criatura encapuzada desceu do ar, e caminhou
sobre o piano mais ainda não revelou seu rosto.
- Você está morta Melissa. Aqui é o quarto da
morte. Ou melhor, dizendo... O meu quarto.
- Você é a morte? Eu não sabia que seria tão
horrível.
- Todos digam a mesma coisa...
Ele revelou seu rosto, era uma caveira humana, sem
pele, e apenas ossos em sua fronte.
- Oh meu Deus! O que você é?
- Eu já disse. Eu sou a morte e eu levei você
comigo.
- Eu ficarei para sempre aqui?
- Não. Eu gostei de você e quero ti fazer um
presente mortal com muito sangue.
- O que? Posso saber?
- Eu permitirei que você mate as meninas que
mataram você.
Melissa permaneceu a pensar no assunto, ela não
saberia se seria uma boa ou ruim.
- Eu estou louca para matá-las. Mais eu acho que
seria muito ruim para mim. Eu... Nunca seria capaz de matar uma pessoa.
- Você poderá sim. Você é um espírito das trevas.
Não tem mais vida. Como eu.
- Eu não sei.
- Eu estou dando a oportunidade de você se vingar.
Isso eu não oferecia, ofereço e oferecerei a ninguém.
- Eu tenho medo... Como posso ti chamar?
- Assassino.
- Ótimo... Assassino... Eu... Aceito tudo isso.
Mais porque está me ajudando para que eu me vingue? Eu continuarei morta? O que
acontecerá comigo?
- Eu permitirei que você volte a ter a sua vida.
Mais sem as pessoas para lhe atormentavam.
- Isso é serio?
- Sim. E então tola de todos? Está disposta a
acabar com aquelas que ti tornaram uma tola?
- Sim.
- Mais nada são flores na vida, eu quero algo em
troca.
- O que?
- Para você se vingar e voltar ao mundo dos
mortais, você terá que... Matar uma pessoa pra mim.
- Quem?
- As opções são... Sua mãe, seu pai, sua amiga
Jean, ou Lucas.
- Eu não conseguirei matar nenhuma dessas pessoas
assassino. O que farei?
- Eu deixarei que você escolha... Lembre-se, o
primeiro toque no espelho e você matará aquelas que mataram você. O segundo
toque, você me trará uma alma. Das escolhas que eu á disse. E no terceiro...
- O que acontece no terceiro?
- Você decidirá que quer ficar no mundo ou vir
comigo e juntos continuaremos a tirar as vidas das pessoas que á estão em seu
toque de recolher.
Ela foi de encontro com o espelho, ó olhou
fixamente. Assassino estava atrás dela, á olhando de acordo ao espelho, ele
nada fez, mais continuou á olhar para ela.
- E então? O que me diz Melissa?
Melissa deu seu primeiro toque no espelho, ele deu
uma rachadura forte não quebrou a luz branca e reluzente saia do espelho e tudo
sumiu na luz.
Durante as aulas na escola de Melissa, todos já
estavam sabendo de sua morte. Ouvi projetos e a escola fez um enorme memorial
em nome dela. Os pais de Melissa estavam arrasados e chocados com a morte da
menina, Brenda e Bianca estavam se sentindo muito mal por terem feito aquilo
com Melissa, mais o segredo entre as três assassinas continuou.
Lucas também estava arrasado com tudo aquilo, ele
foi o ultimo garoto á beijá-la, estava se sentindo horrivelmente culpado. Em
sua mente ele não pensava outra coisa. “eu
devia estar lá com ela, eu devia ter procurado-a quando ela saiu. Tudo isso é
culpa minha”.
Na terça feira, a escola ainda falava sobre a morte
de Melissa. O inteiro dela seria no domingo, o pai de Melissa não permitiu que
Lucas fosse. Ele dizia que Lucas era o culpado por eles terem perdido sua filha
querida.
Na quarta feira, outra polemica se espalhou pela
escola, a aluna Brenda foi assassinada. Ninguém sabia o porquê, apenas
encontram o corpo dela em seu quarto, completamente esfaqueada, com sangue
escrito com foca em seu braço “vingança”.
Na quinta feira, outra aluna também foi morta do
mesmo jeito de Brenda. Bianca foi também esfaqueada com facas de carne. E
também com sangue escrito com faca em seu braço “vingança”.
A escola estava apavorada, todos estavam com medo.
Quem seria o próximo? Quando o próximo morrera? Eu serei o próximo?
As aulas foram suspensas por uma semana. Ate dos
diretores e professores resolverem tudo aquilo.
Roberta estava com medo e apavorada. As duas amigas
teriam morrido do mesmo modo, será que com ela seria a mesma coisa? Brenda foi
uma coincidência, pessoas morrem todos os dias. Mais Bianca também?
Roberta estava deitada em sua cama, pensando na
morte de Melissa. Ela estava se sentindo muito mal com o que fez. Sua TV estava
ligada, ela á desligou apagou seu abajur e se virou para tentar dormir. A luz
da rua que passava pela janela ainda não deixava o quarto totalmente escuro.
De repente uma fumaça negra sobre ao quaro, saindo
de baixo de sua cama, ela acende o abajur e grita por sua mãe, mais ela não
aparece.
De repente tudo ficou escuro, ela não sabia o que
fazer, quando as luzes se acenderam nova novamente, Melissa estava em cima de
sua cama á olhando nos olhos, Roberta ficou branca de medo, Melissa sorriu e
escureceu o quarto novamente. Depois de dois segundos as luzes se acenderam e
Roberta estava morta. Esfaqueada completamente.
- Ótimo Melissa. Você conseguiu, agora já sabe quem
irá me trazer?
Disse assassino enquanto estava com Melissa ao
quarto da morte.
- Sim assassino. Trarei-te o meu pai. Eu descobri
que ela traia minha mãe com outra mulher e quero matá-lo.
- Ótimo. Pois então vá buscá-lo.
Melissa tocou o espelho pela segunda vez, e o
rachou e a luz reluzente se espalhou. Conseguiu matar seu pai e trazer sua alma
para a morte.
Quando conseguiu fazer tudo ela comemorou.
- Eu consegui. Você viu. Eu me livrei de tudo e de
todos.
- Muito bem. Agora esta na hora de decidir qual
caminho você quer tomar. Ficará comigo ou junto dos mortais?
- Mais agora? Não pode me dar um prazo?
- Sinto muitíssimo, mais o espelho é um portal e
ele não demora em ficar aberto. Ela pode fechar a qualquer momento. Você terá
que decidir logo.
- Pode me dar uns minutinhos?
- Você tem dois minutos, se não correr o portal se
fecha e você voltará á vida.
- Ok. Eu não demoro. Eu já sei o que eu quero.
- Eu sabia que escolheria isto.
Ao quarto de Lucas. Estava ele em seu computador
fazendo o trabalho da escola. A escola esta suspensa por uns dias, mais ele
teria que fazer uma redação. Como nunca deixava nada para depois, ele começou a
fazer a redação, mais não conseguiu terminá-la. O monitor ficou completamente
negro. Ele não entendia o por quê. Apertou os botões do teclado e do monitor
mais nada do computador ligar, der repente, o monitor apareceu uma imagem de um
espelho, o mesmo espelho do quarto da morte onde Melissa estava.
Ele por curiosidade tocou no monitor e a imagem fez
o espelho se rachar em pedaços, fazendo com que uma luz branca e reluzente
inunda-se todo o quarto. Quando tudo voltou ao normal, ele estava sentado á sua
cama, com Melissa em seu lado.
- Ai meu Deus!
- Calma. Sou eu mesma. Eu preciso que você faça uma
coisa por mim.
- Ai meu Deus!
Ele não dizia nada. Estava muito aflito.
- Por favor, me ouça Lucas. O favor que eu quero
que você faça é muito simples.
Ele se levantou, continuou olhando para Melissa de
cima a baixo e andando para os lados no quarto.
- Ai meu Deus, eu to vendo ela... Eu to vendo a
Melissa.
Melissa o agarrou firme olhando em seus olhos.
- Me escuta Lucas. Eu se que agora você está
confuso, mais essa aqui sou. Você não está louco. Ouça-me, eu preciso que você
entregue uma rosa branca em minhas mãos quando for meu enterro. Descubra um
jeito de colocar em minhas mãos ok.
- Eu não sei...
- Por favor, Lucas. Faça isso por mim ok. Eu tenho
que ir, eu não poderei demorar muito tempo aqui, por favor, faça isso por mim.
Melissa o
beijou lentamente, seus toques e trocas de beiços foram mágicos, ela se
despediu dele e a luz branca entrou na casa novamente. E quanto tudo voltou ao
normal, Melissa não estava mais lá.
O domingo chegou rápido, e o enterro de Melissa já
estava prestes á acontecer, todos estavam ao velório, família, amigos,
parentes. Lucas conseguiu entrar escondido com a ajuda de Jean.
Ele conseguiu colocar a rosa branca nas mãos de
Melissa, ele saiu correndo ante que todos o vissem.
Depois do velório, o corpo de Melissa continuou
enterrado, as 00h00min. Á mesma rosa branca destro do caixão começou a brilhar
e se despedaçar em pingos de rosas parecendo líquidos. Os pingos passaram por
tudo o corpo de Melissa. Ela estava branca como a neve, mais do que Cosme, De
repente ela corda do caixão como olhos brancos, completamente brancos. E sorri.
Sentiria que algo ainda estaca para acontecer.
Escrito por: Alexsander Silva Luiz