quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Demônios a solta



Demônios a solta
Continuação...

O visitante
Ao amanhecer, os irmãos acordaram, porém ainda não se falavam, nem mesmo olhavam nos olhos um do outro. O silêncio reinava no ambiente. Quando o relógio marcou exatamente 8h da manhã ouviram uma batida na porta. Drake foi abrir a porta e um senhor desconhecido estendeu suas mãos e o olhou dizendo
 - Você tem alguma comida para me dar meu jovem? Faz dias que não como nada.
Drake era muito inocente e gentil. Naquela situação sentiu muita pena do homem e o convidou a entrar em sua casa para comer alguma coisa. Near era muito astuto e por isso era meio arrogante algumas vezes. Logo desconfiou que o sujeito estivesse armando alguma coisa. Rapidamente foi a cozinha antes de Drake. No momento que Near chega à cozinha disfarçadamente ele pega uma faca que estava na pia e a guarda na cintura por baixo da camiseta, sem que os outros dois vissem. Quando todos estavam na cozinha Near diz ao sujeito...
 - Não temos muita coisa, mas acho que há suficiente para nós três.
 O sujeito diz á Drake com um sorriso torto
- Muito obrigado. Nossa, que inconveniência da minha parte, nem mesmo me apresentei a vocês. Meu nome é Marshall Taylor. Muito prazer.
 No instante que Drake iria responder a Marshall, seu irmão Near se antecipa e devolve com muita arrogância
 - Não precisamos saber quem você é e nem você precisa saber quem nós somos. Apenas coma de uma vez e saia daqui rápido.
 Drake argumenta com um tom de voz mais rígido
 - Não seja tão grosseiro Near, ele precisa se alimentar. Não aja como um estúpido. Marshall não dê ouvido a ele, fique aqui o tempo que precisar. Ele é assim mesmo. Marshall olha na direção de Near e em seguida diz
 - Ele está certo, eu não deveria ter incomodado, nem mesmo ter entrado na casa. Vocês não fazem idéia do que eu posso fazer aqui.
 Der repente à pele de Marshall começa a cair de encontro ao chão. Ele acaba de se transformar em uma criatura grotesca e assustadora de pele vermelha. A sua cabeça possuía dois chifres acima das orelhas que apontavam na direção de seus olhos. Em seu nariz havia um corte exatamente no meio e a única coisa que o unia era uma argola enorme. Seus braços, suas pernas e o seu tórax possuíam ossos para fora da carne. O odor emanado era muito forte. Era o mesmo que enxofre. O que mais assustou os irmãos foram os olhos que eram completamente negros e a cauda enorme que era composta de espinhos. Drake sentiu um pavor que nunca havia sentido antes. Todo seu corpo começou a tremer.

 Já Near ficou observando cautelosamente. Marshall soltou um rugido que fez o ar vibrar e avançou em Near que acabou caindo para trás. A faca não o perfurou, apenas o cortou de raspão. Vendo isso, Drake viu que o irmão corria perigo e resolveu pegar uma cadeira próxima dele. Correu desesperadamente ao socorro do irmão e bateu muito forte em Marshall com a cadeira. A cadeira quebrou-se em vários pedaços, no entanto, Marshall não sentiu absolutamente nada. Ao invés disso voltou-se para Drake e pegou-o pelo pescoço. Agora Drake corria perigo. Near se levanta e parte para cima com a faca empunhada na mão. Ele é muito rápido e preciso. Parecia Ézio personagem do game Assassin’s Creed. Em poucos segundos conseguiu perfurar o coração e cortar a garganta de Marshall. Drake cai no chão e o corpo de Marshall transforma- se em cinzas. Near estende a mão para Drake para ajudá-lo a se levantar. Os dois respiram com dificuldade, muito ofegantes. Inesperadamente algo estranho acontece. As pedras Uma misteriosa luz surge das cinzas de Marshall e ilumina toda a área. A dupla perde a visão temporariamente e quando a recuperam percebem que estão em outro lugar. Sem saber onde estão ambos começam a caminhar para investigar o local. Sem se darem contas acabam chegando a uma casa velha. Os dois ficam na dúvida se devem entrar ou não, até que Near abre à porta. Ao entrarem percebem que não há nada além de móveis velhos espalhados pela casa. Em uma pequena cômoda localizada no fundo do local havia um pedaço de papel sob uma caixa de metal dourado.
Drake vai até ela e á pega, enquanto Near fica um pouco atrás. Em seguida passa a dizer as palavras escritas: “Aquele que possuir tal poder será capaz de deter o mal que assola o nosso mundo ou dar início ao verdadeiro caos. Nesta caixa se encontram alguns fragmentos que nosso salvador Iori usou para aniquilar o mal do passado. Seja quem for que o encontre, use-o com cuidado’’. Após ler o papel coloque sua mão direita sob a caixa e a abre. Dentro dela havia duas pedras, uma vermelha e outra verde. Drake estende sua mão direita, segurou a pedra vermelha em suas mãos.
 - Near pegue esta outra, eu já peguei a minha só está faltando você.
 Near diz a Drake com certa ironia
 - Por quê eu deveria pegar isso? Não vá me dizer que acha que isso que está escrito aí nesse papel é verdade é?
 Mesmo pensando que seu irmão mais velho o considerava um tolo por acreditar nisso, Drake novamente diz ao irmão
 - Pegue logo, você não tem nada a perder com isso. Quem sabe o que pode acontecer quando nós dois estivermos com isso nas mãos. Eu peguei uma não aconteceu nada, mas talvez se você pegar também algo aconteça. Aqui diz que esse tal de Iori usou isso. Provavelmente ele tinha esse poder quando utilizava as duas. Se isso for verdade, quero que você tenha esse poder também.
- Já vi que você não vai tirar isso da cabeça. Tudo bem, não vamos perder tempo discutindo.
 Near dá um suspiro de cansaço e vai em direção a caixa. Ele levanta sua mão esquerda e pega a pedra verde. Quando ambos apertam as respectivas pedras elas passam a emitir um brilho intenso e a mudar de forma, passando de pedras para espadas. Nomes Nenhum deles estava acreditando no que acabavam de presenciar. Como era possível que simples pedras pudessem se transformar em espadas tão longas? Os dois se entreolharam e cada um podia ver o espanto no rosto do outro. Drake parecia estar um pouco mais animado do que Near.
- Cara isso é muito legal, nós temos espadas! Esse deve ser o tal poder. Eu sabia que era verdade. - diz Drake enquanto ergue sua espada para o alto.
- Acho que isso ainda não é tudo. Tenho pressentimento que mais coisas estranhas nos aguardam daqui para frente irmão. – diz Near olhando para sua espada. - Vamos sair daqui Drake.
 Os dois resolvem sair da casa imediatamente. Um ao lado do outro, Drake na direita e Near na esquerda. Drake sai carregando a sua espada sobre os dois ombros, enquanto Near leva na mão esquerda. Durante o caminho muitas idéias percorrem a cabeça de Drake.
- Não acha que devemos dar nomes as nossas espadas? Eu acho uma boa idéia – diz Drake enquanto vira-se para o irmão ao seu lado.

- Por que daríamos nomes a estas espadas? – diz Near enquanto começa a rir em silêncio do que acabara de ouvir.
- Sei lá, para ficar maneiro. São espadas bonitas, acho que elas merecem receber nomes legais. – diz Drake virando-se para frente novamente.
- Que nome você tem em mente? - pergunta Near.
- Pensei em “Morte na Certa” ou ”Cortou Geral” ou “Atravessou Matou”. - respondeu Drake.
Near começa a dar muitas risadas dos nomes engraçados que escutou. Drake olha o irmão sem entender o motivo de tantos risos. Após algum tempo, ao recuperar o fôlego Near volta-se na direção do irmão
 - São nomes engraçados, porém são muito idiotas, não serviriam para uma espada.
- E que tal “Vingadora”? – pergunta Drake com certa expectativa.
- Esse parece um nome legal, mas para isso você precisaria de uma vingança não é mesmo? – responde Near.
- Isso aí de ter um motivo eu vejo mais tarde. E a sua como vai se chamar? – novamente pergunta Drake.
- Pensei em “Devastadora”. Combina com a sua, são parecidas. – diz Near com certo orgulho, enquanto olha para a sua própria espada.
- Nome legal, ficou bem colocado para uma espada. – diz Drake olhando para a Devastadora.
- Bem vamos procurar a saída desse lugar, senão não conseguiremos sair daqui.
- Vamos nessa. – fala Near ao tomar à dianteira. - Vamos ver o que nos aguarda.

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