Slender Man
"... Eu o vejo desde que era
um menino, essa coisa demoníaca. Ele é como uma sombra muito alta. Não tem
rosto, e seus braços são muito longos. Eu sinto quando ele vai aparecer, posso
sentir quando ele está por perto. Consigo vê-lo no canto dos meus olhos
esticando aqueles longos braços para me tocar, mas quando me viro, ele não está
mais lá. Mas de alguma forma eu sei que um dia eu vou me deparar com ele, e
então ele vai me apanhar... e eu vou morrer". Projeto “SLENDER MAN”. Uma
lembrança, uma dor, uma lágrima, uma gota de sangue... Eu acordei suado como
sempre, depois de ouvir mais um barulho lá em baixo, aquela casa enorme me
assustava apesar de eu estar com todos meus amigos ali, levantei olhei pela
janela do quarto, Luana ainda dormia do meu lado preferi não acordá-la, a noite
era fria, e a lua estava cheia, por mais que a janela estivesse fechada eu
podia ver que lá fora ventava, pois as arvores do bosque ao lado, balançavam
pra lá e pra cá.
- Marcos? Vem pra cama, amanhã a
gente tem que sair cedo pra sermos os primeiros a comprar os ingressos.
É. Todos nós éramos amigos virtuais, nos
conhecemos pelo Facebook, inclusive ela, “Luana” era minha namorada virtual, e
nos conhecemos pessoalmente, e nosso amor foi o mesmo, nós nos reunimos ali em
São Paulo, para comprarmos os ingressos de um Show do Avenged Sevenfold, que
seria realizado ali, todos nós já vínhamos planejando um encontro da “Família I
Love Avenged Sevenfod’’ mais enfim. Tudo bem, eu só estava vendo a lua! Um dia
depois Já acordamos assustados com Thomas desesperado batendo na porta e
dizendo que estávamos atrasados para a compra dos ingressos, sendo que era 04h30min
da manhã.
- Acalme-se Thomas a gente vai ao
show relaxa cara, ainda é 04h30min. - Luana falou já com seu stress no ar.
- Ta bom, vou acordar a Geh. -
Disse Thomas Genalva.
Era como se fosse uma irmã pra mim, vivia com
ciúmes da Luana, que eu também considerava como uma irmã, ela era do tipo
zoeira, vivia brincando e animando o pessoal. Mais enfim no final de tudo nós
quatro compramos os ingressos e partimos para casa que alugamos felizes, pois
no dia seguinte era o show, o resto do pessoal era Raí (Vivia comendo), Marcela
(Vive pra zoar), Alex (Outro brincalhão que é apaixonado por Genalva), Haob e
seu namorado Efraim (Um casalzinho na deles), Luana (A intelectual do grupo)
Paula (Carinhosa e Gentil ) e Eduardo o ex de Genalva. Anoiteceu... Chuva fina
e fria lá fora, enquanto o pessoal jogava Assasins’Creed no meu PSP que eu
trouxe, eu sentei lá na varanda do segundo andar com Thomas, e Paula,
conversamos sobre muita coisa até chegarmos em nossa infância, algo que Thomas
começou a se sentir mal em lembrar pois a experiência que ele teve, foi a mesma
que eu tive, nessa hora Paula se calou e apenas ouviu. -Quando eu era pequeno,
em um certo dia meu pai estava trabalhando no quintal de casa, anoiteceu e
minha mãe me mandou chama-lo para jantar, eu ainda me lembro como hoje, aquele
quintal grande e cheio de arvores, eu fui com meu cachorro do lado, até o
momento em que ele correu para perto das arvores no escuro, e começou a latir
em direção a escuridão, quando olhei para onde ele latia tomei um susto, eu
podia ver, uma sombra iluminada pela lua naquela noite fria, era alta, uns 3
metros de altura, der repente aquela noite que já era fria se tornou ainda
mais, senti minha alma sendo tomada, eu olhava para o rosto e não tinha nada,
eram apenas deformações, e sombras, comecei a andar em sua direção, mais não
agüentei as nauseas e cai... só acordei no outro dia com meus pais me chamando.
-Meu Deus até hoje você não sabe o que era? Disse Paula impressionada com minha
história. -Eu sei o que era, mais prefiro não acreditar. -Não quero contar a
minha história apesar de ser bem parecida com a do Marcos. Disse Thomas se
Retirando do lugar... Mais tarde Na cama já com algo me incomodando, não sabia
o que era mais era um pressentimento que aquela noite não era comum, era muito
parecida com a noite que eu vi a criatura, Luana como sempre percebeu que eu estava
muito calado, e me abraçou debaixo das cobertas me perguntando: - O que se
passa dentro da sua cabecinha? -Ah muitas coisas do passado ainda me perturbam.
-Tipo? -Lembra da sombra negra, que vi quando criança? A que te falei que
poderia ser o Slender. - Nossa mais por que está pensando nisso agora? As luzes
se apagam... Um grito agudo, era uma das garotas, me levantei correndo, mandei
Luana ficar no quarto e desci as escadas já com Thomas e Raí lá descendo e se
perguntando o que aconteceu. -Eu vi, eu vi, era ele... Era ele... Paula
desesperada em prantos, chorando! Ela era a única que dormia lá em baixo,
aproveitava para ler seus livros, na sala tinha um sofá enorme, e 3 janelas
grandes, era um espaço bem aconchegante. Ela explicou dizendo que cochilou, e
quando abriu os olhos ele estava a pegando com seus tentáculos negros. - Eu
quero ir embora, agora. No momento que ouvimos aquilo tudo Thomas olhou com um
olhar muito triste para mim, e Disse: - Ele voltou Marcos ele voltou por nós,
você não está vendo? Ele está aqui neste bosque, ele está lá fora nos
esperando. Der repente todos tinham descido inclusive Luuh e Genalva, que após
ouvirem aquilo, tentaram contradizer Thomas -Não temos certeza Thomas, você não
sabe pode ter sido um sonho dela apenas.\Luuh -Exato, vocês já falaram do
passado de vocês pra Paula? \Genalva Thomas se calou... -Nós dissemos isso hoje
a ela. Eu disse logo tentando acalmar -Então ela deve ter ficado pensando nisso
e acabou sonhando, gente não vamos deixa-la aqui, vamos todos dormir aqui hoje
okay?\Luuh -Ta Certo\Todos Passou duas Horas, era por volta das 11:30 da noite,
então deixamos as luzes acessas, mais acabou que ninguém dormiu mais, ficamos
calados, até que Alex resolve falar pra descontrair... -Essa poha de Slender
não existe é só coisa de internet, relaxem amanhã a gente vai ta é rindo disso,
como já estou agora. -Thomas se Levantou para soca-lo eu via que ele ia fazer
isso, até que quando a luz apagou e depois acendeu... Ele estava na sala bem no
meio dela, Parado com o pescoço torto para a esquerda, seu Rosto só sombras,
não havia boca, nem olhos, alto uns 3 metros encostando sua cabeça no teto,
então a luz se apagou de novo.. -Eu falei, eu falei./Thomas Todos correram
desesperados e sem rumo pra fora, peguei na mão de Luana e a puxei comigo
correndo naquela floresta molhada e congelante, do lado de fora da casa, olhei
para trás e vi alguém ser puxado pelos tentáculos dele, na verdade eram dois,
foi aí que eu vi que ele vinha atrás de mim, tinha um grande buraco a frente,
ou eu ficava e ele me pegava, ou eu... abracei Luana e pulei... Acordei
assustado, com Luana ainda nos meus braços, que estava todo machucado, bom ao
menos ela está bem, olhei pra ela ainda desmaiada em cima de mim, acordei
ela... -Marcos? Eu tive um sonho horrível... -Não foi sonho... Enquanto eu me
levantava junto com a Luana, Luuh corria no meio da floresta, aos choros as
vezes dava um pequeno tropeço em uma pedra, outra vez em um galho, até que ela
achou um tronco grande caído e viu que dava para se esconder ali por enquanto.
Sentou ali embaixo e esperou, ela não parava de chorar baixinho, já não tinham
nem mais lágrimas nos olhos, ela abraçou os joelhos com frio, o chão era
molhado, e gelado, ela tremia... Der repente ela ouve passos, e curiosa mesmo
morrendo de pavor resolve olhar em cima do tronco, e da de cara com Genalva,
Alex, e Thomas carregando Paula desmaiada nas costas: -Ainda bem que são vocês.
Disse Luuh com um certo momento de alegria O mais estanho foi Genalva dar um
abraço nela, elas pareciam não ser muito chegadas, daí Thomas falou pra
procurarem um lugar pra descansar afinal a Paula estava ferida, der repente
ouve-se um estrondo em uma das árvores, e um vento muito forte acima nas
folhagens e galhos da floresta o que seria... -Corre, Vamos Corre. Gritou
Thomas com um desespero tremendo afinal ele sabia o que era que estava vindo, e
era algo sem volta. No desespero Alex cai no chão e fica para trás, Genalva
volta pra socorre-lo, e no momento que ela toca a mão dele, que ele olha dentro
dos olhos dela, não da tempo de dizer nada, ele é arrastado para a escuridão...
Genalva chorava olhando para trás, afinal ela gostava muito de Alex, ela sentia
algo por ele muito forte, mais não tinham coragem de dizer um para o outro
claramente, e infelizmente o pior aconteceu. Longe dali, Marcela, Raí, Efraim e
Haob estavam escondidos dentro de um cômodo abandonado, Efraim não parava de
olhar para fora pela janelinha redonda de vidro, Raí não saía de cima da porta
de madeira, que estava escorada com uma mesa, Marcela em pânico não parava de
falar sozinha, e Haob, quieta como se nada estivesse acontecendo, andado de um
lado para o outro e as vezes olhando pela janela Efraim resmungava: - Vamos
esperar amanhecer, para podermos sair, aquela coisa ainda está lá fora, não
podemos arriscar, ai que merda, que merda. - Se acalma cara. Disse Raí em um
tom baixo. - Como vamos nos acalmar, se tem um puto de um demônio mal comido
atrás da gente? Marcela como sempre xingando. Uma árvore cai lá fora, Haob se
levanta e vê alguém lá fora, mais não é o demônio era alguém, e sai na toda
para ver o que é, não enxergando muito após a árvore ter caído abriu para
luminosidade da lua, e pendurado em alguns galhos, os órgãos de uma pessoa, uma
gota de sangue cai na testa de Raí, que também saiu para olhar, e quando olha
para cima, lá está a cabeça de Alex decepada e pendurada... -Gente olha pra
cima/Raí -Alex.../Marcela começa a chorar -Puta que pariu vamos embora
andem/Efraim Todos saíram, correndo, era um desespero tremendo de todos, após uns
minutos correndo percebem que Haob não estava entre eles, Efraim começa a se
desesperar, pois ela sumiu. -Cadê a Haob?? Ai meu Deus como eu pude perder
ela?/Efraim -Calma cara. Disse Raí tentando acalmar -Calma o Caralho. Efraim
exaltado já Marcela chama eles bem baixinho... -Ra.. Ra.. Raí.. Com um buraco
no meio da barriga o sangue escorrendo pela boca, seus braços são agarrados,
suas pernas também Raí pula em cima dela para não ser puxada, e acaba sendo
levado pras trevas com ela. Efraim que voltou em busca de Haob não a
encontrou... Enquanto isso eu andava rapidamente sobre as folhas molhadas do
chão frio daquela floresta escura, Segurando bem forte a mão de Luana, que
pegava em meus ombros, e a todo momento falava para ela não se distrair e não
se afastar de mim. -Essa floresta não tem fim?/Luana -Eu não sei, não consigo
ver mais nada, só arvores e arvores. Disse eu meio que desanimado. -Ai Marcos,
eu estou ficando ofegante, você sabe que não posso ficar assim por causa da
asma. Eu fiquei com mais medo ainda do que ela disse, ela tinha asma, e tudo
isso a deixava nervosa, ela poderia ter um ataque a qualquer momento, decidi
parar um pouco e sentamos debaixo de uma arvore, abracei ela olhei nos seus
olhos brilhantes mesmo ao escuro, peguei em seu perfeito rosto e com um olhar
esperançoso disse: -Vai ficar tudo bem confia em mim. -Ta bom. Senti calma
naquele momento. Dei um leve beijo e disse pra ela tentar descansar, ela se
apoiou em mim e adormeceu, quinze minutos depois ouço gritos e passos na
floresta, der repente vejo Eduardo correr, e algo enorme com muitos braços
atrás dele. Apertei mais Luana em meus braços, eu tinha que fazer algo, eu ia
fazer, mais Luana estava ali não podia ariscar a segurança dela, ouvi os gritos
dele pedindo socorro, ele gritava muito alto, eu fechei os olhos, e me apertei
mais ainda sentado naquele canto de uma arvore, até que ele parou de gritar...
CAPITULO 2 -Ué cadê eles? A casa está totalmente aberta e bagunçada será que
aconteceu alguma coisa? Kecio preocupado conversava com Jessé e Estevão.
-Espera, as janelas estão quebradas, meu Deus eu vou olhar lá em cima. Estevão
corre para o andar se cima da casa, depois de um tempo, eles param e vêem
rastros de sangue pela casa, e decidem seguir, leva para a floresta ao lado.
-Eles foram pra lá, ai meu Deus, será que eram bandidos?/Jessé -Temos que ir
atrás deles./Kecio -Espera não vamos sem nada, peguem facas na cozinha eu vou
com este taco./Estevão Sangrando muito, corre Raí cansado, olhando
constantemente para os lados, ao som do barulho dos ventos nos arbustos.
Ouve-se um grito, era um grito grave, era um dos meninos, ele correu em direção
e depois de um tempo, se deparou com o corpo de Eduardo, sem os órgãos internos
no meio de floresta, meio que com medo, ainda sem se aproximou, e tentou chamar
Edu, mais viu que ele estava sem seus órgãos. Eu estava lá, vendo ele com Luana
ainda dormindo, taquei uma pedra para ele olhar em minha direção, ele se
assustou mais me viu, e veio em minha direção, foi o momento em que quando ele
se aproximava, veio uma sobra enorme, e o pegou... agora ele sabe onde eu
estou, acordei Luana e ...
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